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Circuito Rural

Colheita da soja americana, a relação com os chineses e o cânhamo são os destaques

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O Circuito Rural desta sexta-feira (19) aborda o cenário da soja americana frente ao maior mercado consumidor do planeta e uma nova possibilidade com alta margem de lucro para as lavouras brasileiras.

A coluna é de autoria do jornalista tangaraense Olmir Cividini. Ele destaca, em seu comentário semanal, que enquanto o produtor mato-grossense ainda espera a umidade do solo para dar andamento ao plantio da safra de soja, do outro lado do hemisfério, nos Estados Unidos — nosso principal concorrente — a colheita já começou.

Ao mesmo tempo em que as colheitadeiras se movimentam nas lavouras da América do Norte, representantes dos EUA e da China debatem a resistência dos importadores chineses em comprar soja americana. Até novembro, a China não encomendou um único navio.

E isso é grave para os americanos e pragmático para os chineses, afinal trata-se de uma resposta ao tarifaço de Trump, com Pequim impondo 34% de tarifa sobre produtos dos EUA, incluindo a soja. Resultado? A soja americana ficou mais cara que a brasileira.

Leia mais:  Incertezas e política no STF e compras chinesas de soja dos EUA ampliam cautela do produtor

Cânhamo e lucro

Outro assunto que tem movimentado os bastidores produtivos tem base numa reportagem que Olmir Cividini essa semana, sobre o cânhamo industrial. Se trata de um tipo de cannabis com baixo teor de THC –  THC é o composto psicoativo da cannabis. “Este cânhamo está sendo chamado de a nova soja, e o motivo é o alto potencial de lucro”, diz Cividini.

Ele ressalta que, segundo relatório apresentado pela Embrapa durante seminário em Brasília, a ideia é ter lavouras-piloto já no ano que vem e consolidar o setor até 2030, colocando o Brasil entre os grandes exportadores.

Mas há um detalhe que pode travar tudo: hoje, o cultivo de qualquer tipo de cannabis é proibido no Brasil.

Olmir Cividini é Bacharel em Comunicação Social pelo Instituto Várzea-grandense de Educação. Seus comentários estão disponíveis no Enfoque Business sempre às sextas-feiras.

Abaixo, a íntegra da coluna desta sexta-feira.

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Circuito Rural

Incertezas e política no STF e compras chinesas de soja dos EUA ampliam cautela do produtor

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Coluna Circuito Rural destaca preocupação do agro com a segurança jurídica e os efeitos da volta da China ao mercado americano de soja.

A coluna Circuito Rural desta sexta-feira (18), do jornalista Olmir Cividini, começa com uma análise crítica do julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (16), classificado pelo comentarista como “patético”.

Segundo Cividini, entidades do setor manifestaram preocupação com o ambiente institucional e os possíveis reflexos de uma crise no Supremo sobre a segurança jurídica no país. Para o agro, regras claras e previsíveis são fundamentais para garantir investimentos, produção, emprego e renda.

A coluna lembra que decisões do STF sobre marco temporal, direito de propriedade, conflitos fundiários e legislação ambiental podem interferir diretamente na atividade rural e no patrimônio dos produtores. Na avaliação do jornalista, a instabilidade institucional deixa de ser apenas uma questão política ou jurídica e passa a representar também um risco econômico.

Na sequência, o comentário aborda a retomada das compras de soja dos Estados Unidos pela China, justamente no início do plantio da safra 2026/27 em Mato Grosso. Os chineses já teriam contratado quase 9 milhões de toneladas da próxima temporada americana, movimento que ajudou a elevar as cotações da oleaginosa em Chicago.

Leia mais:  Incertezas e política no STF e compras chinesas de soja dos EUA ampliam cautela do produtor

A valorização é positiva para a formação dos preços no Brasil, mas também aumenta a concorrência pelo maior mercado consumidor mundial. Até julho, 72% da soja importada pela China tinham origem brasileira.

O Rabobank alerta que a entrada da soja americana e a possibilidade de novas vendas dos Estados Unidos aos chineses podem limitar as exportações brasileiras no quarto trimestre. Por isso, o produtor mato-grossense inicia a safra com atenção redobrada a quatro fatores: chuva, produtividade, custos e comportamento da China.

Ouça o Circuito Rural na íntegra:

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