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Candidata de Lula ao governo de MT e apoiada por PSD, PP e PSB, Márcia Pinheiro responde por corrupção

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A primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro (PV), será a candidata da federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) ao governo do Estado. O anúncio deverá acontecer ainda hoje (quarta, 03), motivada pela decisão do senador licenciado Carlos Fávaro (PSD) em não assumir candidatura ao Paiaguás, numa disputa contra o governador Mauro Mendes (União), que busca a reeleição.

Esquemas

Fato que chama atenção é que a agora candidata de Lula e da esquerda ao governo de Mato Grosso é acusada pelo MP de liderar um esquema de emissão de notas fiscais de compra de medicamentos superfaturados. As acusações, dos meses finais do ano passado, se referem à Operação Capistranum, que apura a participação de Márcia e o marido e prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, nos crimes de organização criminosa, responsabilidade, improbidade administrativa na prefeitura de Cuiabá.

Márcia Pinheiro chegou a ser alvo de busca e apreensão, sendo, também, acusada pelo Ministério Público de participar de um esquema de contratações através de cargos comissionados na saúde, para favorecer politicamente o prefeito Emanuel Pinheiro e o filho, deputado federal Emanuelzinho, que disputa a reeleição pelo MDB.

Apoios

Márcia Pinheiro terá o apoio do PSD de Carlos Fávaro e do PP do deputado federal Neri Geller, siglas que integram a frente esquerdista que tenta recolocar o ex-presidente Lula no Palácio do Planalto.

O PSB também compõe o bloco de esquerda, sendo o partido do candidato a vice de Lula, Geraldo Alkmin. Além destas agremiações, Márcia poderá ter em seu palanque o PDT, a federação PSDB/Cidadania e o Solidariedade.

Ao aceitar a candidatura ao governo, Márcia Pinheiro surge com a única candidatura de oposição para enfrentar o governador, que até ontem não tinha adversário. Segundo fontes ligadas à primeira-dama cuiabana, o objetivo da oposição é construir uma chapa feminina buscando tal público, já que Mato Grosso nunca elegeu uma mulher governadora.

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PJC cumpre mandados para apurar esquema de corrupção em hospital de Campo Novo

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Investigações iniciaram após denúncia de oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI ligada ao atendimento prestado pela unidade hospitalar

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Silêncio Comprado para cumprir 20 ordens judiciais relacionadas a um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis.

As medidas, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo de Tangará da Serra, incluem mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de valores, medidas cautelares diversas da prisão e quebras de sigilo telefônico e telemático.

Os mandados são cumpridos em Campo Novo do Parecis, Arenápolis e nas cidades paulistas de Barueri e Cotia. O objetivo é reunir provas, dimensionar a extensão dos fatos investigados e preservar recursos públicos.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram suposta tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nº 01/2025, instaurada para investigar possíveis irregularidades na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst.

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncia encaminhada pelo Ministério Público sobre suposta oferta de vantagem indevida para influenciar integrantes da CPI, além de indícios de irregularidades na execução de contratos de gestão da unidade hospitalar.

Entre os fatos apurados estão suspeitas de pagamentos por serviços não prestados, emissão de notas fiscais fraudulentas ou ideologicamente falsas, movimentação irregular de recursos públicos e possível desvio de valores ligados à administração do hospital.

De acordo com a Deccor, os elementos reunidos até o momento apontam, em tese, para a prática de crimes contra a administração pública, especialmente corrupção ativa, sem prejuízo da apuração de outros delitos no decorrer das investigações.

A operação contou com apoio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), das delegacias de Arenápolis e Campo Novo do Parecis, além da Polícia Civil de São Paulo.

O nome da operação, Silêncio Comprado, faz referência à denúncia de suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI, fato que originou a investigação.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, por meio da Operação Pharus, voltada ao combate de grupos criminosos no estado.

(Assessoria PJC-MT)

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