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Avery Dennison é premiada com a Medalha de Platina pela EcoVadis por liderança em sustentabilidade

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São Paulo, janeiro de 2025 – A Avery Dennison, líder mundial em ciência de materiais, foi reconhecida com a Medalha de Platina da EcoVadis, uma das maiores plataformas globais de sustentabilidade corporativa.

A EcoVadis é uma das mais confiáveis provedoras de avaliações de sustentabilidade empresarial do mundo, analisando as ações e práticas das empresas com base em critérios internacionais, como impacto ambiental, trabalho e direitos humanos, ética e compras sustentáveis.

Essa classificação posiciona a Avery Dennison no top 1% das empresas em 185 países e reflete seu compromisso de longo prazo com a sustentabilidade, os princípios ESG e a construção de um futuro mais sustentável.

Aos interessados, o relatório ESG da Avery Dennison pode ser acessado em esg.averydennison.com.

Sobre a Avery Dennison

A Avery Dennison Corporation (NYSE: AVY) é uma empresa global de ciência de materiais e soluções de identificação digital que fornece uma ampla gama de soluções de marcação e informação que otimizam a eficiência da mão de obra e da cadeia de abastecimento, reduzem o desperdício, promovem a sustentabilidade, circularidade e transparência, e conectam as marcas e os consumidores. Nossos produtos e soluções incluem materiais de rotulagem e funcionais, inlays e tags de identificação por radiofrequência (RFID), aplicativos de software que conectam o físico e o digital, e uma variedade de produtos e soluções que melhoram a embalagem da marca e carregam ou exibem informações que melhoram a experiência do cliente. Atendendo a uma variedade de indústrias em todo o mundo — incluindo cuidados pessoais e domésticos, vestuário, varejo em geral, comércio eletrônico, logística, alimentos e mercearias, farmacêutica e automotiva — empregamos aproximadamente 35.000 funcionários em mais de 50 países. Nossas vendas relatadas em 2023 foram de US$ 8,4 bilhões. Saiba mais em www.averydennison.com.

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Empresas têm mais dados e dashboards, mas continuam tomando decisões ruins

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Especialistas alertam que excesso de indicadores, baixa maturidade analítica e falhas humanas continuam comprometendo decisões estratégicas mesmo em empresas altamente digitalizadas

Empresas nunca tiveram tanto acesso a dados, relatórios em tempo real e ferramentas de monitoramento. Ainda assim, erros operacionais, decisões estratégicas equivocadas e falhas de gestão continuam frequentes, inclusive em organizações altamente digitalizadas.

O paradoxo chama a atenção de especialistas: apesar dos investimentos em analytics, automação e transformação digital, muitas empresas ainda não conseguem transformar informação em decisões eficientes.

Estimativas indicam que entre 60% e 73% dos dados gerados sequer são analisados. Ao mesmo tempo, executivos relatam dificuldade para converter indicadores em ações práticas. Para especialistas, o problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

Dificuldades em para converter indicadores em ações práticas: problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

“Ter acesso a dados não significa necessariamente entender o que eles estão dizendo. Muitas empresas criaram uma infraestrutura sofisticada de monitoramento, mas continuam operando sem clareza estratégica”, afirma Guilherme Francescon Cittoli, co-founder e CPO da ST-One.

Na prática, dashboards, relatórios em tempo real e métricas automatizadas podem criar uma falsa sensação de controle, principalmente em ambientes pressionados por produtividade e rapidez.

A era da “névoa de medição”

A digitalização levou empresas a medir praticamente tudo: desempenho, produtividade, vendas, comportamento do consumidor e indicadores operacionais. O problema é que nem toda métrica gera valor para o negócio.

“Muitas organizações acompanham dezenas de indicadores sem definir claramente quais realmente apoiam a tomada de decisão. Existe um risco enorme de confundir volume de informação com inteligência”, diz Giovanni Abate Neto, CTO da empresa.

Especialistas chamam esse fenômeno de “névoa de medição”, quando o excesso de indicadores dificulta a interpretação dos cenários e favorece métricas de vaidade em detrimento de dados ligados à eficiência operacional, sustentabilidade financeira e comportamento do mercado.

Liderança da ST-One: [Esquerda] Giovanni Abate Neto, Guilherme Francescon Cittolin, Rodrigo Cruz R. Gonçalves e Tiago Machado.

Tecnologia exige interpretação

Segundo os especialistas, muitas empresas investem em transformação digital antes de resolver questões de governança de dados, integração de sistemas e cultura analítica.

“Em muitos casos, as empresas passaram a acumular ferramentas sem criar processos claros para interpretar informações e transformar dados em ação”, afirma Guilherme Francescon Cittoli.

Para Giovanni Abate Neto, outro equívoco é acreditar que a automação elimina a necessidade de análise humana. “Automatizar processos não significa automatizar pensamento crítico. Ainda existe uma dependência muito grande da capacidade humana de interpretar contexto, identificar exceções e questionar padrões.”

Excesso de dados pode paralisar

Outro efeito crescente é a chamada “paralisia analítica”, quando o excesso de informação dificulta decisões rápidas. Na tentativa de reduzir riscos, lideranças acumulam relatórios, reuniões e validações, tornando os processos mais lentos.

Pesquisas mostram ainda que muitos executivos recorrem ao “feeling” para decidir, mesmo em ambientes orientados por dados. Segundo Giovanni Abate Neto, isso ocorre porque a tecnologia não elimina vieses cognitivos, que podem até ganhar aparência de precisão quando sustentados por indicadores mal interpretados.

O desafio continua sendo humano

Embora os investimentos em analytics e digitalização continuem crescendo, o principal gargalo permanece humano. Falta de alfabetização de dados, baixa capacidade analítica, excesso de indicadores e pouca integração entre áreas figuram entre os maiores desafios.

Para os especialistas, as empresas que transformarão dados em vantagem competitiva serão aquelas capazes de equilibrar tecnologia, contexto e pensamento crítico.

“O grande diferencial não está apenas em ter mais dados, mas em conseguir transformar informação em decisões mais consistentes, rápidas e sustentáveis”, conclui Guilherme Francescon Cittoli.

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