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Anel Viário recebe paliativo com solo-cimento; Trabalho é realizado em parceria com associação

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O trabalho de tapa-buracos realizado no anel viário de Tangará da Serra é um paliativo para melhoria das condições de tráfego até as ações de restauração com aplicação de material asfáltico.

O Enfoque Business apurou que o trabalho é realizado a pedido da Associação dos Produtores da MT-480, entidade que mantém contrato com o governo do Estado para manutenção de rodovias na região.

Os reparos, que serão realizados ao longo do trajeto de cerca de 15 quilômetros da perimetral, foram solicitados através de indicações ao governo do Estado dos vereadores Niltinho do Lanche e Zedeca, ambos do MDB, e intermediação do deputado estadual João José de Matos, do mesmo partido.

Anel Viário apresenta danos na pista em vários pontos ao longo do seu trajeto.

Segundo a empreiteira Guaxe, que realiza o paliativo no anel viário, o trabalho é feito sem vínculo contratual e sem custos. “Não tem contrato, não tem valor. É uma parceria, a pedido da associação, para colaborar com um paliativo para melhoria do tráfego”, disse o diretor da empreiteira, Márcio Aguiar.

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Conforme Aguiar, o trabalho consiste em aplicação de solo-cimento. “É o tecnicamente mais viável. Solo, brita com cimento, compactando. Depois vai recortar o buraco e colocar o material asfáltico de quatro, cinco centímetros. Estamos fazendo pra melhorar a pista, permitir um tráfego melhor”, completou.

Solo-cimento

De acordo com a Associação Brasileira de Cimento Portland, o solo-cimento é o material resultante da mistura homogênea, compactada e curada de solo, cimento e água em proporções adequadas. Tem boa resistência à compressão, bom índice de impermeabilidade, baixo índice de retração volumétrica e boa durabilidade.

O solo é o componente mais utilizado para a obtenção do solo-cimento. O cimento entra em uma quantidade que varia de 5% a 10% do peso do solo, o suficiente para estabilizá-lo e conferir as propriedades de resistência desejadas para o composto.

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Entre exigência e escassez, Tangará da Serra enfrenta dilema na contratação de serviços

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As dificuldades enfrentadas por Tangará da Serra na execução de serviços públicos e obras de infraestrutura expõem um problema que vai além de casos pontuais: a limitação do poder público em contratar empresas com capacidade operacional compatível com as demandas do município.

Durante entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (16), o prefeito Vander Masson e secretários municipais reconheceram os entraves, mas afirmaram que não são exclusivos da cidade. Segundo os gestores, trata-se de uma realidade recorrente em municípios de diferentes regiões do país, marcada pela escassez de empresas consideradas confiáveis para a execução de contratos públicos.

Na prática, o cenário se reflete em falhas na coleta de lixo, atrasos em obras e necessidade de intervenções emergenciais por parte da própria administração municipal — situações que têm impacto direto na rotina da população.

Obras na Vila Goiás/Jardim Acapulco: Empresa contratada demonstrou incapacidade técnica.

Questionados sobre o rigor nos processos licitatórios, especialmente na verificação da capacidade técnica das empresas, os gestores admitiram a existência de um impasse. De um lado, a exigência por critérios mais rigorosos poderia elevar o nível das contratações. De outro, segundo relataram, o endurecimento das regras tende a reduzir a participação de empresas nos certames, resultando em licitações esvaziadas.

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O argumento evidencia um dilema estrutural: ao flexibilizar critérios para garantir concorrência, abre-se margem para a contratação de empresas que, posteriormente, demonstram dificuldades em cumprir as obrigações assumidas. Por outro lado, ao elevar o nível de exigência, o risco é não atrair interessados suficientes, comprometendo a própria realização dos serviços.

População insatisfeita e dores de cabeça para o município: Empresa contratada tem cometido falhas frequentes.

Esse equilíbrio delicado coloca o município em posição de dependência de fornecedores que, em alguns casos, não apresentam desempenho satisfatório. A consequência tem sido a recorrência de notificações, multas contratuais e, em situações mais críticas, a necessidade de rescisão e substituição das empresas — processos que, além de burocráticos, prolongam (e até podem agravar) os problemas.

No caso das obras de infraestrutura e da coleta de lixo, já há registros de medidas administrativas em andamento, incluindo abertura de processos que podem culminar na ruptura de contratos. Ainda assim, a substituição de empresas não garante, por si só, a resolução definitiva da questão, diante do cenário descrito pelos próprios gestores.

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A realidade de Tangará da Serra evidencia os limites do modelo atual de contratação pública em municípios de porte médio, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros, onde o número de fornecedores qualificados tende a ser menor. Nesse contexto, o desafio não se restringe à fiscalização dos contratos, mas passa também pela capacidade do mercado em atender às exigências do setor público.

Enquanto o impasse persiste, os reflexos seguem perceptíveis no cotidiano da cidade, com serviços irregulares e obras que avançam em ritmo aquém do esperado.

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