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Circuito Rural

Alta do custo da lavoura de milho 2026/27 pode ser agravada por tensão geopolítica

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Na coluna Circuito Rural desta sexta-feira (20), Olmir Cividini analisa os desafios financeiros que aguardam o setor produtivo. Em Mato Grosso, os agricultores já se mobilizam para enfrentar uma safra de milho com custos de produção em ascensão.

Dados recentes do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) confirmam essa tendência. A estimativa para o ciclo 2026/27 aponta um custo de R$ 3.558,08 por hectare, o que representa uma alta de 7,19% em comparação à safra anterior. Segundo técnicos do instituto, esse incremento reflete, prioritariamente, a atualização dos pacotes tecnológicos utilizados no campo.

Fator Geopolítico

Cividini alerta, entretanto, para um agravante externo: a instabilidade no Oriente Médio. A escalada das tensões e a possibilidade de um conflito direto envolvendo Estados Unidos e Irã já impactam o mercado de commodities energéticas. Na última quinta-feira (19), o barril de petróleo tipo Brent atingiu US$ 71,71, o maior patamar desde julho do ano passado.

Essa valorização do petróleo exerce pressão direta sobre os custos dos fertilizantes, especialmente os nitrogenados. “Como o Brasil é altamente dependente de insumos importados, qualquer escalada no Oriente Médio bate direto na planilha do produtor”, destaca o autor da coluna. Ela alerta, ainda, que “para Mato Grosso esse impacto pode ser ainda maior por causa dos custos logísticos”.

Para ouvir a coluna na íntegra, clique abaixo:

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Circuito Rural

Avanço de pautas do Agro no Congresso Nacional é o destaque da edição desta sexta

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A semana legislativa em Brasília foi marcada pelo avanço de pautas consideradas estratégicas para o agronegócio brasileiro. Na coluna “Circuito Rural”, o jornalista Olmir Cividini analisou decisões da Câmara Federal e discussões em andamento no Senado que impactam diretamente a segurança jurídica, os custos de produção e o endividamento do setor rural.

Entre os principais temas, Cividini destacou a aprovação, na Câmara dos Deputados, do projeto que altera a Lei de Crimes Ambientais. A proposta estabelece que fiscais ambientais poderão continuar adotando medidas cautelares para evitar danos, mas sem antecipar punições administrativas, como embargos imediatos, antes da conclusão do devido processo.

Segundo a análise apresentada na coluna, representantes do setor produtivo avaliam a medida como um avanço na segurança jurídica para produtores rurais. Por outro lado, setores ligados à área ambiental manifestam preocupação com possível enfraquecimento da fiscalização. O projeto segue agora para análise do Senado Federal.

Outro ponto debatido envolve a aprovação do regime de urgência para o projeto que retira a cobrança de PIS/Cofins sobre insumos agropecuários. Desde abril, fertilizantes, sementes e defensivos passaram a ter incidência de 0,9% de tributação.

Conforme observou Cividini, embora o percentual seja considerado pequeno, o impacto financeiro ganha proporção dentro da escala da produção agrícola nacional, principalmente em um cenário de juros elevados e margens reduzidas no campo.

A coluna também abordou projetos que tratam da competência técnica sobre classificação de espécies e análises econômicas. As propostas em tramitação buscam devolver ao Ministério da Agricultura a atribuição exclusiva sobre esses processos, após o Ministério do Meio Ambiente incluir a tilápia e o eucalipto em listas de espécies invasoras.

O caso da tilápia foi citado como exemplo de preocupação do setor produtivo. O Brasil ocupa atualmente posição de destaque na produção mundial do pescado, sustentando uma cadeia econômica consolidada ao longo de décadas.

Outro tema acompanhado em Brasília é a discussão sobre o endividamento agrícola. As negociações entre a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e o Ministério da Fazenda seguem em andamento, com possibilidade de anúncio de medidas de socorro financeiro antes da divulgação do próximo Plano Safra.

Na avaliação apresentada na coluna, a definição rápida dessas medidas é considerada essencial diante do calendário agrícola e do cenário econômico enfrentado pelos produtores rurais.

Olmir Cividini é jornalista especializado em agronegócio e atua em Tangará da Serra.

Para ouvir a coluna na íntegra, clique abaixo.

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