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Meio Ambiente & Preservação

Águas do Sepotuba: Em ato simbólico, Rotary abre série de ações para preservação do Queima Pé

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O Rotary Club Águas do Sepotuba, de Tangará da Serra, deu início simbólico à sua participação no projeto de preservação da bacia do rio Queima Pé na tarde do último domingo (18.04), na região de cabeceira da principal fonte de abastecimento da cidade.

Em parceria com o município de Tangará da Serra– através do programa PSA – Pagamento por Serviços Ambientais), foram plantadas três árvores frutíferas nativas da região (duas gravioleiras e um cajueiro) junto à represa localizada na propriedade do produtor rural Giocondo Vacari Carmona, às margens do Anel Viário. A represa, localizada a jusante da ETA Queima Pé, é uma reserva de segurança hídrica da cidade e receberá plantio de cerca de 200 espécies nativas, reforçando a área de preservação permanente (APP) já existente no local.

Ato simbólico consistiu no plantio de três mudas de espécie nativa junto a represa a jusante da ETA Queima Pé.

No domingo, o ato simbólico foi realizado pelo representante do Rotary Clube de Tangará da Serra, empresário Alfredo Acácio Nuernberg, com participação do prefeito Vander Masson, do diretor do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) Heliton de Oliveira, além do proprietário da área. “Estas são as primeiras de várias árvores que serão plantadas na área de cabeceiras do Queima Pé”, disse o rotariano Alfredo Nuernberg.

O prefeito Vander Masson, por sua vez, destacou a importância de ações de preservação do rio Queima Pé para o abastecimento de água da área urbana de Tangará da Serra. “O rio Queima Pé é, hoje, a nossa principal fonte. É um patrimônio natural, um ativo ambiental de Tangará da Serra que precisa ter sua preservação garantida”, disse.

Já o diretor do Samae, Heliton de Oliveira, destacou que ações de conservação e preservação da bacia do Queima Pé integram as políticas públicas do município com vistas à segurança hídrica. “É uma das propostas assumidas pelo Samae desde o início desse ano, quando o prefeito Vander assumiu o município. É umas das medidas que nos levará à segurança hídrica em Tangará da Serra”, observou Heliton.

Projeto ambiental

Represa é importante reserva para segurança hídrica da cidade.

A ação rotária integra projeto ambiental do Rotary Club de Tangará da Serra denominado ‘Águas do Sepotuba’. O projeto mobiliza voluntários e arrecada fundos para investimentos em ações de recuperação e preservação da bacia do rio Queima Pé. Uma das ações é o Consórcio Solidário, que tem como parceira a empresa Oeste Veículos, concessionária Chevrolet de Tangará da Serra e região.

Além de plantio de mudas de espécies nativas em áreas de mata ciliar, as ações previstas podem incluir instalação de dispositivos de infiltração, e, também, aquisição de utensílios, materiais e equipamentos.

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Meio Ambiente & Preservação

Força-tarefa realizará trabalhos de correção de erosão subterrânea na aldeia do Formoso

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O processo erosivo subterrâneo que causou o colapso do solo na área de cabeceira do córrego Bonitinho, na Aldeia Indígena do Formoso, em Tangará da Serra, motivará a mobilização de uma força-tarefa para sua correção, com ações divididas em duas fases.

A estratégia para a correção foi definida na semana passada, após vistoria na área afetada e em acompanhamento com a comunidade indígena local. Os trabalhos, propostos em reunião com os moradores, serão coordenados pelo Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC), com anuência da Associação Haliti/Paresi, entidade representativa do povo indígena da localidade.

Ações para recuperação contam com anuência da comunidade do Formoso, expressa em reunião na última quinta-feira (30).

A reunião, coordenada pelo presidente do IPAC, Décio Eloi Siebert, e pelo representante da Associação Haliti/Paresi, Geovani Kezo, contou com a presença de membros da Brigada de Combate a Incêndios Florestais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do rio Sepotuba.

Erosão provocou colapso do solo na Aldeia do Formoso, nas cabeceiras do córrego Bonitinho.

Com base no diagnóstico preliminar realizado, ficaram definidas ações em duas etapas. A primeira (Fase 1) será emergencial, com o objetivo de conter o processo erosivo por meio do plantio de cordões de gramínea “vetiver” e de mudas nativas no entorno da área afetada.

Geovani Kezo, da Associação Halitinã, participa da coordenação dos trabalhos.

Na “Fase 2” será implantado um sistema de drenagem subterrânea (imagem abaixo) para solucionar o problema de “piping”, que causou a erosão e o colapso do solo no local. Esta fase também incluirá a implantação de um sistema de restauração ecológica, com a construção de paliçadas no interior da área erodida para conter as águas pluviais e o plantio de mudas de vetiver, espécies nativas e bambu.

A força-tarefa contará com a equipe do IPAC, membros da comunidade indígena local, SEMA, CBH, além da participação de propriedades rurais vizinhas e apoio de instituições. Os trabalhos serão realizados predominantemente de forma manual, devido à fragilidade do solo na região da Aldeia do Formoso, não contando, portanto, com maquinário pesado.

Para custear as atividades operacionais, insumos, ferramentaria e outros itens necessários, serão captados recursos junto aos setores público e privado. A operação será comunicada ao Ministério Público.

Processo erosivo

O processo erosivo foi identificado após o afundamento (depressão) de uma área na cabeceira do córrego Bonitinho, afluente do rio Formoso, um dos principais da bacia do rio Sepotuba.

A falha no solo foi causada por um fenômeno erosivo conhecido como “piping” (imagem acima), um tipo de erosão interna do solo, causada pelo escoamento subterrâneo concentrado de água, que remove partículas finas do interior do maciço, formando canais tubulares (pipes) sob a superfície. Esse fenômeno ocorre principalmente em solos arenosos (como o da TI Formoso), silto-arenosos ou argilosos estruturados.

O processo erosivo tem causado o carreamento de sedimentos que estão assoreando a gruta que abriga a nascente do córrego Bonitinho (foto abaixo).

Do ponto de vista ambiental, a continuidade desse processo ameaça a estabilidade do solo, acelera a degradação da paisagem e compromete a qualidade da água disponível no entorno. O assoreamento da gruta pode, também, causar alterações irreversíveis no regime hídrico e afetar a biodiversidade associada ao microambiente local.

Sob a perspectiva sociocultural, a gruta possui valor simbólico, histórico e espiritual para o povo indígena, abrigando inscrições rupestres que podem datar de 8.000 anos (foto abaixo), o que a torna um local de importância arqueológica, histórica e científica única na região.

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