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Agro enfrenta entraves externos, custos e burocracia, aponta Momento Agrícola

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Programa apresentado por Ricardo Arioli aborda as dificuldades do comércio exterior, a alta do boi gordo, os riscos no abastecimento de diesel e os desafios do seguro e do crédito rural.

O agronegócio brasileiro enfrenta uma combinação de obstáculos internos e externos, segundo a edição deste sábado do Momento Agrícola, apresentado pelo engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli.

Brasil e União Europeia tentam corrigir o impasse que levou ao embargo de carnes e outros produtos do agro brasileiro. A falta de um relatório está no centro da controvérsia. De acordo com o programa, mel e carne de frango devem ser liberados, enquanto a retomada das exportações de carne bovina ainda deve demorar.

A China também informou que a cota de carne bovina para 2026, com isenção da sobretaxa de 55%, já foi preenchida. A medida reduz o espaço para novos embarques sem a tarifa adicional e amplia a preocupação dos exportadores brasileiros.

O cenário externo se soma à queda nas exportações, destacada por Arioli, enquanto o boi gordo mantém trajetória de alta no mercado interno. A oferta restrita aparece como um dos fatores de sustentação dos preços.

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Outro ponto de atenção é o abastecimento de óleo diesel. A possibilidade de uma oferta mais apertada preocupa produtores e transportadores, especialmente porque as importações do combustível também estariam sujeitas a riscos.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) criticou as regras consideradas burocráticas para a renegociação das dívidas rurais. Para o setor, as exigências podem dificultar o acesso dos produtores às medidas de alívio financeiro.

O programa também trouxe entrevistas sobre temas estratégicos. Elton Hamer, da Estrela do Cerrado, falou sobre o valor da soja convencional. Pedro Loyola, da FGV Agro, defendeu a necessidade de um seguro rural mais adequado às necessidades dos produtores.

Já Albenir Querubini resgatou a história do CBT Amarelo Forte, destacando a importância do conhecimento e das tecnologias desenvolvidas para a atividade agrícola.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

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Comércio e serviços concentram maioria das contratações e sustentam emprego em MT

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Setores responderam por 63% das admissões em agosto e compensaram retração da agropecuária e da indústria

Mato Grosso encerrou agosto com saldo positivo de 165 empregos formais, resultado de 53.568 admissões e 53.403 desligamentos, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado, porém, esconde comportamentos distintos entre os setores da economia: enquanto agropecuária e indústria reduziram seus quadros, comércio e serviços concentraram a maior parte das contratações e evitaram que o estado fechasse o mês com saldo negativo.

Os dois setores somaram 1.278 vagas em agosto. Serviços registrou saldo positivo de 1.636 empregos, enquanto o comércio fechou o mês com resultado negativo de 358 postos. Ainda assim, o comércio realizou 14.160 admissões, o segundo maior volume entre os setores.

Juntos, comércio e serviços responderam por 63% das 53.568 contratações realizadas em Mato Grosso no mês. Em Tangará da Serra, comércio e serviços também concentram a maior parcela dos empregos formais: juntos, os dois setores respondiam por 62,7% (16.860) do estoque de vínculos registrados (26.871) pelo Caged em agosto de 2026.

Na outra ponta, a agropecuária fechou 681 postos e a indústria, 424. A construção civil apresentou pequena retração, de sete empregos.

A diferença em relação a julho também evidencia a importância dos dois setores para o mercado de trabalho. Naquele mês, Mato Grosso havia criado 5.766 empregos, impulsionado por resultados mais fortes em diferentes segmentos. Em agosto, enquanto o campo e a indústria perderam postos, comércio e serviços ampliaram o saldo conjunto de 1.103 para 1.278 vagas, crescimento de 16%.

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A relevância do setor também aparece na economia de Tangará da Serra. Comércio e serviços respondem por 36% do PIB municipal a preços correntes, com valor bruto de R$ 2,04 bilhões, de um total de R$ 5,6 bilhões.

Saldo menor no ano

No acumulado de janeiro a agosto, Mato Grosso gerou 37.672 empregos com carteira assinada, contra 54.691 no mesmo período de 2025. A diferença está relacionada principalmente ao aumento dos desligamentos, que cresceram 2,6%, enquanto as admissões permaneceram praticamente estáveis, em 475.196, recuo de 1,3%.

Apesar do saldo menor, o estoque de empregos formais do estado cresceu 3,98% no ano, acima da média nacional, de 2,41%.

Em Tangará da Serra, o setor de Comércio/Serviços responde por 36% do PIB a preços correntes.

Comércio e serviços apresentam comportamento menos negativo na comparação anual. Os dois setores realizaram 283.594 admissões entre janeiro e agosto, 0,6% acima do registrado no mesmo período de 2025 e próximo de 60% de todas as contratações do estado. O saldo conjunto foi de 18.676 empregos.

Segundo levantamento do Núcleo de Estudos Econômicos da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL-MT), a redução do saldo de comércio e serviços em relação a 2025 foi de 23%, enquanto nos demais setores chegou a 37,5%.

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Nos 12 meses encerrados em agosto, comércio e serviços responderam por nove em cada dez novos vínculos formais criados em Mato Grosso. Os dois segmentos concentram atualmente 61% do estoque de empregos com carteira assinada no estado.

Jovens e mulheres

O perfil das novas vagas também chama atenção. As mulheres tiveram saldo positivo de 913 empregos em agosto, enquanto os trabalhadores de até 24 anos somaram 1.979 novas vagas.

No acumulado do ano, essa faixa etária reúne 26.623 empregos, equivalente a 71% do saldo total registrado pelo estado. O grupo de até 17 anos, que inclui principalmente contratos de jovem aprendiz e oportunidades de primeiro emprego, também apresentou crescimento em relação a 2025.

Entre as ocupações, a maior quantidade de admissões até agosto ocorreu no grupo de trabalhadores dos serviços e vendedores do comércio em lojas e mercados, com 127.761 contratações, 2,2% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Os números antecedem o período de maior movimentação do mercado de trabalho no comércio. Projeção do Núcleo de Estudos Econômicos da FCDL-MT divulgada na semana passada estima entre 1,7 mil e 2,1 mil novas vagas nos setores de comércio e serviços entre setembro e dezembro, sendo aproximadamente 1,2 mil temporárias e com carteira assinada. A expectativa é de maior concentração das contratações em outubro e novembro.

Redação EB, com informações da FCDL-MT

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