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Meio Ambiente & Preservação

Ação ambiental no rio Sepotuba foi apoiada pelo poder público, empresas e entidades

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A ação ambiental realizada no rio Sepotuba por iniciativa do Rotary Club Tangará da Serra Centro contou com o apoio das esferas estadual e municipal do poder público, empresas, propriedades rurais, entidades e representantes da sociedade civil organizada.

O prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, o secretário de Meio Ambiente do município, Vinícius Lançone, e o vereador Eduardo Sanches, representaram a esfera municipal. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente foi representada pelo diretor da Unidade Descentralizada do órgão em Tangará da Serra, Jeferson Zucchi. Outras representações estaduais foram a Polícia Militar Ambiental, a Polícia Judiciária Civil e o Corpo de Bombeiros.

Além da diretoria do Rotary Club Tangará da Serra Centro – liderada pelo seu presidente, Gérson Gonçalves – e de vários membros rotarianos, esteve presente o Governador Assistente da Região 6 do Distrito 4440 do Rotary International, Alfredo Nuernberg.

A ação também teve a participação de outras organizações rotarianas, como o Rotary Club Tangará da Serra Águas do Sepotuba, representado pelo seu presidente, Giovane Horn, e outros membros.

Entidades como o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Sepotuba e a Coopertan – Cooperativa de Reciclagem de Tangará da Serra – também participaram, assim como inúmeras propriedades rurais e empresas, em grande parte representando os setores de Comércio e Serviços, e outras igualmente tradicionais, como as Usinas Juba I e II e a Uisa (Usinas Itamarati), esta última de Nova Olímpia.

“Agradecemos a todos os voluntários que doaram seu tempo e esforço para realizar a limpeza e conservação do rio. Seu comprometimento e entusiasmo foram inspiradores e fundamentais para alcançarmos nossos objetivos (…) Não podemos esquecer de mencionar o apoio das empresas e organizações parceiras, que acreditaram na importância desse projeto e contribuíram financeiramente e com recursos para sua realização. Sua generosidade nos permitiu desenvolver ações de conscientização, implementar medidas de preservação e promover um impacto positivo na comunidade local”, postou a direção do Rotary Club Tangará da Serra Centro, através do membro da organização, rotariano Carlos Merlo, no grupo de WhatsApp criado exclusivamente para o evento.

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Meio Ambiente & Preservação

Força-tarefa realizará trabalhos de correção de erosão subterrânea na aldeia do Formoso

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O processo erosivo subterrâneo que causou o colapso do solo na área de cabeceira do córrego Bonitinho, na Aldeia Indígena do Formoso, em Tangará da Serra, motivará a mobilização de uma força-tarefa para sua correção, com ações divididas em duas fases.

A estratégia para a correção foi definida na semana passada, após vistoria na área afetada e em acompanhamento com a comunidade indígena local. Os trabalhos, propostos em reunião com os moradores, serão coordenados pelo Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC), com anuência da Associação Haliti/Paresi, entidade representativa do povo indígena da localidade.

Ações para recuperação contam com anuência da comunidade do Formoso, expressa em reunião na última quinta-feira (30).

A reunião, coordenada pelo presidente do IPAC, Décio Eloi Siebert, e pelo representante da Associação Haliti/Paresi, Geovani Kezo, contou com a presença de membros da Brigada de Combate a Incêndios Florestais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do rio Sepotuba.

Erosão provocou colapso do solo na Aldeia do Formoso, nas cabeceiras do córrego Bonitinho.

Com base no diagnóstico preliminar realizado, ficaram definidas ações em duas etapas. A primeira (Fase 1) será emergencial, com o objetivo de conter o processo erosivo por meio do plantio de cordões de gramínea “vetiver” e de mudas nativas no entorno da área afetada.

Geovani Kezo, da Associação Halitinã, participa da coordenação dos trabalhos.

Na “Fase 2” será implantado um sistema de drenagem subterrânea (imagem abaixo) para solucionar o problema de “piping”, que causou a erosão e o colapso do solo no local. Esta fase também incluirá a implantação de um sistema de restauração ecológica, com a construção de paliçadas no interior da área erodida para conter as águas pluviais e o plantio de mudas de vetiver, espécies nativas e bambu.

A força-tarefa contará com a equipe do IPAC, membros da comunidade indígena local, SEMA, CBH, além da participação de propriedades rurais vizinhas e apoio de instituições. Os trabalhos serão realizados predominantemente de forma manual, devido à fragilidade do solo na região da Aldeia do Formoso, não contando, portanto, com maquinário pesado.

Para custear as atividades operacionais, insumos, ferramentaria e outros itens necessários, serão captados recursos junto aos setores público e privado. A operação será comunicada ao Ministério Público.

Processo erosivo

O processo erosivo foi identificado após o afundamento (depressão) de uma área na cabeceira do córrego Bonitinho, afluente do rio Formoso, um dos principais da bacia do rio Sepotuba.

A falha no solo foi causada por um fenômeno erosivo conhecido como “piping” (imagem acima), um tipo de erosão interna do solo, causada pelo escoamento subterrâneo concentrado de água, que remove partículas finas do interior do maciço, formando canais tubulares (pipes) sob a superfície. Esse fenômeno ocorre principalmente em solos arenosos (como o da TI Formoso), silto-arenosos ou argilosos estruturados.

O processo erosivo tem causado o carreamento de sedimentos que estão assoreando a gruta que abriga a nascente do córrego Bonitinho (foto abaixo).

Do ponto de vista ambiental, a continuidade desse processo ameaça a estabilidade do solo, acelera a degradação da paisagem e compromete a qualidade da água disponível no entorno. O assoreamento da gruta pode, também, causar alterações irreversíveis no regime hídrico e afetar a biodiversidade associada ao microambiente local.

Sob a perspectiva sociocultural, a gruta possui valor simbólico, histórico e espiritual para o povo indígena, abrigando inscrições rupestres que podem datar de 8.000 anos (foto abaixo), o que a torna um local de importância arqueológica, histórica e científica única na região.

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