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Golpistas clonam contas de WhatsApp para pedir dinheiro; Vereadora de Tangará da Serra é vítima

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Se você receber uma mensagem pelo WhatsApp de algum parente ou amigo pedindo dinheiro emprestado, desconfie! Tudo pode não passar de um golpe que já fez vítimas em Tangará da Serra.

Com registros pelo país afora desde, pelo menos, 2017, o golpe já pode ser considerado ‘velho’. Criminosos clonam o contato dos usuários no aplicativo WhatsApp e, por mensagem, pedem transferências bancárias a amigos e familiares das vítimas.

Em Tangará da Serra, a última conta de WhatsApp clonada foi a da vereadora Sandra Garcia. O golpe foi aplicado ontem (quinta, 25). Ela registrou boletim de ocorrência e a polícia já investiga o caso. Há poucos meses, uma jornalista de Tangará da Serra também passou pelo mesmo problema.

As mensagens chegam no seguinte modelo (Veja outra imagem ao final do texto):

O golpe começa em plataformas como o OLX e o sites de e-commerce, que costumam pedir um número de telefone para os interessados em realizar compras e/ou anunciar determinado produto.

No caso da vereadora Sandra, o número foi clonado após registro de uma reclamação no site das Casas Bahia. Criminosos interceptaram a reclamação e retornaram ao número de Sandra fazendo-se passar pela loja de departamentos. O golpe tem sempre a participação de um hacker.

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De posse do número da vereadora, os criminosos mandaram mensagens à vítima, dizendo que é necessário enviar um código de confirmação que chegará via SMS para terminar o cadastro. A questão é que o código era, na verdade, um autenticador de duas etapas do WhatsApp da vítima, a última peça necessária para o golpista clonar a conta.

Assim que a clonagem aconteceu, Sandra perdeu acesso ao aplicativo, que passou a ser controlado pelo criminoso. A partir daí, a quadrilha passou a entrar em contato com amigos e familiares da vítima para pedir dinheiro, e que os valores fossem depositados numa outra conta, de um ‘laranja’.

Como o processo acontece de forma muito rápida, usuários desatentos acabam acreditando na história.

Sandra Garcia, após perceber o golpe, adotou as medidas para a recuperação de sua conta no WhatsApp e também informou a todos os contatos sobre o que se passava.

No país inteiro, milhares de pessoas já sofreram com esse tipo de tentativa de invasão de conta por criminosos, que deixam de lado o vírus e apostam na confiança que a vítima tem nas plataformas de anúncio e venda online.

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Para se proteger do golpe é necessário ter a verificação em duas etapas do WhatsApp ativada e ficar atento ao receber e-mails de serviços que deixam dados de contato expostos publicamente.

Assim, nas operações de e-commerce, para garantir a segurança dos usuários, dados de contato como endereço de e-mail e número de celular não devem ser informados a outros usuários diretamente antes da concretização da venda/compra do produto por meio da plataforma. Outra dica é não trocar dados por e-mail ou mensagens. Essas e outras indicações de segurança estão disponíveis nos Termos & Condições de uso dos sites de e-commerce.

(Veja, abaixo, outra imagem com a execução do golpe)

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Iphan realiza vistoria em áreas de interesse arqueológico de comunidades quilombolas

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Uma equipe técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) percorre nesta semana a região de Porto Estrela e Barra do Bugres, no oeste-sudoeste de Mato Grosso, para uma agenda de fiscalização relacionada a sítios arqueológicos existentes na área.

O foco da atividade envolve territórios tradicionalmente ocupados por comunidades quilombolas. Entre os locais de interesse está o sítio arqueológico Laje de Pedras, situado em área tradicionalmente ocupada por comunidades quilombolas da região.

A atividade ocorre no contexto da Portaria nº 79/2026, publicada em agosto no Diário Oficial da União, que autoriza ou renova projetos de pesquisa arqueológica em diferentes estados, entre eles Mato Grosso.

(*) Veja a Portaria 79/2026: PORTARIA 79 2026 – IPHAN

Nos trabalhos de campo, os técnicos verificarão grau de preservação do sítio arqueológico e para coleta de informações e efetivação do registro desse bem no banco de dados da instituto (SICG/IPHAN).

Território quilombola sofre com problemas ambientais, pressão de posseiros e pesca predatória.

A presença da equipe ocorre em uma região que reúne comunidades tradicionais e áreas de interesse histórico e arqueológico que remontam ao período pré-colonial. As comunidades quilombolas também enfrentam outros problemas, entre eles queimadas, dificuldades relacionadas à produção agrícola e questões de saúde. A região registra ainda ocorrências de pesca predatória, como a registrada no rio Jauquara em julho, além de conflitos internos e relatos de pressão de posseiros sobre territórios tradicionalmente ocupados.

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A fiscalização do patrimônio arqueológico integra as atribuições do Iphan, que acompanha pesquisas autorizadas e adota medidas destinadas à proteção dos sítios arqueológicos. A legislação brasileira estabelece proteção específica para esses bens, independentemente de eventual processo de reconhecimento ou tombamento.

A expectativa é que, após o retorno da equipe de campo, o Iphan realize uma reunião por meio virtual com representantes das comunidades para apresentar os resultados da fiscalização e esclarecer dúvidas sobre os procedimentos relacionados às pesquisas arqueológicas e à proteção do patrimônio existente na região.

(*) Abaixo, vídeo de pesca predatória na localidade.

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