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EMBRAER entrega a primeira aeronave multimissão KC-390

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A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu, nesta quarta-feira (04/09), na Ala 2, em Anápolis (GO), a primeira aeronave multimissão KC-390. O Presidente da República, Jair Bolsonaro, presidiu a solenidade, acompanhado do Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez. Participaram, ainda, da cerimônia Ministros de Estado, Oficiais-Generais da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, autoridades civis e militares, e executivos da Embraer. 

O evento ocorreu nesta quarta-feira (04), na Ala 2, em Anápolis (GO), sede do novo vetor

 

 A Esquadrilha de Honras Militares Santos-Dumont, proveniente da Ala 1, em Brasília (DF), adotou o dispositivo de um Gládio Alado, símbolo da FAB, em homenagem ao recebimento do novo avião. A tropa foi composta, também, por militares do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1° GTT) e pelo efetivo da Ala 2. O 1º GTT será o Esquadrão operador do KC-390.

O avião, resultado da parceira entre FAB e Embraer, firma-se como um novo padrão de aeronave para o emprego militar no cenário mundial. O Presidente da Embraer, Jackson Schneider, realizou o ato formal de entrega da aeronave à FAB. O executivo destacou os resultados positivos da cooperação entre as duas instituições, que perdura há mais de 50 anos. “Uma interação longa e profícua. Estamos orgulhosos pela Embraer, pela Força Aérea e, acima de tudo, estamos orgulhosos pelo Brasil”, afirmou.

Durante o evento, o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Bermudez, enalteceu as capacidades operacionais do novo multimissão. “Incorpora-se, hoje, à FAB o maior avião militar produzido no Brasil, o KC-390. Ele representa um marco na excelência de processos da FAB e, certamente, impulsionará a Base Industrial de Defesa no Brasil”, ressaltou.

O avião, resultado da parceira entre FAB e Embraer, firma-se como um novo padrão de aeronave para o emprego militar no cenário mundial.

 

A entrega da nova aeronave aconteceu com o tradicional batismo, que contou com a participação do Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva. “Sinto orgulho, não apenas como Ministro, mas também com cidadão brasileiro, de participar deste momento”, disse o Ministro.

O Presidente Bolsonaro destacou a importância da materialização do KC-390, um projeto brasileiro. “É uma aeronave que chegou para somar ao país e colaborar no cumprimento da missão da Força Aérea”, declarou.

Capacidade Operacional
Maior avião militar desenvolvido e fabricado no Hemisfério Sul, o KC-390 tem capacidade de realizar missões de transporte aéreo logístico, reabastecimento em voo (REVO), evacuação aeromédica, busca e salvamento, ajuda humanitária e combate a incêndio, dentre outras.

O KC-390 foi desenvolvido para atender os requisitos operacionais da FAB, provendo mobilidade estratégica às Forças de Defesa do Brasil. As primeiras unidades da nova aeronave multimissão ficarão sediadas na Ala 2, em Anápolis (GO). De acordo com o Comandante da Ala 2, Coronel Aviador Antonio Marcos Godoy Soares Mioni Rodrigues, o recebimento do novo vetor será um divisor de águas na FAB. “Este momento é um marco histórico para a Força Aérea. O KC-390 nos dará maior velocidade, maior capacidade de carga e maior alcance”, disse.

O Comandante do 1° GTT, Tenente-Coronel Aviador Luiz Fernando Rezende Ferraz, destaca o orgulho que é estar à frente do Esquadrão que vai operar a aeronave. “É um misto de orgulho e responsabilidade. É a realização de um sonho e não tem como não se emocionar”, disse o Tenente-Coronel Ferraz.

(Fonte: Assessoria FAB)

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Biorrefinaria Uisa integra produção sustentável à preservação de nascentes e biodiversidade

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No ano em que Nova Olímpia completa 40 anos de emancipação, a presença da Uisa remonta ao período anterior à formação do município. Fundada em 1980, ainda como Destilarias Itamarati, a empresa acompanhou a estruturação da cidade e sua evolução ao longo das últimas décadas. Com atuação contínua no setor sucroenergético, a biorrefinaria integra a base econômica local e mantém participação no desenvolvimento regional, associando produção industrial a iniciativas voltadas à sustentabilidade ambiental.

Instalada em Nova Olímpia, a Uisa, empresa do setor sucroenergético que transforma matérias-primas em bioprodutos e bioalimentos, mantém um conjunto de programas ambientais voltados à preservação de nascentes, recuperação de áreas degradadas e segurança hídrica.

Caetano Henrique Grossi: “Mantemos o foco na preservação ambiental, no uso consciente da água e na recuperação de áreas degradadas”.

O programa Águas da Guanabara, uma das principais iniciativas da Uisa, criado em 2004, opera em uma área estratégica por integrar a zona de transição entre os biomas Cerrado e Amazônia, na bacia do Alto Paraguai, região formadora do sistema hídrico do Pantanal.

Segundo o gerente de Sustentabilidade da Uisa, Caetano Henrique Grossi, atualmente 245 nascentes localizadas em cerca de 50 mil hectares da companhia estão mapeadas e preservadas. “Nosso objetivo é garantir o abastecimento de rios e córregos, além de manter o equilíbrio ambiental e a disponibilidade de água na região”, afirmou.

Mapeamento com tecnologia e validação ambiental

A tecnologia é um dos pilares do programa. O levantamento das nascentes é realizado com uso de sensoriamento remoto, geoprocessamento e imagens de satélite, cruzadas com dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Levantamento das nascentes ocorre por sensoriamento remoto, geoprocessamento e imagens de satélite.

“Esse método permite identificar áreas que necessitam de intervenção e monitorar as condições ambientais, caso a caso”, explicou Grossi.

O trabalho também conta com validação de órgãos ambientais e acompanhamento técnico, além de estudos independentes que atestam a precisão do mapeamento e a efetividade das ações.

Biodiversidade e qualidade da água

As intervenções incluem reflorestamento, controle de erosão, manejo do solo e manutenção da cobertura vegetal. A recomposição das áreas é feita com espécies nativas do Cerrado e da Amazônia, produzidas em viveiro próprio, que mantém cerca de 75 variedades, incluindo espécies ameaçadas.

O viveiro conta com capacidade de produção anual de até 200 mil mudas.

Desde o início do programa, mais de 2 milhões de mudas foram plantadas. Entre 2007 e 2024, a área de vegetação nativa foi ampliada em 1.030 hectares, o que representa aumento de 8% na cobertura vegetal.

De acordo com Grossi, os resultados também aparecem na biodiversidade e nos recursos hídricos. “Identificamos 163 espécies arbóreas e 355 espécies de animais — incluindo onça-pintada, anta, lobo-guará e tamanduá-bandeira — considerados indicadores de equilíbrio ambiental”, relatou.

Na área hídrica, sete nascentes degradadas tiveram a vazão recuperada após ações de revitalização. O Índice de Qualidade da Água (IQA) permanece classificado como “bom”, segundo monitoramento técnico.

Integração entre produção e sustentabilidade

As ações ambientais estão integradas ao modelo produtivo da biorrefinaria, baseado em economia circular. A produção utiliza integralmente a cana-de-açúcar e reaproveita subprodutos como vinhaça e resíduos orgânicos na fertirrigação e na melhoria do solo.

O uso eficiente da água é um dos pilares operacionais.  “Em nosso processo industrial, a água é reutilizada em circuito fechado, sem descarte em corpos hídricos”, disse Grossi. Segundo ele, a adoção de tecnologias de recirculação contribuiu para a redução do consumo de água, tanto na indústria quanto nas operações agrícolas.

A unidade também gera energia elétrica a partir da biomassa, garantindo autossuficiência energética e fornecimento de excedente ao Sistema Interligado Nacional.

Ações regionais e engajamento comunitário

Além das áreas próprias, a empresa mantém iniciativas voltadas à comunidade, com destaque para a doação de mudas e ações de educação ambiental, por meio do projeto Pensamos Verde, que já destinou mais de 570 mil mudas a produtores rurais, instituições e comunidades em 16 municípios de Mato Grosso.

As atividades incluem orientação técnica, campanhas educativas e programas voltados a estudantes.

“Mantemos o foco na preservação ambiental, no uso consciente da água e na recuperação de áreas degradadas”, afirmou Grossi. “A ampliação das ações ocorre principalmente por meio da distribuição de mudas e do fortalecimento de projetos comunitários.”

O modelo adotado já recebeu premiações e certificações ambientais e é apontado como referência no setor sucroenergético, com reconhecimento por iniciativas voltadas à preservação do bioma pantaneiro.

Segurança hídrica como eixo estratégico

A segurança hídrica é fundamental para garantir a regularidade dos fluxos de água que sustentam rios, biodiversidade e atividades econômicas. A preservação dessas áreas mantém o equilíbrio dos ecossistemas, reduz riscos de escassez e assegura o abastecimento humano e produtivo, além de contribuir para a estabilidade climática.

Segundo Grossi, na Uisa, a preservação das nascentes é tratada como elemento central para a continuidade das atividades produtivas e para a manutenção dos ecossistemas regionais.

“Nossa estratégia busca alinhar produção agrícola, conservação ambiental e disponibilidade de água em uma região sensível do ponto de vista hídrico”, concluiu.

(*) Na sequência, link com matérias sobre registro da presença de onças na área da Uisa e sobre ação educativa com foco ambiental da biorrefinaria.

Imagens registram três onças-pintadas em área da biorrefinaria uisa em Mato Grosso

Uisa promove ação educativa entre produtores para prevenção da mosca-dos-estábulos

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