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Eleições 2026

ATUALIZAÇÃO: MT define bancada na Câmara com representante de Campo Novo

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Eduardo Sanchez, de Tangará da Serra, somou 27.686 votos e fica entre os suplentes. Thiago Boava, de Campo Novo do Parecis, alcançou mais de 70 mil votos e conquistou uma das oito vagas.

A bancada de Mato Grosso na Câmara dos Deputados já tem composição praticamente definida com o avanço da apuração das Eleições 2026. O Estado elege oito deputados federais.

Eduardo Snches, de Tangará da Serra, figura entre os suplentes da bancada de MT, na Câmara Federal.

Na parcial mais recente, aparecem nas vagas Coronel Fernanda (PL), Professora Rosa Neide (PT), Fábio Garcia (União Brasil), Coronel Assis (PL), Virginia Mendes (União Brasil), Juarez Costa (Republicanos), Thiago Boava Hey Roy (PL) e Coronel Roveri (Podemos).

A distribuição considera o sistema proporcional e, portanto, a votação das legendas e federações. União Brasil e Progressistas integram a Federação União Progressista, que assegura duas cadeiras na bancada mato-grossense.

Entre os candidatos que não conquistaram uma das vagas está Eduardo Sanches (União Brasil), de Tangará da Serra, que alcançou 27.686 votos.

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Embora tenha obtido votação expressiva, Sanchez não aparece como primeiro suplente da federação. Nilson Leitão é o primeiro suplente da União Progressista, conforme a ordem resultante da distribuição proporcional.

A votação de Sanchez, entretanto, coloca o candidato tangaraense entre os nomes de destaque da disputa e reforça a participação de Tangará da Serra no cenário eleitoral estadual.

A composição definitiva da bancada será confirmada pela Justiça Eleitoral após a conclusão da totalização dos votos.

De Campo Novo do Parecis

Thiago Boava: 70,8 mil votos e vaga conquistada na Câmara Federal.

Entre os candidatos virtualmente eleitos à Câmara Federal por Mato Grosso está Thiago Boava, com base em Campo Novo do Parecis. Ele é um dos três pleiteantes mais votados do Partido Liberal à Câmara Federal e, na última parcial disponível, por volta das 19h20 desse domingo, somava 70,8 mil votos, atrás de Coronel Fernanda (202,1 mil votos) e Coronel Assis (126,6 mil).

Era esposo da ex-deputado Amália Barros (in memorian). Produtor rural, pecuarista e empresário, conhece de perto a realidade de quem produz. Sua trajetória foi construída na região do Chapadão do Parecis, vivendo os desafios e a força de um dos setores que movem Mato Grosso e ajudam a alimentar o Brasil e o mundo.

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Eleições 2026

Flávio e Lula trabalharão com propostas no 2º turno, mas PT indica postura de ataque

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A vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno da eleição presidencial abriu uma nova etapa da disputa e expôs as dificuldades enfrentadas pela campanha petista. Com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, o senador chega ao segundo turno em vantagem de cerca de 2,2 milhões de votos, em uma eleição marcada pelo avanço da direita em todo o país.

O resultado provocou tensão no comando da campanha de Lula e críticas internas à condução política e à comunicação do governo. Segundo o Terra, dirigentes petistas avaliam que o desgaste da administração, o sentimento antipetista e o desejo de mudança ajudaram a explicar o desempenho de Flávio, que cresceu na reta final e contrariou as expectativas da campanha governista.

O cenário também ficou mais difícil para Lula nos principais colégios eleitorais. A direita ampliou sua presença no Congresso e conquistou governos estaduais importantes, fortalecendo os palanques que poderão ser utilizados por Flávio no segundo turno. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que concentram cerca de 40% do eleitorado brasileiro, aparecem como áreas estratégicas para a campanha do candidato do PL.

Flávio cresceu na reta final e surpreendeu a campanha governista.

A campanha de Lula deverá tentar recuperar terreno explorando o receio de um retorno da família Bolsonaro ao poder e associando Flávio ao legado político do pai, Jair Bolsonaro. O PT também pretende destacar propostas e medidas capazes de produzir efeitos concretos para a população, entre elas o fim da escala de trabalho 6×1.

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Flávio, por sua vez, parte para a nova fase tentando consolidar a onda de direita que o levou à liderança. O candidato deverá buscar o apoio dos eleitores de Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema, além de ampliar alianças com lideranças que saíram fortalecidas das eleições estaduais e legislativas.

Projetos diferentes

A disputa entre Lula e Flávio também apresenta diferenças importantes nos programas de governo. Levantamento da BBC News Brasil mostra que o petista defende maior presença do Estado na economia, fortalecimento das políticas sociais e ampliação de direitos trabalhistas. Flávio aposta em uma agenda liberal, com redução do tamanho do Estado, diminuição de impostos, privatizações e corte de gastos.

Na segurança pública, Lula prioriza o combate financeiro ao crime organizado, investimentos em inteligência, fortalecimento das forças federais e ampliação do Sistema Único de Segurança Pública. Flávio defende endurecimento penal, classificação de facções como organizações narcoterroristas, redução da maioridade penal para 16 anos e expansão do sistema de reconhecimento facial.

Efeitos do 1° turno: Derrotas de aliados no Sul, Sudeste e Centro-Oeste e parte do Norte esvaziam palanques de Lula.

No campo trabalhista, Lula defende o fim da escala 6×1, jornada de 40 horas semanais sem redução salarial, valorização real do salário mínimo e regulamentação do trabalho por aplicativos. Flávio propõe maior flexibilidade nas relações de trabalho, redução do custo da contratação e prevalência da negociação entre empregados e empregadores.

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Outro ponto de forte contraste está na relação com o Supremo Tribunal Federal. Flávio defende mandatos para ministros, restrições às decisões monocráticas e novas regras para indicação à Corte, além de defender o impeachment de Alexandre de Moraes. Lula não prevê mudanças institucionais no STF em seu programa, embora tenha declarado apoio à criação de mandatos para ministros.

A política externa também separa os dois candidatos. Lula pretende aprofundar relações com Mercosul e Brics e manter uma política externa voltada à autonomia brasileira. Flávio defende maior aproximação com Estados Unidos, Argentina e Israel, além de uma política mais aberta ao comércio internacional e à OCDE.

Apesar das diferenças, os programas apresentam pontos de convergência em áreas como inteligência artificial, bioeconomia, infraestrutura, saneamento, produção nacional de fertilizantes, irrigação e expansão dos biocombustíveis.

O segundo turno, marcado para 25 de outubro, será, portanto, mais do que uma disputa entre dois candidatos. De um lado, Lula tentará transformar o desgaste do governo e a vantagem inicial de Flávio em uma oportunidade para mobilizar o eleitorado contra o retorno do bolsonarismo. De outro, Flávio buscará consolidar a força demonstrada pela direita nas urnas e transformar a vantagem do primeiro turno em vitória presidencial.

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