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Eleições 2026

Região Tangará-Barra mantém dois representantes na Assembleia Legislativa

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Dr. João, de Tangará da Serra, e Chico Guarnieri, de Barra do Bugres, aparecem entre os 24 candidatos que ocupam as vagas na apuração parcial

A região polarizada por Tangará da Serra manterá, na próxima legislatura, os dois representantes que atualmente possui na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Com a apuração das eleições de 4 de outubro ainda em andamento, Dr. João (MDB), de Tangará da Serra, e Chico Guarnieri (PSDB), de Barra do Bugres, aparecem entre os 24 candidatos que ocupam as vagas da ALMT no quadro parcial da apuração.

Com 55,9 mil votos, Dr. João figura entre os oito mais votados à ALMT.

Dr. João figura entre os candidatos mais votados do Estado e, segundo o TRE-MT, aparece com forte votação (55,9 mil votos, oitavo colocado na disputa proporcional). Chico Guarnieri, por sua vez, soma cerca de 18,8 mil votos e também aparece entre os candidatos que conquistaram uma cadeira, resultado que decorre do sistema proporcional adotado para a eleição legislativa.

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A presença de Chico entre os eleitos é particularmente significativa para a região. O deputado representa Barra do Bugres e municípios do entorno e busca a continuidade de seu mandato na ALMT. Já Dr. João, com base eleitoral em Tangará da Serra, conquista seu terceiro mandato consecutivo.

Chico Guarnieri mantém cadeira na ALMT e segue para seu segundo mandato.

A apuração mostra, portanto, a manutenção da representação regional que existe atualmente, com um deputado sediado em Tangará da Serra e outro em Barra do Bugres.

A composição definitiva da Assembleia, contudo, somente será conhecida após a totalização oficial dos votos. Na eleição proporcional, a distribuição das 24 cadeiras considera o desempenho dos partidos e federações, além da votação individual dos candidatos. Por isso, a posição dos nomes pode sofrer alterações enquanto a apuração não for encerrada.

Com 24 cadeiras em disputa, a nova composição da ALMT começa a revelar também mudanças importantes na distribuição das bancadas, enquanto a representação do Médio Norte pela região de Tangará da Serra permanece, neste momento, preservada.

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Os 24 eleitos à ALMT:

  1. Max Russi (Podemos) — 86.909 votos
  2. Lúdio Cabral (PT) — 86.098
  3. Gilberto Cattani (PL) — 69.668
  4. Samantha do Abilio (PL) — 57.892
  5. Dilmar Dal Bosco (União Brasil) — 56.277
  6. Ulysses Moraes (Podemos) — 56.204
  7. Beto Dois a Um (Podemos) — 56.124
  8. Dr. João (MDB) — 55.951
  9. Léo Bortolin (MDB) — 50.998
  10. Alessandra Ferreira (Podemos) — 50.800
  11. Faissal (PL) — 41.032
  12. Thiago Silva (MDB) — 40.832
  13. Diego Guimarães (Republicanos) — 40.399
  14. Dr. Eugênio (Republicanos) — 36.636
  15. Fabinho Tardin (Podemos) — 36.061
  16. Nininho (Republicanos) — 33.383
  17. Valmir Moretto (Republicanos) — 37.625
  18. Sebastião Rezende (União Brasil) — 32.095
  19. Valdir Barranco (PT) — 32.077
  20. Carlos Avallone (PSDB) — 31.017
  21. Adelcino Lopo (Podemos) — 21.144
  22. Wilson Santos (PSD) — 19.907
  23. Alcino Barcelos (PL) — 22.624
  24. Chico Guarnieri (PSDB) — 18.842

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Eleições 2026

Flávio e Lula trabalharão com propostas no 2º turno, mas PT indica postura de ataque

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A vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno da eleição presidencial abriu uma nova etapa da disputa e expôs as dificuldades enfrentadas pela campanha petista. Com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, o senador chega ao segundo turno em vantagem de cerca de 2,2 milhões de votos, em uma eleição marcada pelo avanço da direita em todo o país.

O resultado provocou tensão no comando da campanha de Lula e críticas internas à condução política e à comunicação do governo. Segundo o Terra, dirigentes petistas avaliam que o desgaste da administração, o sentimento antipetista e o desejo de mudança ajudaram a explicar o desempenho de Flávio, que cresceu na reta final e contrariou as expectativas da campanha governista.

O cenário também ficou mais difícil para Lula nos principais colégios eleitorais. A direita ampliou sua presença no Congresso e conquistou governos estaduais importantes, fortalecendo os palanques que poderão ser utilizados por Flávio no segundo turno. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que concentram cerca de 40% do eleitorado brasileiro, aparecem como áreas estratégicas para a campanha do candidato do PL.

Flávio cresceu na reta final e surpreendeu a campanha governista.

A campanha de Lula deverá tentar recuperar terreno explorando o receio de um retorno da família Bolsonaro ao poder e associando Flávio ao legado político do pai, Jair Bolsonaro. O PT também pretende destacar propostas e medidas capazes de produzir efeitos concretos para a população, entre elas o fim da escala de trabalho 6×1.

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Flávio, por sua vez, parte para a nova fase tentando consolidar a onda de direita que o levou à liderança. O candidato deverá buscar o apoio dos eleitores de Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema, além de ampliar alianças com lideranças que saíram fortalecidas das eleições estaduais e legislativas.

Projetos diferentes

A disputa entre Lula e Flávio também apresenta diferenças importantes nos programas de governo. Levantamento da BBC News Brasil mostra que o petista defende maior presença do Estado na economia, fortalecimento das políticas sociais e ampliação de direitos trabalhistas. Flávio aposta em uma agenda liberal, com redução do tamanho do Estado, diminuição de impostos, privatizações e corte de gastos.

Na segurança pública, Lula prioriza o combate financeiro ao crime organizado, investimentos em inteligência, fortalecimento das forças federais e ampliação do Sistema Único de Segurança Pública. Flávio defende endurecimento penal, classificação de facções como organizações narcoterroristas, redução da maioridade penal para 16 anos e expansão do sistema de reconhecimento facial.

Efeitos do 1° turno: Derrotas de aliados no Sul, Sudeste e Centro-Oeste e parte do Norte esvaziam palanques de Lula.

No campo trabalhista, Lula defende o fim da escala 6×1, jornada de 40 horas semanais sem redução salarial, valorização real do salário mínimo e regulamentação do trabalho por aplicativos. Flávio propõe maior flexibilidade nas relações de trabalho, redução do custo da contratação e prevalência da negociação entre empregados e empregadores.

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Outro ponto de forte contraste está na relação com o Supremo Tribunal Federal. Flávio defende mandatos para ministros, restrições às decisões monocráticas e novas regras para indicação à Corte, além de defender o impeachment de Alexandre de Moraes. Lula não prevê mudanças institucionais no STF em seu programa, embora tenha declarado apoio à criação de mandatos para ministros.

A política externa também separa os dois candidatos. Lula pretende aprofundar relações com Mercosul e Brics e manter uma política externa voltada à autonomia brasileira. Flávio defende maior aproximação com Estados Unidos, Argentina e Israel, além de uma política mais aberta ao comércio internacional e à OCDE.

Apesar das diferenças, os programas apresentam pontos de convergência em áreas como inteligência artificial, bioeconomia, infraestrutura, saneamento, produção nacional de fertilizantes, irrigação e expansão dos biocombustíveis.

O segundo turno, marcado para 25 de outubro, será, portanto, mais do que uma disputa entre dois candidatos. De um lado, Lula tentará transformar o desgaste do governo e a vantagem inicial de Flávio em uma oportunidade para mobilizar o eleitorado contra o retorno do bolsonarismo. De outro, Flávio buscará consolidar a força demonstrada pela direita nas urnas e transformar a vantagem do primeiro turno em vitória presidencial.

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