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Eleições 2026

Mauro Mendes e Zé Medeiros são eleitos para o Senado por Mato Grosso

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Ex-governador (esq) e deputado federal (dir) conquistam as duas vagas em disputa nas eleições deste domingo

Mato Grosso definiu neste domingo (4) seus dois novos representantes no Senado Federal. Mauro Mendes (União) e José Medeiros (PL) foram eleitos para as duas vagas em disputa nas Eleições 2026.

Com 85,48% das urnas apuradas, Mauro Mendes liderava com 33,36% dos votos válidos, enquanto Zé Medeiros aparecia em segundo, com 27,53%.

A terceira colocada, Janaina Riva (MDB), somava 14,29%, seguida pelo senador Carlos Fávaro (PSD), com 11,27%.

Mauro Mendes deixou o Governo de Mato Grosso em 2026, após dois mandatos, para disputar uma das cadeiras. A eleição marca sua chegada ao Senado Federal.

Zé Medeiros retorna ao Senado, onde exerceu mandato entre 2015 e 2018. Depois, foi eleito deputado federal por dois mandatos consecutivos.

Os dois novos senadores terão mandatos de oito anos, com início em 1º de fevereiro de 2027.

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Eleições 2026

Flávio e Lula trabalharão com propostas no 2º turno, mas PT indica postura de ataque

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A vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno da eleição presidencial abriu uma nova etapa da disputa e expôs as dificuldades enfrentadas pela campanha petista. Com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, o senador chega ao segundo turno em vantagem de cerca de 2,2 milhões de votos, em uma eleição marcada pelo avanço da direita em todo o país.

O resultado provocou tensão no comando da campanha de Lula e críticas internas à condução política e à comunicação do governo. Segundo o Terra, dirigentes petistas avaliam que o desgaste da administração, o sentimento antipetista e o desejo de mudança ajudaram a explicar o desempenho de Flávio, que cresceu na reta final e contrariou as expectativas da campanha governista.

O cenário também ficou mais difícil para Lula nos principais colégios eleitorais. A direita ampliou sua presença no Congresso e conquistou governos estaduais importantes, fortalecendo os palanques que poderão ser utilizados por Flávio no segundo turno. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que concentram cerca de 40% do eleitorado brasileiro, aparecem como áreas estratégicas para a campanha do candidato do PL.

Flávio cresceu na reta final e surpreendeu a campanha governista.

A campanha de Lula deverá tentar recuperar terreno explorando o receio de um retorno da família Bolsonaro ao poder e associando Flávio ao legado político do pai, Jair Bolsonaro. O PT também pretende destacar propostas e medidas capazes de produzir efeitos concretos para a população, entre elas o fim da escala de trabalho 6×1.

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Flávio, por sua vez, parte para a nova fase tentando consolidar a onda de direita que o levou à liderança. O candidato deverá buscar o apoio dos eleitores de Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema, além de ampliar alianças com lideranças que saíram fortalecidas das eleições estaduais e legislativas.

Projetos diferentes

A disputa entre Lula e Flávio também apresenta diferenças importantes nos programas de governo. Levantamento da BBC News Brasil mostra que o petista defende maior presença do Estado na economia, fortalecimento das políticas sociais e ampliação de direitos trabalhistas. Flávio aposta em uma agenda liberal, com redução do tamanho do Estado, diminuição de impostos, privatizações e corte de gastos.

Na segurança pública, Lula prioriza o combate financeiro ao crime organizado, investimentos em inteligência, fortalecimento das forças federais e ampliação do Sistema Único de Segurança Pública. Flávio defende endurecimento penal, classificação de facções como organizações narcoterroristas, redução da maioridade penal para 16 anos e expansão do sistema de reconhecimento facial.

Efeitos do 1° turno: Derrotas de aliados no Sul, Sudeste e Centro-Oeste e parte do Norte esvaziam palanques de Lula.

No campo trabalhista, Lula defende o fim da escala 6×1, jornada de 40 horas semanais sem redução salarial, valorização real do salário mínimo e regulamentação do trabalho por aplicativos. Flávio propõe maior flexibilidade nas relações de trabalho, redução do custo da contratação e prevalência da negociação entre empregados e empregadores.

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Outro ponto de forte contraste está na relação com o Supremo Tribunal Federal. Flávio defende mandatos para ministros, restrições às decisões monocráticas e novas regras para indicação à Corte, além de defender o impeachment de Alexandre de Moraes. Lula não prevê mudanças institucionais no STF em seu programa, embora tenha declarado apoio à criação de mandatos para ministros.

A política externa também separa os dois candidatos. Lula pretende aprofundar relações com Mercosul e Brics e manter uma política externa voltada à autonomia brasileira. Flávio defende maior aproximação com Estados Unidos, Argentina e Israel, além de uma política mais aberta ao comércio internacional e à OCDE.

Apesar das diferenças, os programas apresentam pontos de convergência em áreas como inteligência artificial, bioeconomia, infraestrutura, saneamento, produção nacional de fertilizantes, irrigação e expansão dos biocombustíveis.

O segundo turno, marcado para 25 de outubro, será, portanto, mais do que uma disputa entre dois candidatos. De um lado, Lula tentará transformar o desgaste do governo e a vantagem inicial de Flávio em uma oportunidade para mobilizar o eleitorado contra o retorno do bolsonarismo. De outro, Flávio buscará consolidar a força demonstrada pela direita nas urnas e transformar a vantagem do primeiro turno em vitória presidencial.

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