Baixa vazão de poços perfurados pelo Samae mantém distrito dependente de caminhões-pipa; autarquia estuda solução com nova unidade de tratamento
O distrito de São Jorge, em Tangará da Serra, enfrenta dificuldades para manter o abastecimento regular de água, situação agravada pelo período de estiagem e pela baixa vazão dos poços artesianos perfurados para atender à localidade.
O problema não é recente, mas voltou a exigir atenção diante das condições atuais de disponibilidade de água. O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) vem buscando alternativas para ampliar a oferta e encontrar uma solução permanente para o abastecimento do distrito, localizado a cerca de 70 quilômetros da sede do município.
Até o momento, foram perfurados sete poços artesianos na região. Entretanto, apenas um apresentou condições de atendimento, ainda assim com vazão limitada e insuficiente para suprir toda a demanda da área urbana de São Jorge.
Unidade de tratamento
Segundo o diretor do Samae, Marcos Scolari, a autarquia já realiza os levantamentos necessários para a implantação de uma unidade de tratamento e distribuição de água com capacidade de 15 litros por segundo.
A proposta prevê a utilização de água captada de poço artesiano, que seria submetida ao tratamento necessário antes de ser incorporada ao sistema de abastecimento do distrito.
A medida busca criar uma estrutura capaz de oferecer maior regularidade ao fornecimento e reduzir a dependência das ações emergenciais adotadas atualmente.
Caminhões-pipa na emergência
Enquanto uma solução definitiva não é implantada, o Samae utiliza caminhões-pipa para complementar o abastecimento de São Jorge.
A medida tem caráter paliativo e permite atender a situações em que a oferta regular do sistema não é suficiente para a demanda da população.
O cenário evidencia uma dificuldade comum em localidades cuja disponibilidade de água subterrânea não apresenta vazão suficiente para acompanhar o consumo.
Alternativa envolve propriedade rural
Outra possibilidade em avaliação pelo Samae é uma parceria com uma grande propriedade rural da região que dispõe de um reservatório de água.
A proposta seria utilizar essa disponibilidade para abastecer a área urbana do distrito, com a água passando pelo processo de tratamento antes de ser distribuída à população.
A alternativa, contudo, envolve uma estrutura de maior porte e depende de estudos, investimentos e definição das condições necessárias para sua implantação. Por isso, não se trata de uma solução imediata.
Problema mostra desafio
A situação de São Jorge expõe uma realidade específica dentro do sistema de abastecimento de Tangará da Serra: garantir água de forma regular exige soluções diferentes conforme as características de cada localidade.
Enquanto o município trabalha na ampliação de sua estrutura geral de captação, tratamento e reservação, o distrito ainda depende de alternativas específicas para superar uma limitação objetiva: a disponibilidade de água com vazão suficiente para atender sua população.
No curto prazo, os caminhões-pipa permanecem como apoio ao abastecimento. Paralelamente, o Samae trabalha na avaliação de uma nova unidade de tratamento e distribuição, que poderá representar uma solução mais permanente para o distrito.