TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Economia & Mercado

Assovale: Certificação Bonsucro confere padrão internacional de sustentabilidade na cana

Publicado em

A Associação dos Fornecedores de Cana do Vale do Rio Paraguai (Assovale) conquistou sua primeira certificação Bonsucro, resultado de um processo iniciado em 2025 para adequação das propriedades e da própria entidade aos padrões internacionais de produção responsável e sustentável da cana-de-açúcar.

O certificado foi emitido pela FoodChain ID Certificadora em 7 de agosto e reconhece o atendimento aos requisitos do Protocolo de Certificação Bonsucro V6.0 e do Padrão de Produção Bonsucro V5.2, no escopo dos indicadores agrícolas. O documento atesta a capacidade da entidade de implementar, monitorar e rastrear práticas relacionadas à produção responsável e sustentável abrangida pela certificação.

Sede da Assovale, em Nova Olímpia.

O trabalho começou com a preparação dos fornecedores e avançou para uma auditoria realizada em novembro de 2025. A avaliação ocorreu por amostragem em algumas propriedades, onde foram identificados pontos que exigiam adequações.

A partir disso, a Assovale estruturou um plano de ação, implementou as medidas corretivas e encaminhou as evidências à certificadora para análise. Com a aprovação das ações realizadas, o processo foi concluído em agosto, com a emissão do certificado.

Leia mais:  Fechamento da Casas Bahia em Tangará expõe alerta maior para economia regional

Segundo o gestor de Sustentabilidade e Segurança do Trabalho da associação, Clair Batista da Silva, a conquista também representa o início de uma etapa permanente de acompanhamento e manutenção dos padrões exigidos.

“O desafio agora é manter toda a cadeia alinhada aos critérios da certificação, desde o cumprimento das obrigações trabalhistas e ambientais até o uso racional de água, solo, combustíveis e demais insumos. É um processo contínuo, que exige acompanhamento dos fornecedores e comprovação das práticas adotadas”, afirmou Clair Batista da Silva.

Lavoura canavieira é uma das forças da economia regional.

O certificado tem validade até 6 de agosto de 2029, condicionada à manutenção da conformidade nas inspeções anuais e ao cumprimento dos requisitos estabelecidos pela certificadora. O escopo abrange o cultivo de cana-de-açúcar nas áreas de produção que integram a unidade certificada.

A iniciativa contou com o apoio da Uisa, certificada Bonsucro desde 2018. A equipe de sustentabilidade da empresa auxiliou na preparação da documentação e nas diferentes etapas do processo. A certificação dos fornecedores também amplia o alinhamento da matéria-prima às exigências de sustentabilidade presentes na cadeia sucroenergética.

Leia mais:  Recuperações judiciais avançam no agro; Mato Grosso lidera e frango reage

Para o presidente da Assovale, Normando Corral, a certificação representa um avanço para a entidade e seus fornecedores diante das novas demandas do setor. “É um reconhecimento construído com o envolvimento da nossa equipe, dos fornecedores e o apoio da Uisa. Mostra que estamos preparados para atender às novas exigências do setor e, principalmente, para manter nossos produtores inseridos em uma cadeia que valoriza cada vez mais a responsabilidade ambiental, social e produtiva”, destacou Normando Corral.

O que é a Bonsucro

A Bonsucro é uma organização internacional voltada à promoção de padrões de sustentabilidade na cadeia produtiva da cana-de-açúcar. Seus critérios abrangem aspectos ambientais, sociais e econômicos, incluindo o uso eficiente dos recursos naturais, as condições de trabalho e práticas de produção responsáveis.

Com a certificação, a Assovale passa a integrar formalmente o sistema Bonsucro, fortalecendo a adoção de práticas sustentáveis e a preparação de seus associados para as exigências crescentes do mercado e da cadeia sucroenergética.

(Redação EB, com Ascom Assovale; Foto do topo: Divulgação/Embrapa)

Comentários Facebook
Advertisement

Economia & Mercado

Recuperações judiciais avançam no agro; Mato Grosso lidera e frango reage

Published

on

O agronegócio brasileiro encerra a semana sob uma combinação de pressão financeira, desaceleração econômica e incertezas no comércio internacional. No episódio deste sábado (15) do Momento Agrícola, o engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli comenta o aumento dos pedidos de recuperação judicial no setor, a queda do PIB do agronegócio, a proximidade do limite de exportação de carne bovina para a China e os efeitos da seca que atinge partes da Europa.

O principal alerta está no avanço da recuperação judicial. Levantamento da Serasa Experian contabilizou 474 pedidos no primeiro trimestre de 2026, alta de 21,9% em relação às 389 solicitações registradas no mesmo período do ano passado. O número reúne produtores rurais que atuam como pessoa física ou jurídica e empresas relacionadas à cadeia do agronegócio, refletindo uma deterioração que ultrapassa a porteira e alcança agroindústrias, transportadores, prestadores de serviços e outros elos do sistema produtivo.

Mato Grosso concentra o maior número de pedidos

Mato Grosso liderou o ranking nacional, com 135 pedidos de recuperação judicial entre janeiro e março. O resultado coloca o estado no centro da discussão sobre endividamento rural, especialmente porque a produção mato-grossense tem forte exposição aos custos de sementes, fertilizantes, defensivos, máquinas, fretes e financiamento. Quando os preços das commodities recuam ou a produtividade fica abaixo do esperado, a margem estreita transforma compromissos de custeio e investimento em um problema de fluxo de caixa.

Leia mais:  Fechamento da Casas Bahia em Tangará expõe alerta maior para economia regional

Os dados mostram, porém, que a crise não se manifesta de forma igual em todos os segmentos. Entre produtores rurais pessoa física, foram 182 solicitações, queda de 6,7% na comparação anual. Já as empresas ligadas à cadeia do agro somaram 96 pedidos, aumento de 18,5% sobre o primeiro trimestre de 2025. A diferença sugere que a pressão financeira também está se deslocando para negócios de transformação, processamento e apoio à atividade rural.

Fonte: EB/IA

O quadro financeiro é reforçado pelo desempenho do PIB do agronegócio. Segundo levantamento Cepea/CNA, o indicador recuou 2,01% no primeiro trimestre, pressionado principalmente pelo ramo agrícola, que caiu 3,62%; a pecuária, em sentido contrário, avançou 0,70% [2]. A retração está associada sobretudo à queda dos preços das commodities, mesmo com a expectativa de crescimento da produção em algumas cadeias.

Frango traz notícia positiva ao comércio exterior

Em meio aos sinais negativos, a avicultura oferece um contraponto importante. As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 519,2 mil toneladas em julho, avanço de 29,9% sobre o mesmo mês de 2025, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O desempenho confirma a força do produto brasileiro no mercado internacional e ajuda a diversificar as receitas externas do setor, em um momento em que outras carnes enfrentam incertezas comerciais.

Na carne bovina, o mercado chinês acompanha com atenção a utilização da cota anual. O Brasil já havia empregado 90% do limite de 1,106 milhão de toneladas autorizado para 2026 sem a sobretaxa prevista. Depois do esgotamento da cota, a carne excedente estará sujeita a uma tarifa adicional de 55%, além das demais cobranças aplicadas pelo país asiático.

Fonte: EB/IA

A possibilidade de encarecimento pode reduzir o ritmo dos embarques, redirecionar parte da oferta para outros mercados e pressionar as negociações entre frigoríficos e pecuaristas.

Leia mais:  Recuperações judiciais avançam no agro; Mato Grosso lidera e frango reage

Outro tema resumido no programa é a seca na Europa. Ondas sucessivas de calor e baixos níveis dos rios Reno e Danúbio já afetam a navegação, a geração de energia, a indústria e a agricultura. A escassez de água também aumenta o risco de perdas em lavouras e de encarecimento do transporte e dos alimentos, mostrando como eventos climáticos extremos podem produzir efeitos econômicos em cadeia.

Nos blocos de entrevistas, o programa apresenta a discussão “A Europa vai acabar?”, produzida com inteligência artificial, e entrevista o pesquisador Dr. José Renato Farias, da Embrapa, sobre o Zoneamento por Níveis de Manejo. A proposta é relacionar clima, uso do solo, tecnologia e planejamento para melhorar a tomada de decisão no campo.

Em resumo: o agro enfrenta forte aumento das recuperações judiciais, liderado por Mato Grosso, e queda do PIB, mas as exportações de frango avançam; enquanto isso, a cota chinesa ameaça encarecer a carne bovina e a seca agrava os riscos agrícolas na Europa.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana