TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Clima & Meteorologia

Calor de até 42°C e ar seco elevam risco de queimadas; Tangará da Serra deverá registrar 36°C

Publicado em

Veranico que começou nesta semana deve se estender até o dia 19, com temperaturas em elevação, baixa umidade e ausência de chuvas; Tangará pode chegar aos 36°C

Uma nova sequência de dias de forte calor e tempo seco coloca Mato Grosso em estado de atenção a partir desta quinta-feira (13). O veranico que atua sobre o Centro-Oeste deve se prolongar até o próximo dia 19, elevando as temperaturas em diversas regiões e derrubando a umidade relativa do ar para níveis críticos, ao redor de 20%.

Em Tangará da Serra, os termômetros marcavam 34°C na tarde desta quinta-feira. A previsão, porém, indica elevação das temperaturas nos próximos dias, com máximas de até 36°C entre sexta-feira e o final de semana. Em Cuiabá, o calor deverá ser ainda mais intenso, com máximas que podem alcançar 38°C a partir de sábado (15).

Em algumas áreas de Mato Grosso, especialmente nas regiões mais quentes do estado, as temperaturas poderão se aproximar dos 40°C e, pontualmente, atingir até 42°C durante o período, segundo previsão da Climatempo. Em Tangará da Serra, a máxima prevista é de 36°C.

Tangará da Serra poderá registrar calor de 36°C neste final de semana.

O sistema de alta pressão favorece o predomínio de sol, reduz a nebulosidade e dificulta a entrada de ar mais frio, mantendo o tempo seco.

Além do desconforto provocado pelo calor, a baixa umidade aumenta os riscos à saúde, especialmente em razão do ressecamento das vias respiratórias, da poeira e da forte exposição ao sol. Em partes de Mato Grosso, os índices podem cair para a faixa entre 12% e 20%, considerada crítica. Não há previsão de chuva significativa para grande parte do estado durante esse período.

Alerta para as queimadas

Mas uma das maiores preocupações da estação seca vai além dos efeitos diretos sobre a saúde. A combinação entre temperaturas elevadas, baixa umidade do ar e vegetação ressecada cria condições favoráveis à rápida propagação do fogo, aumentando o risco de incêndios florestais.

Os números já demonstram a dimensão do problema em Mato Grosso. Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apontam que o estado liderava o país em número de focos de calor detectados pelo satélite de referência entre 1º de janeiro e 12 de agosto deste ano, com 4.553 ocorrências. Tocantins aparecia na sequência, com 4.141 focos.

Calor intenso, baixa umidade e riscos de queimadas deixam região de Tangará da Serra e todo o Mato Grosso em alerta.

No cenário nacional, o Cerrado concentrava 43,3% dos focos de calor, seguido pela Amazônia, com 31%. A situação preocupa especialmente Mato Grosso, que reúne áreas dos dois biomas e entra agora no período mais crítico da estiagem.

O risco é agravado pela experiência recente. Em 2024, ano marcado por uma severa crise de seca e incêndios, Mato Grosso chegou a acumular cerca de 24,8 mil focos de calor, com forte concentração das ocorrências nos meses de agosto e setembro. Em 2025, houve redução expressiva da atividade de fogo, mas o atual período seco volta a exigir atenção. O boletim climático elaborado por órgãos oficiais, entre eles INMET e INPE, já apontava julho, agosto e setembro como trimestre de maior pressão sobre o Centro-Oeste e o arco sul da Amazônia em relação ao risco de incêndios.

O cenário é reforçado pela permanência do El Niño, que, segundo o INMET, apresenta alta probabilidade de continuar ativo pelo menos até o início de 2027. As projeções oficiais também indicam elevada probabilidade de temperaturas acima da média no segundo semestre, condição que pode ampliar a ocorrência de eventos de calor e incêndios florestais.

Período crítico exige prevenção

Durante a estiagem, qualquer foco de fogo pode encontrar condições favoráveis para se alastrar rapidamente. Por isso, o Corpo de Bombeiros reforça a necessidade de prevenção, especialmente com a proibição do uso do fogo para limpeza de áreas durante o período restritivo estabelecido no estado. Queimadas em áreas urbanas, por sua vez, são proibidas durante todo o ano.

A orientação é para que a população não utilize fogo para a queima de lixo, folhas ou limpeza de terrenos. Além de colocar áreas rurais e urbanas em risco, uma pequena queima pode ganhar grandes proporções em condições de calor intenso, ar seco e vegetação desidratada.

Ao identificar um incêndio ou uma situação de emergência, a população deve acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

Comentários Facebook
Advertisement

Clima & Meteorologia

El Niño mais intenso deve influenciar o clima no Brasil até o verão de 2027; MT em alerta

Published

on

Boletim do Inmet aponta alta probabilidade de permanência do fenômeno no segundo semestre de 2026 e alerta para impactos sobre chuvas, temperaturas, agricultura, energia e recursos hídricos

Os impactos do El Niño variam conforme sua intensidade e as características de cada região.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou um boletim técnico com as principais informações sobre o monitoramento do El Niño em 2026, reunindo dados observados, projeções climáticas e os possíveis impactos do fenômeno sobre o território brasileiro nos próximos meses. O documento foi elaborado em conjunto com instituições nacionais e internacionais responsáveis pelo monitoramento climático.

Segundo o Inmet, o El Niño já está estabelecido no Oceano Pacífico Equatorial e apresenta probabilidade superior a 90% de permanecer ativo durante o segundo semestre de 2026, com possibilidade de persistência até o verão de 2026/2027. Além de consolidado, o fenômeno apresenta intensidade superior à observada em episódios recentes, aumentando seu potencial de influência sobre os padrões de circulação atmosférica, chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta.

Em Mato Grosso, especialistas avaliam que as chuvas registradas durante julho e no início de agosto podem estar associadas a essa atuação mais intensa do El Niño. Embora tenham sido bem recebidas nas áreas urbanas, reduzindo temporariamente o calor, amenizando a baixa umidade do ar e diminuindo a poeira, as precipitações provocaram prejuízos no campo, especialmente nas lavouras de algodão que já se encontravam em fase de colheita. Em diversas regiões produtoras, o excesso de umidade comprometeu a qualidade da fibra, atrasou as operações e elevou os custos de produção.

Modelos indicam alta probabilidade de temperaturas acima da média em grande parte do país, favorecendo ondas de calor.

As projeções climáticas para o trimestre de julho, agosto e setembro indicam tendência de chuvas acima da média em áreas da Região Sul. Já sobre parte das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a previsão é de precipitações abaixo da média climatológica, ainda que possam ocorrer episódios isolados de chuva, como os registrados recentemente em Mato Grosso. Os modelos também indicam alta probabilidade de temperaturas acima da média em grande parte do país, favorecendo ondas de calor, redução da umidade relativa do ar e aumento do risco de incêndios florestais.

Os impactos do El Niño variam conforme sua intensidade e as características de cada região. Entre os setores mais sensíveis estão a agricultura, os recursos hídricos, a geração de energia elétrica, a saúde pública e a gestão de riscos de desastres naturais, que dependem de informações meteorológicas atualizadas para o planejamento de ações preventivas.

O Inmet informa que o monitoramento das condições climáticas será contínuo e que novos boletins serão divulgados à medida que o fenômeno evoluir e as previsões meteorológicas forem atualizadas.

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana