Instituição que nasceu de uma iniciativa comunitária em 1988 acompanha a expansão de Tangará da Serra e hoje alia tradição educacional, sistema Anglo, inovação tecnológica e resultados de destaque no ENEM
O IPES – Instituto Presbiteriano de Educação Simonton completa 38 anos nesta quarta-feira, 12 de agosto, com uma trajetória que acompanha parte importante da história educacional de Tangará da Serra. Criada em 1988 a partir de uma iniciativa da Igreja Presbiteriana, a instituição chega ao aniversário consolidada como uma das escolas particulares de referência do município e com uma proposta que combina tradição educacional e incorporação de novas tecnologias ao processo de ensino.
Um dos indicadores mais recentes dessa trajetória está no desempenho dos estudantes no último Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), em dezembro do ano passado. O IPES alcançou a quinta colocação geral entre as escolas de Mato Grosso e conquistou o primeiro lugar estadual em redação, com média de 882,96 pontos.
“O resultado reforça uma característica que passou a marcar a instituição ao longo dos anos: a busca por desempenho acadêmico associada a uma estrutura pedagógica em constante atualização”, afirma o diretor da escola, Wesley Lopes Torres.
Segundo o diretor, a tecnologia é hoje um dos componentes dessa estratégia. “O IPES trabalha com o sistema Anglo de ensino, parceria que já ultrapassa três décadas”, disse, citando o Prêmio Leão de Ouro pelos 30 anos de parceria com o sistema educacional.

A incorporação tecnológica, porém, não se restringe ao material pedagógico. O IPES vem promovendo capacitação em Inteligência Artificial para professores, coordenadores e diretores, preparando a equipe para utilizar as novas ferramentas dentro do processo educacional.
Outra inovação recente está na adoção do reconhecimento facial para o registro da presença dos alunos na entrada da escola. A tecnologia integra uma reestruturação do sistema de acesso e tem como objetivos ampliar a segurança e, ao mesmo tempo, tornar mais eficiente o controle e a gestão interna.
Esse movimento ocorre paralelamente ao crescimento da própria instituição. Em 2026, o IPES registrou aumento de 9% no número de alunos, superando a projeção estabelecida para o ano. O dado sinaliza que a escola continua ampliando sua presença em um município que também passou por forte expansão demográfica e econômica nas últimas décadas.
História iniciada há quatro décadas
A história do IPES começou a ser desenhada em 1985, durante uma reunião do Presbitério de Cuiabá realizada em Tangará da Serra. Na ocasião, o reverendo Marcos Rodrigues Isidoro dos Anjos percebeu que as salas utilizadas para a Escola Dominical poderiam também ser aproveitadas para a educação infantil, atendendo crianças da igreja e da comunidade.

Em 1986, ao assumir atividades na Igreja Presbiteriana de Tangará da Serra, Marcos dos Anjos amadureceu a proposta de criar uma escola fundamentada na filosofia cristã reformada, aproveitando melhor os espaços da igreja.
O projeto foi apresentado e aprovado pelo Conselho da Igreja em 1988. A implantação ficou sob responsabilidade de uma comissão formada pelo reverendo Marcos dos Anjos, sua esposa, Gláucia Cordeiro Leite dos Anjos, além de Altamir Almeida Mundim Porto, Jada Torres e Ilda Torres Rosa.
A criação da escola enfrentou dificuldades, entre elas a negativa para a assinatura de um convênio com a Prefeitura. A mobilização da comissão, entretanto, permitiu a continuidade do projeto e a criação oficial do IPES em dezembro de 1988.
Desde então, a instituição acompanhou o crescimento de Tangará da Serra e também se transformou. O que começou como uma iniciativa voltada inicialmente à educação infantil tornou-se uma estrutura educacional mais ampla, incorporando novos métodos, tecnologias e ferramentas pedagógicas.
Ao completar 38 anos, o IPES reúne, dessa forma, elementos de diferentes momentos de sua trajetória: a tradição de uma instituição criada no final dos anos 1980 e a incorporação de recursos tecnológicos e metodologias voltadas aos desafios contemporâneos da educação.