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Amaggi confirma 40% da FS e mercado de biocombustíveis ganha novo fôlego

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O mercado de biocombustíveis e nutrição animal no Brasil deu um passo decisivo nesta semana com a consolidação de uma das maiores movimentações societárias do ano. A Amaggi concluiu oficialmente a aquisição de 40% da FS, gigante da produção de etanol de milho, após receber o aval definitivo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). A operação, que injeta US$ 100 milhões no caixa da companhia, desenha um novo mapa estratégico para o setor produtivo nacional.

De acordo com as reflexões e registros do engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli, apresentados no programa Momento Agrícola deste sábado, essa transação não é apenas uma mudança de controle acionário, mas um movimento de integração vertical que fortalece a competitividade brasileira. Arioli destaca que a sinergia entre a capacidade de originação de grãos da Amaggi e a expertise industrial da FS cria um ecossistema robusto que beneficia desde a logística até as exportações de valor agregado.

US$ 100 Milhões e Sinergia Estratégica

A conclusão do negócio envolveu um aporte financeiro de US$ 100 milhões via emissão primária de ações, além da aquisição de participações de acionistas atuais. O objetivo central é claro: maximizar a eficiência em toda a cadeia do milho. Com a Amaggi como parceira estratégica, a FS ganha fôlego para novos ciclos de expansão, enquanto a gigante mato-grossense consolida sua posição como player indispensável na transição energética global.

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A integração promete otimizar o transporte e a originação do cereal, garantindo suprimento estável para as usinas e ampliando a oferta de DDG (grãos de destilaria), subproduto essencial para a nutrição animal. Esse fortalecimento ocorre em um momento em que o Brasil busca se firmar como o principal fornecedor de soluções de baixo carbono para o mundo.

A invasão dos genéricos e ilegais

Outro tema de destaque no balanço semanal de Ricardo Arioli é a crescente preocupação com a importação de defensivos agrícolas genéricos, oriundos principalmente da China. Embora os produtos genéricos sejam uma alternativa para a redução de custos, o setor produtivo acende um sinal de alerta sobre a eficiência agronômica dessas formulações.

O problema ganha contornos mais graves com o avanço do mercado ilegal. Registros apontam a entrada de produtos com documentação falsificada, formulações adulteradas e até defensivos completamente falsificados. Arioli alerta que o uso desses insumos coloca em risco não apenas a produtividade das lavouras, mas também a segurança jurídica e ambiental das propriedades, exigindo uma fiscalização mais rigorosa nas fronteiras e portos.

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Carbono em Pauta

Encerrando as análises da semana, o programa abordou os avanços na regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). Com a base jurídica estabelecida pela Lei nº 15.042/2024, o mercado regulado de carbono no Brasil começa a ganhar forma, prometendo transformar a sustentabilidade em um ativo financeiro tangível para o produtor rural.

A expectativa é que o sistema incentive práticas regenerativas e ofereça novas fontes de receita para aqueles que conseguirem comprovar a redução ou remoção de emissões. Para o agro, o desafio agora reside na métrica e na governança desses dados, garantindo que a preservação ambiental praticada no campo seja devidamente valorizada no mercado global.

Para ouvir as reflexões completas de Ricardo Arioli no programa Momento Agrícola deste sábado, 25 de julho, acesse o link abaixo:

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Desafios crescentes: Custo da Soja, estiagem em MT e barreiras da UE são entraves

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O agronegócio brasileiro enfrenta um cenário de múltiplos desafios, com o aumento dos custos de produção da soja, a preocupante estiagem em Mato Grosso e as rigorosas exigências sanitárias da União Europeia. Esses fatores, destacados pelo jornalista Olmir Cividini em sua coluna Circuito Rural desta sexta-feira (24), exigem atenção e adaptação por parte dos produtores.

Custo em elevação

O custo para plantar a próxima safra de soja em Mato Grosso está mais alto. Segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a estimativa é de R$ 4.320 por hectare, um aumento de 3,35% em relação ao ciclo anterior. Os principais vilões dessa alta são os fertilizantes e as operações mecanizadas, influenciados, em parte, pelo conflito no Oriente Médio, que pressiona os preços da energia e do óleo diesel.

Diante desse cenário, muitos produtores estão sendo forçados a revisar seus “pacotes tecnológicos”, o que pode significar a redução de investimentos em fertilizantes e corretivos na tentativa de economizar.

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Estiagem e atraso das chuvas

O fenômeno El Niño continua a impactar o clima brasileiro, trazendo excesso de chuvas para o Sul e, em contrapartida, seca para o Centro-Oeste. Em Mato Grosso, a situação é preocupante. Olmir Cividini alerta que “a estiagem se intensificou e as previsões indicam atraso no retorno das chuvas, o que pode comprometer o início do plantio”.

As projeções climáticas para o estado indicam calor intenso e chuvas irregulares, com baixos índices de umidade relativa do ar, um cenário que agrava o período de seca e pode impactar diretamente a produtividade da safra.

Barreiras sanitárias

Outro ponto de tensão para o agronegócio é a postura da União Europeia em relação às exigências sanitárias para a carne bovina brasileira. Um embaixador irlandês no Brasil confirmou que a UE não flexibilizará as exigências sobre o uso de antimicrobianos no gado. Essa é uma condição crucial para que o Brasil retorne à lista de exportadores para o bloco europeu.

O governo brasileiro tem feito esforços, adotando novas normas restritivas, reforçando os controles sanitários e ampliando a rastreabilidade animal. No entanto, o pedido de um período de transição para evitar a interrupção das exportações a partir de 3 de setembro foi rejeitado.

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O embaixador, citado por Olmir Cividini, esclareceu que “não existe um impedimento político ao Brasil. A questão é técnica, meramente técnica. Assim que o país comprovar que atende integralmente os protocolos exigidos… poderá ser novamente habilitado”.

Adaptação ao Mercado: O Grande Desafio

Olmir Cividini conclui que, tanto na agricultura quanto na pecuária, produzir bem já não é suficiente. “O grande desafio parece ser o de conseguir se adaptar ao mercado. É preciso produzir com competitividade, cumprir exigências cada vez mais rigorosas e enfrentar um cenário internacional que muda rapidamente”. A capacidade de adaptação e a busca por eficiência serão cruciais para o setor superar esses obstáculos.

Ouça a íntegra do Circuito Rural:

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