O bolso do brasileiro está no centro dos principais fatos desta terça-feira. Da conta de luz às oscilações do dólar, passando pelas mudanças na CNH e pelas orientações para as eleições, as decisões públicas continuam influenciando diretamente o cotidiano da população.
Conta de luz pode ficar quase R$ 1 trilhão mais cara até 2050

Levantamento da Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas aprovadas pelo Governo Federal e pelo Congresso Nacional entre janeiro de 2023 e maio de 2026 acrescentarão cerca de R$ 985 bilhões às contas de energia elétrica até 2050. O estudo atribui os novos custos a medidas provisórias, leis, acordos administrativos, leilões de energia, despesas relacionadas a Itaipu e dispositivos inseridos em projetos de lei, os chamados “jabutis”. Segundo a entidade, o impacto atingirá consumidores residenciais, comércio, indústria e usuários do mercado livre, reforçando a necessidade de uma reforma estrutural do setor elétrico.
Justiça Eleitoral orienta eleitor para votação com seis escolhas

A Justiça Eleitoral intensificou a campanha de orientação para as Eleições Gerais de 2026, lembrando que o eleitor fará seis votos no primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A sequência será deputado federal, deputado estadual, dois votos para senador, governador e presidente da República. Como neste ano serão eleitos dois senadores por estado, será necessário votar em candidatos diferentes para as duas vagas. A recomendação é que o eleitor acompanhe as propostas dos candidatos e leve uma “cola eleitoral” com os números escolhidos para agilizar a votação.
Exame toxicológico passa a integrar a primeira habilitação
Entrou em vigor a exigência do exame toxicológico para quem busca a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Em Mato Grosso, o Detran já adaptou seus sistemas à nova legislação, que também alcança mudanças de categoria e condutores profissionais das categorias C, D e E. Segundo dados da Senatran, aproximadamente 223 mil exames realizados entre 2021 e 2025 apresentaram resultado positivo em todo o país, sendo cerca de 70% relacionados ao uso de cocaína. O objetivo da medida é ampliar a segurança no trânsito e prevenir o uso de substâncias psicoativas entre novos motoristas.
Mato Grosso entra no grupo das dez maiores economias do país

Mato Grosso foi o 12° que mais gerou empregos entre os 27 estados brasileiros.
O Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso praticamente dobrou em quatro anos, passando de R$ 142 bilhões em 2019 para R$ 273 bilhões em 2023, conforme dados do IBGE. Com isso, o Estado avançou da 13ª para a 10ª posição entre as maiores economias brasileiras e elevou sua participação no PIB nacional de 1,9% para 2,5%. O PIB per capita também evoluiu, colocando Mato Grosso na terceira posição nacional. O governo estadual atribui o desempenho aos investimentos em infraestrutura, incentivos fiscais, segurança jurídica e melhoria da logística.
Dólar recua e fecha cotado a R$ 5,13
O dólar encerrou o último pregão cotado a R$ 5,13, com queda de 0,7%, atingindo o menor patamar das últimas semanas. O movimento foi impulsionado pela revisão para baixo das projeções de inflação no Boletim Focus, fortalecendo a percepção de melhora do cenário econômico brasileiro. O euro fechou o dia cotado a R$ 5,88.
Queda do petróleo ainda depende da Petrobras para chegar às bombas
Os preços internacionais do petróleo recuaram para cerca de US$ 72 por barril, refletindo o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã e o aumento da produção anunciado pela Opep+. Apesar da redução no mercado internacional, os consumidores brasileiros ainda dependem da política de preços da Petrobras e da cotação do dólar para que eventuais reduções sejam repassadas aos combustíveis. A queda também influencia a competitividade do etanol e pode repercutir nas decisões sobre a política de biocombustíveis no país.