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Plano Safra 2026/2027 frustra setor produtivo e acende alerta sobre redução real de recursos

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O lançamento do Plano Safra 2026/2027 pelo governo federal, anunciado com o montante de R$ 525 bilhões para a agricultura empresarial, foi recebido com ceticismo e descontentamento por lideranças do agronegócio brasileiro. Embora os números nominais sugiram um crescimento de 1,7% em relação ao ciclo anterior, a classe produtora aponta que, na prática, o plano representa uma redução real de aproximadamente R$ 29,6 bilhões.

Este cenário de incerteza foi o tema central da edição deste sábado do programa Momento Agrícola, do engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli, que detalhou as lacunas e os desafios impostos pelo novo programa de crédito rural.

Números Maquiados e Déficit no Custeio

A principal crítica reside na composição dos valores anunciados. Entidades como a Aprosoja e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) destacam que o governo incluiu fundos que não fazem parte do escopo tradicional do crédito rural para “inflar” os números. Sem esses artifícios, o que se observa é uma queda drástica nos recursos destinados ao custeio e à comercialização, fundamentais para a compra de insumos e manutenção das lavouras.

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Além disso, a redução de 14,7% nos recursos equalizados — aqueles que contam com subsídio governamental para baixar as taxas de juros — atinge diretamente a competitividade do produtor. Com o seguro rural desassistido e um cenário de endividamento crescente, o descontentamento da classe produtora é evidente, reforçando a percepção de que o plano atual falha em oferecer a segurança necessária para enfrentar os riscos climáticos e de mercado.

Sanidade Vegetal: Nematoides e Pragas Quarentenárias

Para além das questões financeiras, o Momento Agrícola trouxe importantes discussões técnicas sobre a sanidade vegetal. Um seminário realizado em Sorriso (MT) abordou o avanço dos nematoides, pragas de solo que têm causado perdas silenciosas mas severas na produtividade de soja e milho no estado. Especialistas reforçaram a necessidade de manejo integrado e rotação de culturas como estratégias vitais de controle.

Ainda no campo da defesa vegetal, o Dr. Dionísio Gazziero, da Embrapa, explicou o conceito e os perigos das Pragas Quarentenárias. São organismos que, se introduzidos no país, podem causar danos econômicos catastróficos e barreiras comerciais intransponíveis. A vigilância constante e o rigor nos protocolos de importação de sementes e insumos foram destacados como pilares da soberania agrícola nacional.

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Máxima Produtividade e o Exemplo do CESB

No encerramento, o programa destacou os resultados do Fórum da Máxima Produtividade de Soja do CESB (Comitê Estratégico Soja Brasil). Com a participação de Luiz da Silva, o fórum apresentou casos de sucesso onde a aplicação de alta tecnologia e gestão de precisão permitiram patamares recordes de produtividade, mesmo diante de adversidades. Estes exemplos servem de guia para o setor, mostrando que, apesar das dificuldades impostas pelas políticas de crédito, a excelência técnica continua sendo o caminho para a resiliência do agro brasileiro.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo:

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Leilão de áreas públicas busca acelerar expansão do parque industrial de Tangará da Serra

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Empresários e investidores interessados em instalar ou ampliar empreendimentos em Tangará da Serra já podem participar do Leilão Eletrônico de Imóveis nº 001/2026, lançado pela Prefeitura Municipal. O processo contempla áreas públicas localizadas no Jardim Industrial e no Jardim dos Ipês e tem como objetivo estimular novos investimentos, fortalecer o setor produtivo e gerar empregos no município.

O edital foi publicado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e prevê a alienação de terrenos destinados exclusivamente à implantação de atividades empresariais. A iniciativa integra a política municipal de incentivo ao desenvolvimento econômico, buscando ampliar a ocupação planejada das áreas industriais e diversificar a base produtiva local.

Diferentemente de um leilão convencional, o maior lance financeiro não será o único critério para definir os vencedores. Após a etapa de lances, os proponentes deverão apresentar, no prazo de até 30 dias, um Projeto de Viabilidade Econômico-Financeira, que será analisado pela Sedec e pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Condec).

Entre os aspectos que serão avaliados estão o potencial de geração de empregos, o faturamento estimado, a utilização de matéria-prima regional, o grau de inovação, a sustentabilidade do empreendimento, a integração com cadeias produtivas locais, o ramo de atividade e a estrutura prevista para implantação da empresa. Dessa forma, o município busca assegurar que os imóveis públicos sejam destinados a projetos capazes de promover desenvolvimento econômico e retorno social.

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Para participar, os interessados deverão realizar cadastro prévio e habilitação na plataforma eletrônica do leiloeiro oficial, apresentando toda a documentação exigida no edital. A sessão pública do leilão está marcada para o dia 6 de agosto, em ambiente virtual.

Segundo a Prefeitura, a iniciativa reforça a estratégia de atrair novos empreendimentos industriais e de serviços, ampliando a oferta de empregos, incentivando investimentos privados e fortalecendo a economia de Tangará da Serra.

Na sequência, íntegra do edital:

EDITAL LEILÃO SEDEC 072026

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