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Saúde Pública

Influenza: Baixa cobertura vacinal deixa cidade sob risco de surto; Município fará campanha

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A baixa cobertura vacinal contra a Influenza em Tangará da Serra acende um alerta para o risco de aumento da circulação do vírus e eventual surto da doença no município. O alerta é da Vigilância Epidemiológica, que destaca índices de vacinação muito abaixo da meta recomendada entre os grupos mais vulneráveis.

Entre os idosos, a cobertura vacinal alcança apenas 34,61%. Entre as crianças menores de seis anos, o índice é de 37,96%, enquanto entre as gestantes chega a 62,34%. (imagem abaixo)

“É preocupante. A campanha nacional de vacinação começou mais cedo este ano, mas as pessoas dos grupos de risco não estão procurando as vacinas conforme esperávamos”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Juliana Herrero. “A cobertura vacinal está muito baixa e isso coloca a população em risco”, acrescenta.

Segundo Juliana, a meta preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é alcançar pelo menos 95% de cobertura entre os grupos prioritários, percentual considerado necessário para reduzir significativamente os casos graves, internações e mortes causadas pela doença.

Além do impacto direto sobre a saúde da população, a baixa adesão à vacinação aumenta a pressão sobre a rede hospitalar. Em todo o país, gestores da saúde têm alertado para a combinação preocupante entre o aumento das doenças respiratórias sazonais e a já elevada demanda por leitos decorrente de acidentes de trânsito e outras urgências, cenário que pode comprometer a capacidade de atendimento dos serviços de saúde. A vacinação é considerada a medida mais eficaz para evitar hospitalizações e reduzir a sobrecarga dos hospitais.

Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Epidemiológica promoverão uma ação especial de vacinação durante o Arraiá da Serra, no próximo dia 12.

Além da campanha, a população pode procurar qualquer Unidade de Saúde da Família para receber a vacina contra a gripe. A imunização é realizada diariamente nos seguintes horários:

  • Pela manhã, das 8h às 10h30;
  • À tarde, das 13h30 às 16h30.

Preocupação nacional

A baixa cobertura vacinal está longe de ser uma preocupação exclusiva de Tangará da Serra. Em diversas regiões do país, autoridades sanitárias vêm reforçando os alertas para a necessidade de ampliar a vacinação antes do período de inverno, quando aumenta a circulação dos vírus respiratórios. O próprio Ministério da Saúde antecipou a campanha nacional deste ano diante do crescimento dos casos de doenças respiratórias e da circulação precoce da Influenza.

Menor índice de cobertura vacinal está no público idoso.

Na região Centro-Oeste, a cobertura vacinal está em torno de 42,24%. Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, a média gira em torno de 40,32%, números considerados insuficientes para garantir proteção coletiva. Em Tangará da Serra, a situação é ainda mais preocupante, com cobertura média de apenas 37,22%.

O cenário epidemiológico nacional também reforça a urgência da vacinação. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até meados de março, o Brasil já havia registrado cerca de 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e aproximadamente 840 óbitos. A Influenza respondeu por 28,1% dos casos graves identificados.

Em análise mais recente da vigilância nacional, até a Semana Epidemiológica 11 de 2026, o país contabilizava 23.615 casos de SRAG e 1.001 mortes. Entre os óbitos com identificação viral, a Influenza foi responsável por 35% das ocorrências, superando outros vírus respiratórios monitorados. O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir complicações, hospitalizações e mortes causadas pela gripe.

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Saúde Pública

Mato Grosso registra aumento de casos de meningite; morte de bebê é investigada em Tangará

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Estado contabiliza 53 casos confirmados e oito mortes em 2026; Vigilância Epidemiológica apura óbito infantil com suspeita da doença

Mato Grosso registrou aumento nos casos de meningite em 2026. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) apontam que o estado já soma 53 casos confirmados da doença e oito mortes neste ano.

O número representa um crescimento de sete casos em relação ao boletim anterior, que contabilizava 46 confirmações. Apesar da elevação das infecções, o total de óbitos permanece em oito.

Em meio ao avanço da doença no estado, a Vigilância Epidemiológica de Tangará da Serra informou que investiga a morte de um bebê de três meses com suspeita de meningite. Conforme comunicado oficial divulgado pelo município, todas as medidas de vigilância e controle recomendadas pelo Ministério da Saúde foram adotadas imediatamente após a notificação do caso.

Entre as ações realizadas estão a investigação epidemiológica, coleta de amostras para exames laboratoriais, identificação e monitoramento de contatos próximos, além de outras medidas previstas nos protocolos sanitários.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que a causa da morte ainda está em investigação e que não é possível confirmar o diagnóstico até a conclusão dos exames e análises epidemiológicas.

No cenário estadual, Cuiabá lidera o número de casos confirmados, com 13 registros. Em seguida aparecem Rondonópolis e Várzea Grande, com cinco casos cada. Cáceres e Sorriso contabilizam quatro ocorrências, enquanto Sinop registra três casos.

Os dados também acendem alerta em relação às faixas etárias mais afetadas. Pessoas entre 50 e 64 anos concentram 10 casos confirmados. Na sequência aparecem crianças de cinco a nove anos, com nove registros, e bebês menores de um ano, com oito casos.

Entre os óbitos registrados em Mato Grosso, três ocorreram na faixa etária de cinco a nove anos, tornando esse o grupo com maior número de mortes pela doença neste ano.

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou outros agentes infecciosos. Dependendo da origem, especialmente nos casos bacterianos, a evolução pode ser rápida e levar à morte.

As autoridades de saúde orientam que a população procure atendimento médico imediato diante de sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, vômitos, rigidez na nuca, sonolência excessiva e aparecimento de manchas pelo corpo.

A Vigilância Epidemiológica de Tangará da Serra informou que seguirá acompanhando o caso investigado e divulgará novas informações após a conclusão dos exames.

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