TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Economia & Mercado

Intercâmbio bilateral entre Brasil e Argentina cresce 12% e atinge maior nível desde 2013

Publicado em

A recuperação da economia argentina, impulsionada por uma safra agrícola dentro da normalidade neste ano, já reflete positivamente nas relações comerciais com o Brasil. O tema abre a edição desta semana do Momento Agrícola, programa em áudio produzido pelo engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli, veiculado aos sábados pela rede de rádios do agro.

O comércio bilateral entre Brasil e Argentina apresentou crescimento expressivo em 2025, impulsionado principalmente pelo avanço das exportações brasileiras. O saldo da balança comercial encerrou o ano com déficit histórico para os argentinos e superávit recorde para o Brasil, da ordem de US$ 5,5 bilhões.

O intercâmbio comercial entre os dois países alcançou US$ 31 bilhões, o maior volume registrado desde 2013 e 12% superior ao observado em 2024.

As exportações brasileiras foram favorecidas pela valorização do peso argentino e pelo aquecimento da demanda interna do país vizinho. As vendas do Brasil para a Argentina cresceram mais de 30%, com destaque para os setores automotivo, de máquinas e equipamentos, produtos químicos, alimentos e carne bovina.

Leia mais:  Carne: Brasil segue estratégico para mercado americano, mas corre contra o tempo na UE

Por outro lado, as importações brasileiras de produtos argentinos registraram crescimento mais modesto, variando entre 1,6% e 5% ao longo do ano, o que contribuiu para ampliar o desequilíbrio na balança comercial entre os dois países.

No acumulado de 2025, as exportações brasileiras para a Argentina somaram aproximadamente US$ 17,1 bilhões.

Novo tarifaço e entrevistas

A edição também aborda a nova escalada de tensões comerciais envolvendo os Estados Unidos. O governo de Donald Trump voltou a ameaçar diversos países com aumento de tarifas de importação e concluiu uma investigação comercial contra o Brasil, propondo uma sobretaxa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.

Além da análise de mercado, o Momento Agrícola apresenta entrevistas sobre temas estratégicos para o agronegócio:

  • Prepare-se para o Super El Niño, com o pesquisador Dr. Frank Capuchinho, da Embrapa Agrossilvipastoril;
  • Como o cooperativismo ajuda a enfrentar períodos de crise, com Nélson Piccoli, da OCB-MT;
  • A Reunião de Pesquisa de Soja da Embrapa, com a pesquisadora Dra. Liliane Henning.

A íntegra do Momento Agrícola deste sábado pode ser acessada no SoundCloud. Clique AQUI.

Leia mais:  Carne: Brasil segue estratégico para mercado americano, mas corre contra o tempo na UE

 

Comentários Facebook
Advertisement

Economia & Mercado

Carne: Brasil segue estratégico para mercado americano, mas corre contra o tempo na UE

Published

on

Um dos principais segmentos do agronegócio brasileiro recebeu com alívio a decisão do governo dos Estados Unidos de não incluir a carne bovina na nova rodada de tarifas de importação de 25%. A medida reforça a importância da proteína brasileira para o abastecimento do mercado norte-americano, especialmente em um momento de redução histórica do rebanho bovino dos EUA e de preços elevados da carne ao consumidor.

O assunto é pauta da coluna semanal Circuito Rural, do jornalista especializado em agronegócio Olmir Cividini, de Tangará da Serra (foto). Ele ressalta que a dependência americana da carne brasileira se tornou ainda mais evidente diante das limitações da produção doméstica. “O Brasil segue estratégico para abastecer o mercado americano”, observa.

Enquanto o cenário nos Estados Unidos traz perspectivas positivas, o governo brasileiro enfrenta desafios em outras frentes comerciais. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) trabalha para atender às exigências regulatórias da União Europeia antes do prazo limite de 3 de setembro. Caso não haja avanços nas negociações e adequações necessárias, o Brasil corre o risco de perder habilitações para exportação ao bloco europeu, um dos mercados mais exigentes e relevantes para a carne bovina de maior valor agregado.

Leia mais:  Carne: Brasil segue estratégico para mercado americano, mas corre contra o tempo na UE

A preocupação ocorre mesmo em meio ao acordo de livre comércio firmado entre Mercosul e União Europeia, que ainda depende de etapas de implementação e da adequação dos países exportadores às novas exigências ambientais e de rastreabilidade impostas pelos europeus.

Outro ponto de atenção está na relação comercial com a China, principal destino da carne bovina brasileira. O setor busca alternativas para ampliar o acesso ao mercado chinês, diante das limitações impostas pelas cotas de importação atualmente vigentes. Segundo representantes da cadeia produtiva, a cota disponível já foi integralmente utilizada, o que restringe novas operações e exige negociações para ampliação dos volumes autorizados.

Apesar dos desafios, o Brasil segue em posição privilegiada no comércio internacional de carne bovina. A combinação de amplo rebanho, capacidade produtiva, competitividade de custos e reconhecimento sanitário mantém o país entre os principais fornecedores globais da proteína, com presença consolidada nos mercados americano, europeu, asiático e do Oriente Médio.

Ouça o Circuito Rural na íntegra clicando abaixo:

 

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana