Após a prisão do médico Rogers de Oliveira Pimentel, acusado de estupro de vulnerável e que atuava na rede pública de saúde de Tangará da Serra (USF Vila Goiás) por meio do programa federal Mais Médicos, a Prefeitura realizou coletiva de imprensa nesta quinta-feira (22) para esclarecer o vínculo do profissional com o município e os procedimentos adotados pela administração.
Durante a coletiva, a secretária municipal de Saúde, Angela Belizário, e o diretor técnico da Atenção Básica, médico Weliton Teixeira dos Reis, afirmaram que a contratação do profissional não ocorreu diretamente pela prefeitura, mas através do programa do Governo Federal.
Segundo a secretária, os médicos vinculados ao Mais Médicos passam por seleção realizada pelo Ministério da Saúde e, posteriormente, escolhem os municípios onde desejam atuar. “O município não faz a seleção direta desses profissionais. Eles passam por avaliação do Ministério da Saúde e selecionam os municípios onde desejam trabalhar. Fomos surpreendidos por essa situação”, declarou.

Conforme informado pela gestão municipal, o médico atuava na atenção básica desde julho de 2025 e, até o momento da prisão, não havia registros ou denúncias formais relacionadas à atuação dele em Tangará da Serra.
A Prefeitura destacou que, nos casos de contratação direta pelo município — como concursos públicos e processos seletivos — os candidatos passam por análise documental e apresentação de certidões judiciais. No caso dos profissionais do programa Mais Médicos, entretanto, a seleção é conduzida pelo Governo Federal, sem participação direta do município na escolha dos profissionais.
Ainda de acordo com a administração municipal, quando os médicos chegam ao município, é realizada a conferência da documentação necessária, incluindo certidões judiciais de primeiro e segundo grau. No caso do profissional preso, as certidões consultadas pelo CPF não apresentavam apontamentos.
A gestão explicou que o processo judicial tramitava sob segredo de justiça e ainda não havia trânsito em julgado, motivo pelo qual as informações não constavam nas certidões emitidas à época da contratação.
O município informou também que a única contrapartida da prefeitura em relação aos médicos do programa é o custeio da moradia dos profissionais.
Atualmente, Tangará da Serra conta com 28 médicos atuando na rede pública municipal, sendo 21 vinculados ao programa Mais Médicos e lotados na atenção básica.
Durante a coletiva, a Prefeitura informou ainda que já solicitou oficialmente o desligamento do profissional do programa no município, após tomar conhecimento do caso.
A administração municipal afirmou acompanhar a situação junto às autoridades competentes e reiterou compromisso com a transparência, a segurança da população e o regular funcionamento dos serviços públicos de saúde.
Com informações da Assessoria de Imprensa e Comunicação