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Circuito Rural

Etanol brasileiro ganha protagonismo estratégico em cenário de tensão global

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A nova safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil começou ainda em abril com projeção histórica de produção e um olhar diferente do mercado internacional sobre o etanol brasileiro. A análise é do jornalista Olmir Cividini, na edição desta sexta-feira (15.05) de sua coluna Circuito Rural, ao abordar o crescimento da importância estratégica dos biocombustíveis diante das tensões geopolíticas que afetam o petróleo e os combustíveis fósseis.

Segundo projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2026 deverá alcançar aproximadamente 650 milhões de toneladas de cana, crescimento de cerca de 5% em relação ao ciclo anterior. Mato Grosso responde por aproximadamente 3% dessa produção nacional, com destaque para os municípios de Nova Olímpia, Barra do Bugres e Campo Novo do Parecis, onde estão instaladas três importantes usinas sucroenergéticas.

Lavoura canavieira é uma das forças da economia regional.

Na avaliação apresentada por Cividini, o setor entra na nova safra com uma mudança importante de estratégia industrial: redução da produção de açúcar e ampliação da produção de etanol, movimento alinhado às tendências do mercado internacional.

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O jornalista observa que as incertezas geopolíticas, especialmente os conflitos no Oriente Médio e seus reflexos diretos sobre o petróleo, vêm ampliando o interesse mundial por fontes renováveis de energia. Nesse contexto, o etanol brasileiro passa a ocupar posição estratégica.

Além do impacto sobre o abastecimento global de combustíveis fósseis, a alta volatilidade do petróleo também afeta diretamente o agronegócio brasileiro, altamente dependente do diesel em praticamente todas as etapas da produção agrícola e no escoamento das safras.

Do preparo do solo ao transporte da produção, passando pela mecanização e logística, o diesel segue como um dos principais componentes de custo do agro nacional. Com isso, o avanço dos biocombustíveis surge como alternativa importante para reduzir vulnerabilidades e ampliar a segurança energética.

A análise apresentada no Circuito Rural destaca ainda que o Brasil leva vantagem competitiva nesse cenário internacional, especialmente pela experiência consolidada na produção de etanol em larga escala e pela capacidade de expansão do setor sucroenergético.

Outro ponto observado por Cividini é a ampliação do uso do etanol brasileiro em novos modais de transporte, incluindo projetos ligados aos setores marítimo e aéreo, segmentos que buscam alternativas para reduzir emissões e diminuir dependência dos derivados de petróleo.

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O jornalista ressalta que o movimento internacional em direção aos combustíveis renováveis deixou de ser apenas uma pauta ambiental e passou a integrar estratégias econômicas, logísticas e de segurança energética em várias partes do mundo.

A coluna Circuito Rural desta sexta-feira também traz outras informações relacionadas ao agronegócio, acompanhando tendências de mercado, produção e economia regional ligadas ao setor.

Ouça a íntegra do Circuito Rural clicando abaixo:

(Foto do topo: IA)

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Circuito Rural

Incertezas e política no STF e compras chinesas de soja dos EUA ampliam cautela do produtor

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Coluna Circuito Rural destaca preocupação do agro com a segurança jurídica e os efeitos da volta da China ao mercado americano de soja.

A coluna Circuito Rural desta sexta-feira (18), do jornalista Olmir Cividini, começa com uma análise crítica do julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (16), classificado pelo comentarista como “patético”.

Segundo Cividini, entidades do setor manifestaram preocupação com o ambiente institucional e os possíveis reflexos de uma crise no Supremo sobre a segurança jurídica no país. Para o agro, regras claras e previsíveis são fundamentais para garantir investimentos, produção, emprego e renda.

A coluna lembra que decisões do STF sobre marco temporal, direito de propriedade, conflitos fundiários e legislação ambiental podem interferir diretamente na atividade rural e no patrimônio dos produtores. Na avaliação do jornalista, a instabilidade institucional deixa de ser apenas uma questão política ou jurídica e passa a representar também um risco econômico.

Na sequência, o comentário aborda a retomada das compras de soja dos Estados Unidos pela China, justamente no início do plantio da safra 2026/27 em Mato Grosso. Os chineses já teriam contratado quase 9 milhões de toneladas da próxima temporada americana, movimento que ajudou a elevar as cotações da oleaginosa em Chicago.

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A valorização é positiva para a formação dos preços no Brasil, mas também aumenta a concorrência pelo maior mercado consumidor mundial. Até julho, 72% da soja importada pela China tinham origem brasileira.

O Rabobank alerta que a entrada da soja americana e a possibilidade de novas vendas dos Estados Unidos aos chineses podem limitar as exportações brasileiras no quarto trimestre. Por isso, o produtor mato-grossense inicia a safra com atenção redobrada a quatro fatores: chuva, produtividade, custos e comportamento da China.

Ouça o Circuito Rural na íntegra:

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