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Circuito Rural

Com previsão de forte El Niño a partir de junho, MT projeta safra 2026/27 sob risco climático

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A safra 2026/2027 começa sob atenção: a possível formação de um El Niño a partir de junho, com consolidação no segundo semestre. O fenômeno deve coincidir com a janela de plantio da soja, elevando o risco nas principais regiões produtoras de Mato Grosso.

Este é o tema central do Circuito Rural desta sexta-feira (17,04). Segundo Olmir Cividini, autor da coluna, o estado pode enfrentar um “combo” preocupante: calor intenso, veranicos prolongados e chuvas mal distribuídas, com pancadas fortes e volumes concentrados.

Nestas condições, o que poderá ocorrer nas principais regiões produtoras?

  • No Chapadão dos Parecis, o impacto tende a vir da irregularidade das chuvas, com possibilidade de replantios pontuais e aumento de custos.
  • No Sudoeste, o risco é maior: veranicos e calor podem afetar diretamente a produtividade, sobretudo em solos com menor retenção de umidade.
  • No Alto Teles Pires, o principal desafio será o calendário. Atrasos no plantio da soja podem comprometer o milho safrinha, reduzindo o potencial da segunda safra.

De forma geral, o cenário aponta para temperaturas mais elevadas e maior demanda hídrica, pressionando o desempenho das lavouras. Não há indicação de quebra generalizada, mas de maior variabilidade nos resultados.

A safra tende a ser mais técnica e menos previsível, exigindo planejamento e resposta rápida às condições climáticas.

Para ouvir a íntegra do Circuito Rural desta sexta, clique abaixo:

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Circuito Rural

Medidas de China e Rússia afetam o agro; ciclo da soja encerrado entre recordes e desafios

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O mercado internacional sente os efeitos da suspensão temporária das exportações de fertilizantes nitrogenados pela China e pela Rússia. A medida, associada a instabilidades geopolíticas, atinge o agronegócio, com impacto direto no Brasil, que depende majoritariamente da importação desses insumos.

O tema é abordado na coluna semanal do jornalista Olmir Cividini, de Tangará da Serra.

Suspensão

China e Rússia anunciaram, em março de 2026, restrições e suspensões temporárias nas exportações de fertilizantes nitrogenados. O objetivo é garantir o abastecimento interno e conter a alta de preços durante os períodos de plantio. As medidas envolvem dois dos principais fornecedores globais e ampliam o risco de desabastecimento, além de pressionar os custos de produção agrícola, especialmente no Brasil.

  • Rússia: suspendeu as exportações de nitrato de amônio por um mês, até 21 de abril de 2026, priorizando o plantio de primavera. A medida atinge parcela relevante do comércio global do produto.
  • China: restringiu exportações de ureia, fertilizantes fosfatados (DAP e MAP) e parte dos NPK, com controle previsto até agosto de 2026. A ação busca estabilizar preços internos e garantir segurança alimentar.
  • Impacto global: a redução da oferta elevou os preços, com registros de aumento de até 40% na ureia, em patamares próximos aos observados durante a crise energética de 2022.
  • Brasil: a dependência de importações amplia o risco de desabastecimento e pressiona os custos no campo.
  • Fatores adicionais: aumento da demanda global e incertezas logísticas, incluindo restrições no Estreito de Ormuz, contribuem para o cenário.

Ciclo da soja encerrado

A coluna também aborda o ciclo da soja 2025/26 em Mato Grosso, encerrado com produção recorde, mas com dificuldades operacionais e pressão sobre a rentabilidade.

A colheita alcançou volumes históricos, porém o fim do ciclo foi marcado por chuvas intensas em algumas regiões, o que afetou a logística e elevou os custos.

Destaques da safra 2025/26 em Mato Grosso:

  • Produção: dados revisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam colheita de 51,56 milhões de toneladas, o maior volume já registrado no estado.
  • Área: Mato Grosso superou 3 milhões de hectares cultivados, mantendo a liderança nacional e participação superior a 30% da produção brasileira.
  • Chuvas: precipitações intensas no fim da colheita, principalmente no sudeste do estado, danificaram estradas e dificultaram o escoamento.
  • Custos: despesas com diesel e fertilizantes seguem elevadas, reduzindo as margens dos produtores em um cenário de preços ajustados.
  • Sanidade: registros de podridão de vagens na região médio-norte provocaram perdas localizadas.

Cronograma

O calendário agrícola mantém o plantio da soja em Mato Grosso até o início de janeiro, enquanto o vazio sanitário se estende até meados de setembro, período que antecede o próximo ciclo.

Na sequência, a íntegra da coluna de Olmir Cividini.

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