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Motorista de caminhonete poderá responder por homicídio culposo e lesão corporal

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Uma tragédia marcou o final da semana que passou, em Tangará da Serra. Duas mulheres, de 46 e 26 anos, morreram após uma caminhonete invadir uma residência no início da noite de sexta-feira (27), no bairro Vila Goiás. As vítimas, mãe e filha, estavam sentadas na área da casa quando foram atingidas.

De acordo com a Polícia Militar, cinco crianças também estavam no local, e uma delas sofreu ferimentos leves. O veículo, uma F4000 carregada com galões de água, teria perdido o controle ao tentar dar a partida, descendo de ré por uma rua em declive e atingindo o imóvel.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu atenderam a ocorrência. Parte da estrutura da residência ficou destruída, com risco de desabamento. A Politec realizou a perícia, e a Polícia Civil investiga as circunstâncias do caso.

As vítimas foram identificadas como Rosa dos Santos, de 46 anos, e a filha, Jaqueline Alves dos Santos, de 26 anos (imagem acima). O sepultamento ocorreu na tarde de sábado (28).

Possíveis enquadramentos

Segundo apurado pela redação junto a especialistas em Direito Penal, o motorista da caminhonete envolvida na tragédia poderá responder por homicídio culposo na direção de veículo automotor (art. 302 do Código de Trânsito Brasileiro). Nesse tipo de crime, não há intenção de matar, mas o resultado pode decorrer de imprudência, negligência ou imperícia.

O condutor também poderá responder por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor (art. 303 do CTB), em razão da criança que sofreu ferimentos.

Ainda conforme a análise, a conduta pode ser agravada caso seja constatada ausência de cuidados básicos de segurança, como a tentativa de dar partida em veículo estacionado em declive sem medidas adequadas de contenção, o que pode caracterizar negligência.

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PJC cumpre mandados para apurar esquema de corrupção em hospital de Campo Novo

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Investigações iniciaram após denúncia de oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI ligada ao atendimento prestado pela unidade hospitalar

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Silêncio Comprado para cumprir 20 ordens judiciais relacionadas a um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis.

As medidas, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo de Tangará da Serra, incluem mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de valores, medidas cautelares diversas da prisão e quebras de sigilo telefônico e telemático.

Os mandados são cumpridos em Campo Novo do Parecis, Arenápolis e nas cidades paulistas de Barueri e Cotia. O objetivo é reunir provas, dimensionar a extensão dos fatos investigados e preservar recursos públicos.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram suposta tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nº 01/2025, instaurada para investigar possíveis irregularidades na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst.

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncia encaminhada pelo Ministério Público sobre suposta oferta de vantagem indevida para influenciar integrantes da CPI, além de indícios de irregularidades na execução de contratos de gestão da unidade hospitalar.

Entre os fatos apurados estão suspeitas de pagamentos por serviços não prestados, emissão de notas fiscais fraudulentas ou ideologicamente falsas, movimentação irregular de recursos públicos e possível desvio de valores ligados à administração do hospital.

De acordo com a Deccor, os elementos reunidos até o momento apontam, em tese, para a prática de crimes contra a administração pública, especialmente corrupção ativa, sem prejuízo da apuração de outros delitos no decorrer das investigações.

A operação contou com apoio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), das delegacias de Arenápolis e Campo Novo do Parecis, além da Polícia Civil de São Paulo.

O nome da operação, Silêncio Comprado, faz referência à denúncia de suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI, fato que originou a investigação.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, por meio da Operação Pharus, voltada ao combate de grupos criminosos no estado.

(Assessoria PJC-MT)

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