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Dengue “com sinais de alarme” leva paciente à UTI; bairros têm ação de combate ao vetor

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A dengue motivou a internação de uma pessoa na UTI de um hospital particular de Tangará da Serra neste início de ano. O caso envolve uma jovem em torno de 20 anos de idade, que foi diagnosticada com “dengue com sinais de alarme”, estágio que indica possibilidade de avanço para “dengue grave” (anteriormente classificada como hemorrágica).

O caso reforçou o estado de alerta no município, que em 2025 registrou um índice de infestação de praticamente 80% nos imóveis da área urbana. O número contrasta com a redução de 90% dos casos de arboviroses registrada em Tangará da Serra no ano passado (1.128 casos de dengue, chikungunya e zika), em relação a 2024, quando houve um “boom” de mais de 10 mil casos registrados.

Combate ao vetor

Uma medida do poder público local para tentar bloquear a proliferação do mosquito Aedes aegypti é a aplicação de inseticida com uma combinação das moléculas praletrina e imidacloprida, através de bombas costais (Ultra Baixo Volume – UBV costal).

No início da semana, equipes da Vigilância Ambiental cobriram áreas como o Jardim Rio Preto e Cidade Alta.

Os trabalhos já são realizados nos bairros, rua por rua, domicílio por domicílio. Os moradores são alertados da aplicação e orientados a alguns cuidados, como cobrir alimentos e proteger os animais domésticos.

Infestação

Praticamente oito em cada dez imóveis da área urbana de Tangará da Serra está infestado pelo mosquito Aedes aegypti, que transmite doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A proporção é um indicador alarmante e preocupa as autoridades sanitárias locais.

Segundo levantamento – LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti) – realizado nos meses finais do ano passado pelo município, um índice de infestação chegou a 7,8. Essa medição é quase o dobro do índice 4, que indica grau de alto risco.

O levantamento consistiu numa amostragem de 2.158 domicílios e considerou os índices verificados nas armadilhas para o Aedes aegypti (ovitrampas).

Os altos índices constatados pelo levantamento indicam uma problema crônico grave atribuído à população: a falta de cuidado com os quintais e o velho e condenável hábito de desovar lixo e outros materiais descartáveis em terrenos baldios.

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ARBOVIROSES

Governo orienta para combate na baixa temporada; Tangará acumula 10 mil casos no ano

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Quatro estados brasileiros e os respectivos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) receberam orientações do Ministério da Saúde sobre as ações que devem ser realizadas no período de baixa transmissão de dengue. O objetivo é diminuir os impactos da arbovirose após a temporada de chuvas em São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

Em Tangará da Serra, dados atualizados até o último dia 24 apontam para 10.151 casos de arboviroses, sendo 4.177 pacientes com dengue, 53 com zika vírus e 5.921 moradores acometidos por chikungunya. Os óbitos somaram 10 nesse ano.

Tangará da Serra: Com 10.151 casos, município foi recorde nas arboviroses no estado em 2024.

Os números destas moléstias em 2024, em Tangará da Serra, extrapolaram em 10 vezes mais (1.060%) o total verificado ano passado, quando foram notificados 875 casos, a maioria (868) de dengue. O município teve recorde de casos de arboviroses, com o maior número de pacientes em todo o estado, à frente, inclusive, de Cuiabá.

Fase propícia

Segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde, “o período de baixa ocorrência de dengue é ideal para unir esforços com estados e municípios e implementar ações que vão impactar positivamente no próximo período sazonal de arboviroses”.

Os estados foram orientados a realizar mais testes laboratoriais de dengue, reforçar ações de controle do mosquito e fazer uma força-tarefa para encerrar os óbitos em investigação. Além disso, a secretaria disponibilizou a própria equipe técnica para ir aos territórios e apoiar os estados nessas ações.

Plano de Ação

Para tentar combater os casos e óbitos por dengue, chikungunya, Zika e oropouche no próximo período sazonal no Brasil, o governo federal lançou o Plano de Ação para redução da dengue e outras arboviroses.

O documento foi elaborado por pesquisadores, gestores e técnicos estaduais e municipais, além de profissionais de saúde que atuam diretamente com as comunidades e conhecem os desafios regionais para o combate das arboviroses. Dessa forma, o plano de combate às doenças tem como base as evidências científicas mais atualizadas, além do apoio de novas tecnologias.

O investimento anunciado pelo Ministério da Saúde é de R$ 1,5 bilhão para aplicar em seis eixos de atuação: Prevenção; Vigilância; Controle vetorial; Organização da rede assistencial e manejo clínico; Preparação e resposta às emergências e Comunicação e participação comunitária.

Números no Brasil

O Brasil já registrou 6.545.062 casos prováveis de dengue em 2024, segundo o Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde. O coeficiente de incidência é de 3.223,2 casos a cada 100 mil habitantes. Desde o começo do ano, foram contabilizados 5.680 óbitos pela doença e outros 1.384 ainda estão em investigação.

São Paulo lidera entre os estados com 2.132.735 casos prováveis de dengue em 2024, seguido por Minas Gerais (1.689.699) e Paraná (651.361). Entre os óbitos, os três estados também lideram o ranking: São Paulo com 1.871 mortes por dengue, Minas Gerais, com 1.060, e Paraná, com 682.

(Redação, com informações de Brasil 61)

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