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Turismo frustrado

Abusos e truculência de barraqueiros afastam turistas e prejudicam Porto de Galinhas

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Cadeiradas, socos, tapas, empurrões, areia jogada no rosto, ofensas verbais, preços abusivos, péssimo atendimento… Esse é o quadro pintado por barraqueiros de um dos mais destacados destinos turísticos do Nordeste.

O episódio envolvendo os turistas Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, de Tangará da Serra (MT), não é isolado. Publicações nas redes sociais reúnem queixas de consumidores sobre preços abusivos, ameaças e condutas intimidatórias por parte de comerciantes da orla.

Diante da repercussão, a Prefeitura de Ipojuca, onde se localiza Porto de Galinhas, anunciou a suspensão por uma semana da barraca em que ocorreram as agressões e o afastamento de garçons e atendentes envolvidos até a conclusão do inquérito policial.

Turistas de Mato Grosso ainda foram agredidos quando já estavam a bordo da viatura Guarda Vidas.

O município também informou que reforçará a fiscalização, com maior presença da Guarda Municipal e de órgãos como a Secretaria de Meio Ambiente e o Procon. A meta é coibir práticas como venda casada, imposição de consumo mínimo e abordagens irregulares a turistas, a exemplo da atuação de flanelinhas e vendedores ambulantes fora das normas.

O Governo de Pernambuco comunicou a instauração de inquérito e a responsabilização dos agressores. Em publicação nas redes sociais, a governadora Raquel Lyra afirmou que o episódio será tratado como “crime grave” cometido contra turistas que visitavam o estado.

A Associação de Barraqueiros do Litoral de Ipojuca (ABLI) divulgou nota afirmando que aguarda o desfecho das investigações e declarou repúdio à violência.

Na mesma linha, o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Pernambuco (Abrasel-PE), Tony Sousa, lamentou o ocorrido e afirmou que as ações do poder público podem transformar a crise em oportunidade para a melhoria dos serviços e a recuperação da imagem do destino turístico.

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Turismo frustrado

Selvageria: Agressores de turistas em Porto de Galinhas responderão a inquérito policial

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Ao menos 14 pessoas já foram identificadas como participantes das agressões a um casal de turistas de Mato Grosso na praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco, na tarde do último sábado (27). Elas serão indiciadas criminalmente e devem responder por lesão corporal. A polícia também apura a possibilidade de enquadramento por retaliação discriminatória e por formação de bando, caso fique comprovada a organização do grupo para a prática das agressões e a existência de delimitação territorial com fins comerciais abusivos.

Raquel Lyra (PSD), governadora de Pernambuco: “turistas foram espancados de maneira brutal por criminosos que ali estavam na praia”.

Na segunda-feira (29), o Governo de Pernambuco divulgou nota informando que acompanha o caso e que parte dos envolvidos já foi identificada. “Até o momento, 14 pessoas foram identificadas e serão indiciadas em inquérito policial”, diz o comunicado oficial, assinado pela governadora Raquel Lyra. Ela afirmou que afirmou nas redes sociais que o episódio é tratado como crime e classificou as agressões como “absolutamente inadmissíveis”, assegurando que o caso será apurado como crime cometido “contra dois turistas que vieram visitar o estado”.

As agressões ocorreram contra os empresários Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, de Tangará da Serra, que visitavam a praia localizada em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. A investigação está a cargo do setor de inteligência da Secretaria de Defesa Social (SDS).

Em nota, o Governo de Pernambuco informou que reforçou a segurança em Porto de Galinhas e que o episódio foi discutido em reunião com representantes da Secretaria de Defesa Social, Polícias Militar e Civil, Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, Procon e Prefeitura de Ipojuca.

Ação criminosa

As agressões começaram após barraqueiros cobrarem valor superior ao previamente combinado pelo aluguel de cadeiras e guarda-sol.

Segundo relato das vítimas, um homem que se apresentou como proprietário de uma barraca ofereceu o serviço por R$ 50, mas, no momento do pagamento, passou a exigir R$ 80. Ao contestarem a cobrança, os turistas foram agredidos com socos e cadeiradas. Em seguida, outras pessoas se juntaram à ação, cercando as vítimas.

Os dois conseguiram fugir em direção a uma viatura da Guarda-Vidas que atuava na praia. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram que as agressões continuaram mesmo após o casal já estar abrigado no veículo.

Johnny Andrade informou que pretende acionar judicialmente a Prefeitura de Ipojuca e o Governo de Pernambuco, responsabilizando os entes públicos pelos danos, prejuízos e constrangimentos sofridos.

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