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Infraestrutura & Logística

Chico Guarnieri destaca importância da MT-247 na integração regional após estadualização

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Trecho entre Barra do Bugres e Lambari D’Oeste, já em pavimentação, terá papel estratégico no escoamento da produção agropecuária, com ligação à ZPE e futura hidrovia.

A região sudoeste de Mato Grosso passa a contar com mais uma rota de integração regional: a MT-247, que liga Barra do Bugres a Lambari D’Oeste. O trecho de 97 quilômetros já está em processo de pavimentação.

O Projeto de Lei nº 310/2025, aprovado recentemente pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), consolida essa alternativa logística ao elevar a via – antes considerada estrada vicinal – à condição de rodovia estadual. A MT-247 conectará os dois municípios a outras rotas importantes, como as MTs-246, 343 e 170. A partir desta última, mais 103 quilômetros levam a Cáceres, onde opera a Zona de Processamento de Exportação (ZPE).

Interligação Barra – Lambari – Cáceres beneficiará a região, no futuro, com a intermodalidade.

No futuro, a liberação do Tramo Norte do rio Paraguai para navegação comercial, a partir de Cáceres, ampliará o potencial da rodovia, que passará a integrar o sistema intermodal rodovia-hidrovia, formando um corredor estratégico de exportação.

Além da função logística, a MT-247 servirá ao transporte escolar e facilitará a mobilidade entre Barra do Bugres e Lambari D’Oeste. Atualmente, a manutenção da estrada é responsabilidade das prefeituras, que, segundo o deputado estadual Chico Guarnieri, enfrentam sérias restrições orçamentárias para custear a conservação.

Obras de pavimentação na MT-247: importância estratégica e integração regional.

Para o parlamentar, a estadualização da via representa um avanço decisivo para a região. “Essa estrada é crucial tanto para o desenvolvimento econômico quanto para o dia a dia da população. Com o Estado assumindo a responsabilidade, poderemos garantir um trabalho de manutenção mais eficiente e contínuo”, afirmou Guarnieri.

Acompanhamento da pauta

Desde o início do mandato, Guarnieri acompanha a demanda pela estadualização da via. Em março, recebeu membros da Associação Intermunicipal dos Beneficiários da Integração Logística Oeste-Sudoeste e reafirmou apoio à causa.

Em maio, liderou uma comitiva até a prefeitura de Cáceres, onde apresentou a proposta e defendeu a medida como alternativa para reduzir custos das administrações municipais e favorecer o transporte de produtos agrícolas, pecuários e minerais, como o calcário, que sustentam a economia da região.

No fim de junho, o deputado organizou nova visita de caráter regional, com participação de outros parlamentares e representantes da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). Durante o encontro com lideranças locais e membros da Associação, reforçou ao governo estadual a urgência da estadualização e destacou o impacto positivo da pavimentação da MT-247 na integração regional.

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Infraestrutura & Logística

Aeroporto de Tangará da Serra integra pacote ligado à concessão do aeroporto de Brasília

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O leilão que definirá a gestão do Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, terá reflexo direto em Tangará da Serra. A empresa vencedora da concessão do terminal da capital federal deverá assumir também a gestão de dez aeroportos regionais de pequeno porte, três deles em Mato Grosso.

A medida é uma estratégia do governo federal, usando um grande aeroporto rentável como “âncora” para viabilizar investimentos em aeroportos menores, dentro da mesma concessão.

Entre os terminais incluídos no pacote do leilão em Brasília está o aeroporto regional de Tangará da Serra. Também integram a lista os aeroportos de Juína e de Cáceres, igualmente em território mato-grossense.

Além desses, estão previstos aeroportos regionais em Mato Grosso do Sul — Bonito, Dourados e Três Lagoas —, dois em Goiás — São Miguel do Araguaia e Alto Paraíso —, além de Ponta Grossa, no Paraná, e Barreiras, na Bahia. Todos os terminais passaram por inspeção prévia da atual concessionária do aeroporto de Brasília, a Inframérica.

Os investimentos estimados somam cerca de R$ 500 milhões para adequar os aeroportos às operações de aeronaves e ao atendimento de passageiros.

Benefícios

Para uma cidade polo como Tangará da Serra, um aeroporto regional não é apenas uma obra de transporte. Ele funciona como infraestrutura estratégica de integração econômica, reduzindo distâncias e ampliando a capacidade de atração de negócios, fortalecendo o papel de polo regional de Tangará da Serra.

A região é fortemente baseada no agronegócio. Nesse contexto, um aeroporto regional facilita deslocamento de técnicos e executivos de empresas do setor, facilita a chegada de investidores e compradores, além de proporcionar operações corporativas rápidas.

Modelo

A gestão do Aeroporto Internacional de Brasília deverá ir a leilão no segundo semestre deste ano, após a atual concessionária, Inframérica, registrar prejuízos acumulados ao longo de anos de operação.

Os valores mínimos da concessão ainda não foram divulgados. O processo, no entanto, deverá seguir modelo semelhante ao adotado na relicitação do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, que estabeleceu pagamento inicial de R$ 982 milhões pela outorga, além de repasse de 20% do faturamento anual e cumprimento de cronograma de investimentos em melhorias estruturais.

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