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Frente fria pode surpreender e derrubar temperaturas para até 12°C em Tangará da Serra

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A chegada de uma frente fria pode trazer mudanças significativas para o clima em Mato Grosso nos próximos dias. A previsão do tempo para esta sexta-feira, 8 de agosto, indica estabilidade atmosférica e baixa umidade relativa do ar em toda a região Centro-Oeste. Contudo, um alerta emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta para uma queda nas temperaturas que pode surpreender os moradores, principalmente do Sul e Sudoeste do estado.

Em Tangará da Serra, no Sudoeste do estado, a mínima pode chegar a 12°C entre sábado e segunda-feira, com máximas variando entre 23°C e 29°C. Para esta sexta-feira, os termômetros devem registrar mínimas de 19°C e máximas de 30°C. A sensação térmica, no entanto, pode ser mais fria com a chegada da frente fria, que promete uma queda de até 5°C na região.

Na sequência, gráfico indicativo do comportamento da temperatura no sábado, dia 09/08.

Imagem: MSN Clima

A Baixada Cuiabana também sentirá os efeitos da mudança no tempo. A capital mato-grossense poderá ter mínimas de 10°C e máximas que podem girar em torno dos 34°C. Municípios como Barra do Bugres, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Diamantino e Reserva do Cabaçal também sentirão os efeitos da friagem. Nestes locais, devido à altitude, as quedas de temperatura são mais acentuadas, e os termômetros podem marcar mínimas abaixo dos 15°C, especialmente nas primeiras horas da manhã.

Leia mais:  Iphan realiza vistoria em áreas de interesse arqueológico de comunidades quilombolas

A previsão aponta que essa frente fria será passageira, mas a oscilação nas temperaturas pode afetar a rotina da população, principalmente nas atividades ao ar livre, no campo e em áreas rurais. A orientação do Inmet é para que a população se prepare para os reflexos desse fenômeno e adote medidas de proteção contra o frio intenso, como o uso de agasalhos e a hidratação adequada.

Com o início da próxima semana, a tendência é de uma ligeira recuperação nas temperaturas, mas o clima ameno e a umidade do ar mais baixa deverão continuar marcando presença na região Centro-Oeste, ao menos até o início da segunda quinzena do mês. A partir daí, Mato Grosso deverá experimentar temperaturas mais altas.

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Iphan realiza vistoria em áreas de interesse arqueológico de comunidades quilombolas

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Uma equipe técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) percorre nesta semana a região de Porto Estrela e Barra do Bugres, no oeste-sudoeste de Mato Grosso, para uma agenda de fiscalização relacionada a pesquisas e sítios arqueológicos existentes na área. O foco da atividade envolve territórios tradicionalmente ocupados por comunidades quilombolas.

A atuação do Iphan é voltada ao acompanhamento de pesquisas arqueológicas autorizadas pelo órgão. Entre os locais de interesse está o sítio arqueológico Laje de Pedras, situado em área tradicionalmente ocupada por comunidades quilombolas da região.

A atividade ocorre no contexto da Portaria nº 79/2026, publicada em agosto no Diário Oficial da União, que autoriza ou renova projetos de pesquisa arqueológica em diferentes estados, entre eles Mato Grosso. As autorizações estabelecem condições para a realização dos trabalhos e permitem ao Iphan acompanhar e fiscalizar a execução das pesquisas.

(*) Veja a Portaria 79/2026: PORTARIA 79 2026 – IPHAN

Nos trabalhos de campo, os técnicos verificarão as condições dos locais pesquisados e o cumprimento das exigências estabelecidas para as atividades arqueológicas, além de observar aspectos relacionados à preservação do patrimônio arqueológico.

Território quilombola sofre com problemas ambientais, pressão de posseiros e pesca predatória.

A presença da equipe ocorre em uma região que reúne comunidades tradicionais e áreas de interesse histórico e arqueológico que remontam ao período pré-colonial. As comunidades quilombolas também enfrentam outros problemas, entre eles queimadas, dificuldades relacionadas à produção agrícola e questões de saúde. A região registra ainda ocorrências de pesca predatória, como a registrada no rio Jauquara em julho, além de conflitos internos e relatos de pressão de posseiros sobre territórios tradicionalmente ocupados.

Leia mais:  Iphan realiza vistoria em áreas de interesse arqueológico de comunidades quilombolas

A fiscalização do patrimônio arqueológico integra as atribuições do Iphan, que acompanha pesquisas autorizadas e adota medidas destinadas à proteção dos sítios arqueológicos. A legislação brasileira estabelece proteção específica para esses bens, independentemente de eventual processo de reconhecimento ou tombamento.

A expectativa é que, após o retorno da equipe de campo, o Iphan realize uma reunião por meio virtual com representantes das comunidades para apresentar os resultados da fiscalização e esclarecer dúvidas sobre os procedimentos relacionados às pesquisas arqueológicas e à proteção do patrimônio existente na região.

(*) Abaixo, vídeo de pesca predatória na localidade.

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