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Infraestrutura & Logística

Faixa de Fronteira: Região poderá receber apoio do Calha Norte para obras em rodovias

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Pavimentação da MT-175 e implantação de uma nova rodovia para integração das regiões do Chapadão do Rio Verde e Oeste de Mato Grosso. Este foi o objetivo da presença de representantes da região, na última sexta-feira (23), em Brasília, no Ministério da Defesa, escritório do Programa Calha Norte.

A reunião foi articulada pelo superintendente de associações de produtores, Edilson Sampaio, que liderou grupo composto pelo presidente da Associação Intermunicipal Vale do Jauru, José Carlos Scolaro Júnior, e pelos produtores e empresários Lorenzo Tiso e Wagner Clemente. O grupo foi recepcionado pelo diretor do Calha Norte, General Ubiratan Poty, e pelo Coronel Wagner Lauduger Marinho, gerente de departamento do programa federal.

Pleitos

Na ocasião foi protocolado junto ao Calha Norte pedido de recursos federais para projeto executivo e pavimentação da MT-175, desde o entroncamento com a MT-358, no Chapadão do Rio Verde/Itanorte (divisa Tangará da Serra/Campo Novo do Parecis), até a cidade de Reserva do Cabaçal, numa extensão de 102 quilômetros.

MT-175 é importante ligação entre o Chapadão do Rio Verde e Reserva do Cabaçal.

Outro pleito foi a implantação de uma nova rodovia, localizada 50 quilômetros ao sul de Itanorte, para ligação com a MT-388, até cidade de Jauru, onde estão em construção duas novas PCH’s nos rios Jauru e Guaporé. Os dois empreendimentos serão fundamentais para oferta de energia na região.

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“Estamos trabalhando desde o primeiro semestre nesse projeto, pelo potencial da região, que tem recebido novos moradores e investimentos privados, e pela necessidade de avançarmos em logística regional. Por ser uma região de fronteira, de cobertura do Calha Norte, vislumbramos a possibilidade de apoio lá de Brasília”, observou Edilson Sampaio.

Para o empresário Lorenzo Tiso, a MT-175 e a rodovia que se pretende abrir serão importantes vias para escoar a produção da região e alavancar novas oportunidades de negócios. Ele destaca que as rodovias beneficiarão uma grande região entre o Chapadão do Rio Verde e a Grande Cáceres, um quadrante produtivo com grandes lavouras de grãos (soja e milho), algodão, pecuária leiteira e de corte, além da silvicultura.

Nesta grande área produtiva se localizam municípios como Salto do Céu, Rio Branco, Araputanga, São José dos Quatro Marcos, Mirassol D’Oeste, Figueirópolis D’Oeste, Jauru e Curvelândia. Os dois trechos encurtarão a distância com os terminais portuários de Cáceres, onde começará a operar, em breve, a Hidrovia do rio Paraguai. “Vamos promover, com estas duas rodovias, integração e desenvolvimento regional”, observou o empresário.

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Projetos

Edilson articulou reunião com diretor do Calha Norte, General Ubiratan Poty, e o Coronel Wagner Lauduger Marinho, gerente de departamento do programa federal.

No caso da MT-175, concluído o projeto e sendo o mesmo aprovado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT), o próximo passo será licitar a obra. A partir de então poderá ocorrer o processo licitatório já em 2023, com início das obras previsto para o mesmo ano.

Segundo dados de uma consultoria, hoje a MT-175 é responsável pelo escoamento de 120 mil toneladas de grãos/safra e 15 mil toneladas de caroço de algodão, além de cargas gerais, como grãos (milho produzido no Chapadão do Rio Verde, destinado a abastecer os inúmeros confinamentos de gado de corte e rebanho leiteiro), biomassa, areia grossa (construção civil), madeira produzida em florestas plantadas de eucalipto, além de cargas vivas.

Quanto ao pleito pela nova rodovia, o objetivo é proporcionar conexão com a MT-388 (rodovia entre-rios), em cujas imediações estão sendo construídas duas pequenas centrais hidrelétricas, uma delas a PCH Estivadinho III, que terá capacidade instalada de geração de 10 MW.

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Infraestrutura & Logística

Primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual será inaugurado neste sábado

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Neste sábado, 20 de junho, será inaugurado em Dom Aquino o primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, considerada a primeira ferrovia construída a partir de autorização de um governo estadual no Brasil. O empreendimento representa um marco para a infraestrutura logística do Estado e promete fortalecer a competitividade do agronegócio mato-grossense nos mercados nacional e internacional.

A cerimônia ocorrerá às margens da BR-070, onde foi implantado o terminal multimodal que passa a desempenhar papel estratégico no novo corredor logístico estadual. O local funcionará como ponto de integração entre os modais rodoviário e ferroviário, recebendo cargas transportadas por caminhões para posterior embarque nos trens.

Com a entrada em operação do terminal, Dom Aquino assume posição de destaque na logística de Mato Grosso. A cidade sediará uma das principais estruturas da nova malha ferroviária, transformando uma região tradicionalmente agrícola em importante centro de distribuição e escoamento da produção.

Novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano.

O trecho inaugural possui aproximadamente 162 quilômetros de extensão e liga Rondonópolis ao terminal instalado em Dom Aquino. A obra integra a primeira fase da Ferrovia Estadual, que demandou investimentos da ordem de R$ 5 bilhões e é considerada atualmente um dos maiores projetos privados de infraestrutura logística em execução no país.

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Quando totalmente concluída, a ferrovia terá cerca de 743 quilômetros de extensão, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e contando ainda com um ramal estratégico para Cuiabá.

O novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho. A estrutura definitiva deverá ser concluída no segundo semestre de 2026, ampliando significativamente a capacidade de escoamento da produção agrícola estadual.

A chegada dos trilhos a regiões mais próximas das áreas produtoras é uma reivindicação histórica do setor produtivo. Desde a implantação da Ferronorte em Rondonópolis, em 2013, produtores rurais, empresários e lideranças políticas defendiam a expansão da malha ferroviária para o médio-norte do Estado, reduzindo custos logísticos e aumentando a eficiência no transporte de cargas.

Além dos benefícios econômicos, o projeto também é apontado como importante aliado da sustentabilidade ambiental. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o transporte ferroviário apresenta menores índices de emissão de carbono quando comparado ao modal rodoviário, contribuindo para uma logística mais limpa e eficiente.

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Na mesma linha, a vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, destaca que a expansão ferroviária fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro e amplia a capacidade de conexão das cadeias produtivas aos mercados internacionais. Para ela, os trilhos representam uma solução de longo prazo que alia eficiência, segurança e redução das emissões de carbono.

A inauguração deste primeiro trecho simboliza o início de uma nova etapa para a infraestrutura de transportes de Mato Grosso, consolidando o Estado como um dos principais corredores logísticos do agronegócio nacional.

(Fotos Rumo Logística e reprodução Web)

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