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Em Cuiabá, BRT terá vantagens sobre VLT em implantação, custo, mobilidade e tarifa

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A substituição do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) pelo Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), movido a eletricidade, trará melhor mobilidade urbana aos usuários do transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande, conforme apontam estudos elaborados pelo Governo de Mato Grosso e pelo Grupo Técnico criado na Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana.

Os estudos foram utilizados pelo governador Mauro Mendes para solicitar ao Ministério do Desenvolvimento Regional a autorização para substituir a execução das obras do VLT pela implantação do BRT, anunciada na segunda-feira (21) à população.

Alcance social e mobilidade

De acordo com os estudos, a substituição do modal proporcionará maior alcance social e trará mais eficiência do que o atual sistema de transporte coletivo e do próprio VLT, uma vez que vai atingir as regiões mais populosas e, também, mais distantes de Cuiabá e Várzea Grande.

Com o BRT será possível que o ônibus de transporte coletivo municipal circule no mesmo corredor do modal.

Com o BRT será possível que o ônibus de transporte coletivo municipal circule no mesmo corredor do modal. Isso porque a principal característica do BRT otimizado é sua flexibilidade, adaptando-se à geografia urbana e à ocupação do solo, de forma a evitar mais transbordos.

Desse modo, os ônibus do transporte coletivo poderão sair de um bairro, entrar no corredor exclusivo e, sem qualquer integração, seguir para outro bairro distante do corredor estrutural. Tudo isso sem afetar o trajeto fixo que o BRT fará, garantindo assim conforto, agilidade e facilidade de locomoção dos usuários.

Trânsito e integração

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Outra vantagem é a possiblidade de prolongar os corredores do BRT, no futuro, para avenidas importantes de Cuiabá e de grande adensamento de usuários do transporte coletivo. Entre elas as avenidas Getúlio Vargas e Isaac Póvoas, que já são dotadas de faixas exclusivas de ônibus à direita, além da Avenida Beira Rio, para atender a grande demanda de usuários em razão da proximidade com as universidades da região. E também da Avenida República do Líbano, para baldeação dos passageiros da rodoviária e do transporte intermunicipal.

No futuro, corredores do BRT poderão atender avenidas importantes de Cuiabá, como a Isaac Póvoas.

Tal ação evitaria diversos transbordos de passageiros, como era proposto no caso de implantação do VLT.  Isso porque, caso o VLT fosse implantado, o modal teria corredores fixos e estruturados com os trilhos por onde não poderiam passar os ônibus de transporte coletivo municipal.  Assim seriam necessárias maiores transferências dos usuários, de um modal para outro, ao longo das viagens.

Como por exemplo, um usuário que gostaria de sair do bairro Parque do Lago, em Várzea Grande, com destino ao bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. Esse usuário entraria em um ônibus no bairro em Várzea Grande, teria que descer no terminal em frente ao aeroporto, embarcar no VLT, descer no terminal do trem e tomar um ônibus rumo ao bairro de Cuiabá.

Tal situação abriria possibilidade de se criar linhas de ônibus concorrentes com o VLT, para atender a demanda dos usuários por viagens com menos integração e, com isso, piorar o trânsito nas duas cidades. Isso não ocorre com o BRT, já que é possível que as linhas que interligam os bairros continuem em funcionamento, transitando pelo corredor exclusivo.

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Custo e tarifa

“A adoção do BRT com otimizações permite a prestação de um serviço de boa qualidade, proporciona maior área de atendimento (abrangência) e com menores custos de operação, trazendo menor ônus ao erário público e aos clientes do sistema de transporte coletivo”, diz o estudo.

Além disso, o BRT terá uma tarifa mais acessível, na faixa de R$ 3,04, enquanto que com o VLT a tarifa ficaria em torno de R$ 5,28, ainda de acordo com os estudos. Ou seja, mensalmente o VLT demandaria um custo adicional de R$ 1,9 milhão em relação do BRT, que poderiam vir a ser custeados pelos usuários por meio da tarifa.

“Não se está a adotar nenhuma alternativa que deixe de atender qualquer fator que influencie na qualidade do serviço a ser prestado, a modicidade da tarifa, o tempo para a implantação, os custos de implantação e de subsídios e, para o futuro, a mais fácil expansão do sistema para outros corredores troncais”, conclui trecho do estudo.

Para a implantação de toda a infraestrutura do BRT o Governo do Estado se responsabilizará pela realização das obras: corredor segregado, as estações e terminais, os sistemas de monitoramento de frota e segurança e a aquisição dos ônibus movidos a eletricidade.

Os investimentos estimados serão de R$ 430 milhões, com aquisição de 54 ônibus elétricos. As obras devem durar até 24 meses, sendo que este modal é considerado o que apresenta o menor custo e tempo de implantação, além de menor impacto no trânsito.

(Redação EB, com Sinfra-MT)

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Problema antigo: São Jorge enfrenta dificuldades no abastecimento de água na estiagem

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Baixa vazão de poços perfurados pelo Samae mantém distrito dependente de caminhões-pipa; autarquia estuda solução com nova unidade de tratamento

O distrito de São Jorge, em Tangará da Serra, enfrenta dificuldades para manter o abastecimento regular de água, situação agravada pelo período de estiagem e pela baixa vazão dos poços artesianos perfurados para atender à localidade.

O problema não é recente, mas voltou a exigir atenção diante das condições atuais de disponibilidade de água. O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) vem buscando alternativas para ampliar a oferta e encontrar uma solução permanente para o abastecimento do distrito, localizado a cerca de 70 quilômetros da sede do município.

Até o momento, foram perfurados sete poços artesianos na região. Entretanto, apenas um apresentou condições de atendimento, ainda assim com vazão limitada e insuficiente para suprir toda a demanda da área urbana de São Jorge.

Unidade de tratamento

Segundo o diretor do Samae, Marcos Scolari, a autarquia já realiza os levantamentos necessários para a implantação de uma unidade de tratamento e distribuição de água com capacidade de 15 litros por segundo.

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A proposta prevê a utilização de água captada de poço artesiano, que seria submetida ao tratamento necessário antes de ser incorporada ao sistema de abastecimento do distrito.

A medida busca criar uma estrutura capaz de oferecer maior regularidade ao fornecimento e reduzir a dependência das ações emergenciais adotadas atualmente.

Caminhões-pipa na emergência

Enquanto uma solução definitiva não é implantada, o Samae utiliza caminhões-pipa para complementar o abastecimento de São Jorge.

A medida tem caráter paliativo e permite atender a situações em que a oferta regular do sistema não é suficiente para a demanda da população.

O cenário evidencia uma dificuldade comum em localidades cuja disponibilidade de água subterrânea não apresenta vazão suficiente para acompanhar o consumo.

Alternativa envolve propriedade rural

Outra possibilidade em avaliação pelo Samae é uma parceria com uma grande propriedade rural da região que dispõe de um reservatório de água.

A proposta seria utilizar essa disponibilidade para abastecer a área urbana do distrito, com a água passando pelo processo de tratamento antes de ser distribuída à população.

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A alternativa, contudo, envolve uma estrutura de maior porte e depende de estudos, investimentos e definição das condições necessárias para sua implantação. Por isso, não se trata de uma solução imediata.

Problema mostra desafio

A situação de São Jorge expõe uma realidade específica dentro do sistema de abastecimento de Tangará da Serra: garantir água de forma regular exige soluções diferentes conforme as características de cada localidade.

Enquanto o município trabalha na ampliação de sua estrutura geral de captação, tratamento e reservação, o distrito ainda depende de alternativas específicas para superar uma limitação objetiva: a disponibilidade de água com vazão suficiente para atender sua população.

No curto prazo, os caminhões-pipa permanecem como apoio ao abastecimento. Paralelamente, o Samae trabalha na avaliação de uma nova unidade de tratamento e distribuição, que poderá representar uma solução mais permanente para o distrito.

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