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Tragédia na BR-163 foi resultado da combinação de riscos das obras com imprudência

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A BR-163, importante rodovia federal que cruza Mato Grosso, tem sido palco de uma série de tragédias nos últimos anos, e o acidente ocorrido na noite de sexta-feira (08 de agosto) entre um ônibus de passageiros e uma carreta carregada com caroço de algodão (foto do topo) evidencia mais uma vez a combinação fatal entre a insegurança do trecho e a imprudência de motoristas.

No trecho entre Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, onde o fluxo de veículos é intenso e constante, as condições de tráfego têm se deteriorado com o andamento das obras de duplicação. O problema principal reside na única pista disponível para o tráfego, que é estreita e compartilhada entre veículos pesados de carga e outros menores, como ônibus, carros e motos. Esse tráfego misto, aliado à falta de áreas de escape – o que impossibilita manobras de desvio em caso de emergência – transforma a região em um verdadeiro ponto de risco.

Acidente trágico aconteceu em meio a um intenso e pesado tráfego, num trajeto com péssima sinalização.

Na tragédia recente, 11 pessoas perderam a vida e outras 46 ficaram feridas, sendo 12 delas em estado grave. A colisão frontal entre o ônibus, que fazia o trajeto Cuiabá-Sinop, e a carreta ocorreu em uma curva da rodovia, por volta das 21h40, no quilômetro 648. No momento do impacto, o ônibus invadiu a pista contrária, colidindo de frente com o caminhão que transportava caroço de algodão. O motorista da carreta foi socorrido com ferimentos moderados. O acidente foi particularmente trágico porque a colisão ocorreu à noite, em um horário em que o risco de acidentes aumenta consideravelmente, já que as condições de visibilidade são mais adversas.

Acidente deixou saldo trágico de 11 mortos e 46 feridos, sendo 12 em estado grave.

O grande problema nesse trecho não é só a imprudência dos motoristas, mas também a falta de infraestrutura adequada para comportar o volume de tráfego. O trecho Mutum-Lucas é um enorme gargalo, com incontáveis carretas carregadas com grãos e outros produtos representando a maior parte do fluxo. A lentidão e a demora nos “pare-e-siga” incandescem a impaciência de muitos condutores, levando à ações de imprudência. Por isso, muitos motoristas forçam ultrapassagens em locais perigosos e essas manobras arriscadas, misturadas à falta de sinalização e áreas de escape, intensificam ainda mais os riscos. A carreta envolvida no acidente, por exemplo, estava trafegando em um horário não permitido pela legislação, considerando o tipo de carga transportada.

O grande problema nesse trecho não é só a imprudência dos motoristas, mas também a falta de infraestrutura adequada para comportar o volume de tráfego.

Em nota, o presidente do Conselho de Administração da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos, expressou sua consternação com o acidente e destacou o trabalho árduo das equipes de resgate, que atuaram durante toda a noite para socorrer as vítimas. Ele também reforçou o compromisso da concessionária com a duplicação da rodovia e as melhorias na segurança do trecho, lamentando a tragédia e prometendo esforços contínuos para evitar que novos incidentes semelhantes ocorram.

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“Estamos todos consternados com o grave acidente ocorrido na BR-163, que resultou na perda de vidas e muitos feridos. Seguimos trabalhando muito para aumentar a segurança dos usuários e para que fatalidades como esta possam ser evitadas”, afirmou Cidinho Santos, em sua nota.

Duplicação resultará em melhoria significativa da BR-163, mas riscos com as obras geram temor por mais acidentes.

Embora a concessionária tenha agido prontamente no resgate das vítimas e na liberação da pista, a insegurança persistirá enquanto o trecho não for completamente duplicado e adequadamente sinalizado. Enquanto isso, motoristas devem estar cientes dos riscos que a imprudência pode gerar e da urgência em cumprir as leis de trânsito, especialmente em um trecho tão crítico como este.

A tragédia de sexta-feira serve como um alerta de que, enquanto não houver um esforço coletivo para melhorar a infraestrutura e conscientizar os motoristas, vidas continuarão a ser perdidas em uma rodovia que deveria ser uma via de passagem segura. A combinação entre a insegurança estrutural e a imprudência dos motoristas, infelizmente, tem se mostrado um caldo explosivo de risco.

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Diagnóstico Situacional e Social terá nesta terça última oficina antes dos trabalhos de campo

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Os trabalhos voltados ao Diagnóstico Situacional e Social de Tangará da Serra terão nesta terça-feira (14) a quinta e última oficina antes do início da etapa de campo. A atividade será realizada ao longo de todo o dia, das 8h às 17h, com intervalo para almoço, no auditório da Delegacia Regional de Educação de Mato Grosso (DRE), na região central da cidade.

A iniciativa – que reúne os vários setores do poder público e da sociedade civil organizada – tem como objetivo levantar dados e evidências sobre a realidade dos segmentos mais vulneráveis da população, subsidiando a formulação de políticas públicas. Entre os públicos analisados estão crianças e adolescentes — incluindo o enfrentamento ao trabalho infantil —, meninas e mulheres em situação de risco, pessoas idosas, pessoas com deficiência e população em situação de rua.

Os trabalhos, com o tema “Do Diagnóstico à Ação: A necessidade de intervenções integradas”, são conduzidos pela equipe técnica da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão do Norte de Mato Grosso (FAEPEN), entidade vinculada à Universidade do Estado de Mato Grosso, campus de Sinop.

A oficina desta terça-feira terá como temática “Ferramentas Técnicas Aplicadas”, com conteúdo voltado à elaboração de diagnóstico social simplificado, construção de planos de ação orientados por evidências, além de monitoramento, avaliação e produção de pareceres e relatórios técnicos.

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Com a conclusão desta etapa, a equipe passará a se dedicar exclusivamente aos trabalhos de campo, que envolvem coleta de dados e levantamento detalhado das demandas e condições dos públicos atendidos.

Etapas anteriores

As quatro oficinas anteriores abordaram os seguintes temas: Vulnerabilidade Social e Desigualdades (15/12/2025), Dignidade da Pessoa Humana e Constituição Federal (10/02/2026), Indicadores Sociais e Diagnóstico para Políticas Públicas (10/03/2026) e Políticas Públicas e Controle Social (24/03/2026). Os dois últimos módulos, somados à oficina desta terça-feira, compõem a terceira fase do projeto.

Raimundo Nonato: “Paralelamente às oficinas, estamos atuando junto às instituições e delineando as evidências. A partir de agora, é ir a campo”.

Segundo o responsável técnico da equipe, Raimundo Nonato da Cunha França, a etapa metodológica está próxima da conclusão. “Paralelamente às oficinas, estamos atuando junto às instituições e delineando as evidências. A partir de agora, é ir a campo, e teremos uma etapa intensa de trabalho”, afirmou.

Execução e equipe

O estudo foi contratado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, com apoio do Gabinete de Políticas Públicas para Mulheres (GPPM) e anuência dos conselhos municipais. A coordenação está sob responsabilidade de Aparecida de Fátima Alves de Lima, tendo como responsável técnico o professor Raimundo Nonato da Cunha França.

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A equipe conta ainda com os especialistas Cláudia Pezzini, Carolina Tito Camarço e Josué Souza Gleriano.

Escopo e investimento

O levantamento abrange a análise das condições de vida de pessoas idosas, pessoas com deficiência, população em situação de rua, crianças e adolescentes e questões relacionadas à realidade de gênero.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Márcia Kiss, a base técnica é essencial para a definição de políticas públicas. “O diagnóstico permite superar a tomada de decisão baseada em suposições e direciona os investimentos para onde há maior necessidade”, destacou.

O projeto conta com investimento de R$ 385 mil, com recursos dos fundos municipais do Idoso (FUMID), da Criança e do Adolescente, além de aporte da Secretaria Municipal de Assistência Social e apoio do Gabinete de Políticas Públicas para Mulheres (GPPM). A execução está prevista para um período de 15 meses.

O que é o Diagnóstico Situacional

O Diagnóstico Situacional e Social é um instrumento de pesquisa que analisa de forma aprofundada a realidade de um território, reunindo dados sobre condições de vida, vulnerabilidades, potencialidades e demandas sociais.

A proposta é produzir um retrato detalhado — com informações demográficas, econômicas, culturais, ambientais e epidemiológicas — capaz de orientar ações e políticas públicas mais eficazes, com base em evidências. As próximas etapas incluem a identificação de necessidades prioritárias e o mapeamento de potencialidades e recursos existentes na comunidade.

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