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Saúde Pública

Tangará da Serra: Leitos de UTI não podem funcionar por falta de intensivistas; Justiça determina funcionamento em 48 hs

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A Justiça encontrou leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) aptos a receber pacientes com Covid-19 no Hospital Municipal de Tangará da Serra, mas que não estão funcionando por falta de intensivistas.

Assim, o juiz Francisco Ney Gaiva, da 4ª Vara Cível, determinou ao município que regularize a composição das equipes com a contratação dos intensivistas, fixando prazo de 48 horas para o efetivo funcionamento das unidades. A determinação foi comunicada ao Executivo Municipal ainda ontem (segunda-feira, 22).

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Tangará da Serra, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno.

A contratação dos intensivistas é de responsabilidade da Famvag, empresa contratada pelo município para prestar serviços médicos no Hospital Municipal

Na ação, proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE), diz que denúncias apontaram que pacientes graves estariam sendo encaminhados a outros municípios do estado, supostamente porque as UTIs de Tangará da Serra não estariam prontas, mesmo após aporte de recursos oriundos da União.

Segundo apurado pelo Ministério Público por meio de inquérito civil, embora o município tenha informado por diversas vezes a existência de 13 leitos de UTIs exclusivos para uso de pacientes infectados pelo coronavirus, até o dia 26 de maio esses leitos se encontravam inativos, conforme visita técnica realizada pelo Escritório Regional de Saúde.

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O MPE afirmou ainda que expediu uma notificação recomendatória ao município para que realizasse todos os procedimentos necessários para o funcionamento das UTIs. No entanto, não houve retorno por parte da prefeitura, segundo o MP, que, em seguida, entrou com ação na Justiça.

Na decisão, o juiz determinou que no prazo de 48 horas a prefeitura coloque em funcionamento as UTIs para o tratamento dos casos graves de Covid-19 no Hospital Municipal, com pelo menos um médico especializado em medicina intensivista para cada 10 leitos de UTI.

Em caso de não cumprimento da decisão, segundo Gaiva, a prefeitura estará sujeita a sanções administrativas, cíveis e penais cabíveis.

Estrutura e equipe

O médico perito escolhido pela Justiça, José Marcos Mazzucca Salvatori, realizou vistoria no hospital e, conforme o laudo, os leitos estão equipados para atender pacientes infectados pelo novo coronavírus. “A UTI apresenta uma área física e uma distribuição de leitos muito boa. Cada leito está devidamente equipado e operacional, de fácil acesso em caso de urgências e passível de resguardar a intimidade do paciente”, afirma no laudo.

De acordo com o médico, todos os respiradores e monitores estão funcionando, assim como os demais aparelhos. A única preocupação, segundo ele, é a utilização de alguns respiradores e monitores que já têm um tempo de uso e podem ter problemas no funcionamento se houver uma ocupação plena da UTI.

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No entanto, o diretor técnico do hospital teria afirmado à equipe de fiscalização que tem como suprir esses antigos aparelhos com novos equipamentos.

Conforme o laudo, o hospital também conta com rede de gases e vácuo.

“Também está bem suprida de medicamentos de urgência/emergência, de rotina e materiais de consumo. Os fluxogramas são adequados e funcionais. As medidas de prevenção de contágio da equipe estão sendo aplicadas de modo satisfatório”, disse Salvatori.

A equipe de Enfermagem é composta de cinco enfermeiros, sendo duas com especialização.

A lista de profissionais médicos apresenta sete médicos, no entanto, nenhum deles apresenta especialização em medicina Intensiva.

Segundo o médico perito, o hospital havia informado no início da perícia que havia um médico intensivista contratado como responsável técnico, mas não apresentou o nome na lista de médicos contratados. Ao final, os funcionários afirmaram que estariam em negociação para a contratação de mais dois intensivistas.

“No quesito de profissionais da saúde está bem atendida na equipe de enfermagem e demais equipes paramédicas, porém a deficiência na equipe médica inviabiliza o início de funcionamento da UTI, pela ausência de profissionais com Registro de especialidade em Medicina Intensiva no CRM quando, no mínimo, deveriam haver dois”, concluiu o perito.

(Redação EB, com informações do G1)

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Saúde Pública

Covid-19: Tangará tem aumento de 357% nos casos ativos em 15 dias; 91% com vacinação incompleta

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O aumento nos casos de Covid-19 neste mês de junho em Tangará da Serra é, uma vez mais, motivo de alerta. Em 15 dias, o município registrou 844 novos casos, saltando de 23.660 casos acumulados em 13 de junho para 24.504 desde o primeiro registro da pandemia no município, em abril de 2020.

Segundo dados contidos no boletim divulgado nesta terça-feira (28.06) pela Secretaria Municipal de Saúde, Tangará da Serra conta com 307 casos ativos, um aumento de 357% nos últimos 15 dias (86 ativos em 13 de junho). Somente nas últimas 24 horas foram diagnosticados 128 novos casos da doença entre os tangaraenses, o que significa quase seis vezes mais no período de duas semanas (23 em 13 de junho). (Boletim atualizado a seguir)

Dado positivo é que não há nenhum paciente do município internado em UTI, enquanto os internados em enfermaria somam 11. Neste mês de junho há registros de dois óbitos ocasionados pela doença.

A secretária de Saúde do município, Gicelly Zanatta, concederá entrevista coletiva sobre o atual quadro da pandemia em Tangará da Serra logo mais, às 15h30. A pauta será a vacinação contra a doença, mas há possibilidade de anúncio de medidas restritivas, como uso de máscaras em locais públicos.

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91% com vacinação incompleta

Dos 101 pacientes que estão internados pela Covid-19, em UTIs de Mato Grosso, 91% não completaram o esquema de vacinação. A informação é da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

O dado preocupa as autoridades, pois demonstra que a falta da imunização é hoje o principal motivo do crescimento de pacientes infectados e internados em estado grave. Ou seja, hoje, dia 28 de junho, são 92 pacientes que estão na UTI e que não tomaram todas as doses da vacina.

“Já se passaram mais de dois anos que a pandemia teve início e está comprovado que a vacinação foi a grande responsável por nós termos retornado as atividades normais, como ir para a escola, passear, retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras, mas, infelizmente, as pessoas insistem em não fazer o principal, que é completar o esquema vacinal”, destacou a secretária de Estado de Saúde Kelluby de Oliveira.

Kelluby ainda afirmou, de acordo com os dados do Ministério da Saúde, que infelizmente esses pacientes “escolheram não se vacinar e a coletividade é que está pagando por isso”. “As pessoas precisam se conscientizar que tomar todas as doses não protege só quem é vacinado, mas toda a coletividade. Reduz a transmissão do vírus e as chances de quem é infectado com a covid seja levado para uma UTI”, acrescentou.

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Atualmente não há falta de vacina no Estado. A secretaria tem recebido as doses do Ministério da Saúde e encaminhado para os municípios de acordo com a demanda apresentada. Estão em estoque na Rede de Frio do Estado e nos 15 Escritórios Regionais de Saúde, um total de 646 mil doses, entre Coronavac, Pfizer, Astrazeneca, Pfizer pediátrica e Jansen.

Números em MT

Mato Grosso tem confirmado 759.242 casos de Covid-19, sendo registrados 14.984 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Dos 759.242 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 9.313 estão em isolamento domiciliar e 734.260 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 65 internações em UTIs públicas e 76 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 78,65% para UTIs adulto e em 15% para enfermaria adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (135.575), Várzea Grande (53.603), Rondonópolis (44.288), Sinop (34.357), Tangará da Serra (24.504), Lucas do Rio Verde (23.397), Sorriso (23.317), Primavera do Leste (22.715), Cáceres (17.473) e Alta Floresta (17.013).

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