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Tangará da Serra: Dados da PM mostram queda de 15% ao ano nas ocorrências de trânsito

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Os acidentes de trânsito continuam pesando na balança da saúde pública de Tangará da Serra, com reflexos diretos sobre a lotação do hospital municipal e a sobrecarga do SAMU. A imprudência nas vias urbanas e rodovias regionais transforma-se em demanda constante por leitos, medicamentos e profissionais.

Apesar dos números preocupantes de ocorrências e de vítimas, o trânsito em Tangará da Serra vem apresentando quedas anuais nas estatísticas negativas, dando sinais positivos de melhora em termos de segurança.

Dados divulgados pelo 7º Comando Regional da Polícia Militar durante recente audiência pública sobre o trânsito na cidade revelam que, entre os anos de 2023 e 2024, houve uma redução de 15,05% na média anual de ocorrências, passando de 1.289 para 1.095 registros. (Veja quadro ao lado com números e médias dos últimos três anos)

O cenário se mantém promissor com a conversão dos números apresentados pelo CR7 da PM em médias mensais. Nesta modalidade de dados, as estatísticas indicam redução no número de ocorrências na ordem de 15% ao ano, já que esse percentual (15,05% em 2024 em relação a 2023) se repetiu no primeiro semestre de 2025 em relação ao cômputo geral de 2024.

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Somente no primeiro semestre deste ano (2025), foram contabilizadas 465 ocorrências. Esse número representa uma média mensal de 77,5 ocorrências no semestre, o que corresponde a um índice de redução de 15,07% nos acidentes de trânsito, semelhante, portanto, ao índice de 2024 em relação ao ano retrasado.

Acidentes ocorrem mais à tarde

A análise por faixa horária aponta que a maioria dos acidentes ocorre no período da tarde (12h às 17h), com 37,24% dos registros, seguido da manhã (35,06%) e da noite (22,04%). A madrugada concentra apenas 5,65% das ocorrências. (Veja gráfico a seguir)

Centro concentra mais da metade das ocorrências

O Centro da cidade segue como o bairro com maior número de acidentes, respondendo por 56,4% dos casos nos últimos três anos. A zona rural, com 17,1%, aparece em segundo lugar. Bairros como Vila Alta, Vila Esmeralda e Jardim Tanaka também figuram entre os mais críticos.

Danos x vítimas

Os registros de acidentes com danos materiais representando mais de 88% dos casos nos anos de 2024 e 2025. Acidentes com lesão corporal culposa aparecem em segundo lugar, seguidos por homicídios culposos na direção de veículos. (Veja gráfico a seguir)

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Equilíbrio entre registros da PM e da Polícia Civil

O relatório também destaca um equilíbrio entre os órgãos de registro. Em 2025, a Polícia Militar foi responsável por 50,5% dos atendimentos, enquanto a Polícia Civil registrou 49,4% das ocorrências — uma distribuição quase igual entre as forças de segurança.

Possíveis avanços

A queda nas ocorrências, especialmente em 2025, pode indicar avanços em ações de fiscalização, conscientização de motoristas e melhoria na sinalização urbana, embora os dados também devam ser acompanhados de forma contínua para confirmar a tendência de queda.

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Diagnóstico Situacional e Social terá nesta terça última oficina antes dos trabalhos de campo

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Os trabalhos voltados ao Diagnóstico Situacional e Social de Tangará da Serra terão nesta terça-feira (14) a quinta e última oficina antes do início da etapa de campo. A atividade será realizada ao longo de todo o dia, das 8h às 17h, com intervalo para almoço, no auditório da Delegacia Regional de Educação de Mato Grosso (DRE), na região central da cidade.

A iniciativa – que reúne os vários setores do poder público e da sociedade civil organizada – tem como objetivo levantar dados e evidências sobre a realidade dos segmentos mais vulneráveis da população, subsidiando a formulação de políticas públicas. Entre os públicos analisados estão crianças e adolescentes — incluindo o enfrentamento ao trabalho infantil —, meninas e mulheres em situação de risco, pessoas idosas, pessoas com deficiência e população em situação de rua.

Os trabalhos, com o tema “Do Diagnóstico à Ação: A necessidade de intervenções integradas”, são conduzidos pela equipe técnica da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão do Norte de Mato Grosso (FAEPEN), entidade vinculada à Universidade do Estado de Mato Grosso, campus de Sinop.

A oficina desta terça-feira terá como temática “Ferramentas Técnicas Aplicadas”, com conteúdo voltado à elaboração de diagnóstico social simplificado, construção de planos de ação orientados por evidências, além de monitoramento, avaliação e produção de pareceres e relatórios técnicos.

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Com a conclusão desta etapa, a equipe passará a se dedicar exclusivamente aos trabalhos de campo, que envolvem coleta de dados e levantamento detalhado das demandas e condições dos públicos atendidos.

Etapas anteriores

As quatro oficinas anteriores abordaram os seguintes temas: Vulnerabilidade Social e Desigualdades (15/12/2025), Dignidade da Pessoa Humana e Constituição Federal (10/02/2026), Indicadores Sociais e Diagnóstico para Políticas Públicas (10/03/2026) e Políticas Públicas e Controle Social (24/03/2026). Os dois últimos módulos, somados à oficina desta terça-feira, compõem a terceira fase do projeto.

Raimundo Nonato: “Paralelamente às oficinas, estamos atuando junto às instituições e delineando as evidências. A partir de agora, é ir a campo”.

Segundo o responsável técnico da equipe, Raimundo Nonato da Cunha França, a etapa metodológica está próxima da conclusão. “Paralelamente às oficinas, estamos atuando junto às instituições e delineando as evidências. A partir de agora, é ir a campo, e teremos uma etapa intensa de trabalho”, afirmou.

Execução e equipe

O estudo foi contratado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, com apoio do Gabinete de Políticas Públicas para Mulheres (GPPM) e anuência dos conselhos municipais. A coordenação está sob responsabilidade de Aparecida de Fátima Alves de Lima, tendo como responsável técnico o professor Raimundo Nonato da Cunha França.

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A equipe conta ainda com os especialistas Cláudia Pezzini, Carolina Tito Camarço e Josué Souza Gleriano.

Escopo e investimento

O levantamento abrange a análise das condições de vida de pessoas idosas, pessoas com deficiência, população em situação de rua, crianças e adolescentes e questões relacionadas à realidade de gênero.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Márcia Kiss, a base técnica é essencial para a definição de políticas públicas. “O diagnóstico permite superar a tomada de decisão baseada em suposições e direciona os investimentos para onde há maior necessidade”, destacou.

O projeto conta com investimento de R$ 385 mil, com recursos dos fundos municipais do Idoso (FUMID), da Criança e do Adolescente, além de aporte da Secretaria Municipal de Assistência Social e apoio do Gabinete de Políticas Públicas para Mulheres (GPPM). A execução está prevista para um período de 15 meses.

O que é o Diagnóstico Situacional

O Diagnóstico Situacional e Social é um instrumento de pesquisa que analisa de forma aprofundada a realidade de um território, reunindo dados sobre condições de vida, vulnerabilidades, potencialidades e demandas sociais.

A proposta é produzir um retrato detalhado — com informações demográficas, econômicas, culturais, ambientais e epidemiológicas — capaz de orientar ações e políticas públicas mais eficazes, com base em evidências. As próximas etapas incluem a identificação de necessidades prioritárias e o mapeamento de potencialidades e recursos existentes na comunidade.

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