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Economia & Mercado

Tangará da Serra: Comitê discutirá flexibilização nesta segunda, com possibilidade de retomada do Comércio

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O Comitê Interinstitucional de Prevenção e Monitoramento ao Coronavírus, em Tangará da Serra, estará reunido na próxima segunda-feira (13/04) para discutir novas medidas relacionadas à pandemia.

Uma das possibilidades é a liberação para retomada das atividades do comercio em geral no município, com as devidas precauções, a partir da próxima terça-feira (14).

Segundo postagem nas redes sociais do prefeito de Tangará da Serra, Fábio Martins Junqueira, a decisão dependerá de análise com especialistas do setor de saúde pública e da troca de informações com outros municípios.

Leia, abaixo, íntegra do comunicado:

O Comitê de combate ao Coronavírus está sendo convocado para uma reunião na segunda feira. Estaremos apresentando uma proposta ao Comitê para a flexibilização de medidas de suspensão de atividades comerciais de atacado e varejo e de serviços para ser executada a partir de terça feira.

Estamos fazendo contato prévio com especialistas e com gestores públicos municipais de outras cidades de Mato Grosso e de outros Estados para troca de informações e experiências para formação da convicção dos membros do Comitê e nossa. A proposta é  que a flexibilização ocorra de forma gradual, com menor tempo de horário de funcionamento diário, mas com amplitude para todo o comércio, exceto aqueles contraindicados pela área médica e epidemiológica.

É certo que devemos manter as barreiras sanitárias, o toque de recolher e as medidas relacionadas a máscaras, luvas, uso de álcool gel e outras medidas sanitárias.   

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Ritual que vale milhões: MT amplia venda de carne bovina halal para países muçulmanos

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Para conquistar novos mercados e ampliar sua presença no comércio internacional, frigoríficos de Mato Grosso têm intensificado os investimentos no abate halal de carne bovina, método exigido por países muçulmanos para a importação da proteína. No Brasil, 145 plantas frigoríficas possuem certificação halal, sendo 32 no estado, segundo a Fambras Halal, a maior certificadora de produtos halal da América Latina.

Halal significa permitido e, para que o processo seja certificado, é necessário seguir uma série de critérios rigorosos. Primeiro os bovinos vivos são inspecionados para garantir que estão saudáveis e o manejo é realizado de forma calma para não estressar o animal.

Depois, um profissional muçulmano treinado e certificado realiza o ritual do Zabihah, que é o abate halal, o degolador abate o animal com um corte único, profundo e rápido na região do pescoço, sendo feita a invocação do nome de Allah nesse processo. Outro procedimento é suspender a carcaça para que o sangue escoe completamente por gravidade.

Cada carcaça é então identificada, rastreada e recebe o selo halal. A carne certificada fica armazenada em local separado, para não haver nenhum tipo de contaminação cruzada e garantir a integridade do produto conforme as normas religiosas.

Em Mato Grosso, os 29 frigoríficos certificados para abate halal estão distribuídos em 22 municípios, entre eles Várzea Grande, Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop, Água Boa, Alta Floresta, Diamantino, Confresa, Juruena, Juara e Colíder.

Entre os principais destinos da carne bovina mato-grossense que exigem o abate halal estão mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Indonésia, Malásia, Singapura, Egito, Argélia e Turquia. O consumo mais comum da proteína bovina nesses países é feito de forma grelhada, cozida ou ensopada.

Para Mato Grosso, que detém o maior rebanho bovino do Brasil, ampliar espaço no mercado muçulmano representa grandes oportunidades de negócio. Isso porque a certificação halal agrega valor ao produto, amplia o acesso a mercados premium e fortalece a competitividade da carne mato-grossense no cenário global.

“O mercado halal é estratégico e vem crescendo de forma consistente. Mato Grosso tem trabalhado para ampliar sua presença nesses países, garantindo não só volume, mas qualidade e conformidade com as exigências internacionais. Isso abre portas e aumenta a rentabilidade de toda a cadeia produtiva”, destaca o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

(Thalyta Amaral – Assessoria)

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