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SISE/MT credencia estabelecimentos para comercialização em outros estados

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As empresas do ramo agropecuário que estiverem registradas no Serviço de Inspeção Sanitária Estadual de Mato Grosso (SISE/MT) tem a oportunidade de ampliar a comercialização de seus produtos. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) reconheceu a equivalência do SISE/MT, na categoria abatedouro-frigorífico e fábrica de laticínios, ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA).

“Isso significa que os estabelecimentos registrados no SISE podem comercializar seus produtos em todo o território nacional. Até então, o comércio ficava restrito ao território estadual, conforme estabelecido na Lei Federal 7.889/89”, explica Fernanda Rocco, coordenadora do CISPOA no Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA MT).

O INDEA MT já possuía o reconhecimento de equivalência para a categoria de fábrica e entreposto de cárneos desde 2017. “De forma gradativa, a equipe do INDEA MT vem trabalhando para incluir novas categorias atendendo à demanda dos empresários”, diz Luiz Fernando Flamínio, presidente do Instituto.

De acordo com a coordenadora Fernanda Rocco, a ampliação proporcionará um maior incremento no desenvolvimento da cadeia agropecuária de Mato Grosso. “Haverá mais vagas de empregos por causa do aumento da produção nas indústrias, fortalecendo os pequenos e médios empresários. O consumidor também ganhará com o aumento da diversidade de produtos e com garantia de qualidade e inocuidade”, afirma.

(Assessoria SEDEC-MT)

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Ritual que vale milhões: MT amplia venda de carne bovina halal para países muçulmanos

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Para conquistar novos mercados e ampliar sua presença no comércio internacional, frigoríficos de Mato Grosso têm intensificado os investimentos no abate halal de carne bovina, método exigido por países muçulmanos para a importação da proteína. No Brasil, 145 plantas frigoríficas possuem certificação halal, sendo 32 no estado, segundo a Fambras Halal, a maior certificadora de produtos halal da América Latina.

Halal significa permitido e, para que o processo seja certificado, é necessário seguir uma série de critérios rigorosos. Primeiro os bovinos vivos são inspecionados para garantir que estão saudáveis e o manejo é realizado de forma calma para não estressar o animal.

Depois, um profissional muçulmano treinado e certificado realiza o ritual do Zabihah, que é o abate halal, o degolador abate o animal com um corte único, profundo e rápido na região do pescoço, sendo feita a invocação do nome de Allah nesse processo. Outro procedimento é suspender a carcaça para que o sangue escoe completamente por gravidade.

Cada carcaça é então identificada, rastreada e recebe o selo halal. A carne certificada fica armazenada em local separado, para não haver nenhum tipo de contaminação cruzada e garantir a integridade do produto conforme as normas religiosas.

Em Mato Grosso, os 29 frigoríficos certificados para abate halal estão distribuídos em 22 municípios, entre eles Várzea Grande, Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop, Água Boa, Alta Floresta, Diamantino, Confresa, Juruena, Juara e Colíder.

Entre os principais destinos da carne bovina mato-grossense que exigem o abate halal estão mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Indonésia, Malásia, Singapura, Egito, Argélia e Turquia. O consumo mais comum da proteína bovina nesses países é feito de forma grelhada, cozida ou ensopada.

Para Mato Grosso, que detém o maior rebanho bovino do Brasil, ampliar espaço no mercado muçulmano representa grandes oportunidades de negócio. Isso porque a certificação halal agrega valor ao produto, amplia o acesso a mercados premium e fortalece a competitividade da carne mato-grossense no cenário global.

“O mercado halal é estratégico e vem crescendo de forma consistente. Mato Grosso tem trabalhado para ampliar sua presença nesses países, garantindo não só volume, mas qualidade e conformidade com as exigências internacionais. Isso abre portas e aumenta a rentabilidade de toda a cadeia produtiva”, destaca o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

(Thalyta Amaral – Assessoria)

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