TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Infraestrutura & Logística

Região Sudoeste do MT mobiliza segmentos pela liberação do Tramo Norte da HPP

Publicado em

Lideranças políticas, representantes dos segmentos empresarial e agropecuário e, também, do terceiro setor da região Sudoeste, articulam um movimento em prol da liberação e concessão do Tramo Norte da Hidrovia Paraguai-Paraná para navegação comercial.

O start da mobilização ocorreu na tarde da última sexta-feira (21), em reunião no gabinete do Executivo de Tangará da Serra, solicitada pela Agenda Regional Oeste (ARO), organização de caráter privado e apolítica que acompanha as demandas logísticas da região.

Mobilização reunião lideranças políticas, empresariais e do agro.

Participaram, o prefeito Vander Masson, os presidentes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Thiago de Souza Santos, e da Associação Comercial e Empresarial (ACITS), Rodrigo Andrade, o representante do Sindicato do Comércio Varejista (SINCOVATAN), João Guilherme Turini Claro, e o vice-presidente do Sindicato Rural de Tangará da Serra, Rubens Jolando. Pelo setor agropecuário, participaram os produtores rurais João Moratelli e Leonildo José Nardi, além do superintendente da Associação dos Produtores das MTs 339 e 480, Edilson Sampaio. Outras presenças na reunião foram dos secretários municipais de Administração, Marcelo Ferro, de Indústria, Comércio e Serviços, Sílvio Sommavilla, e o superintendente de governo Rogério Silva.

Leia mais:  Em CLPI, comunidade indígena aprova continuidade do licenciamento para pavimentação da MT-175

Todos acompanharam apresentação audiovisual elaborada pelo coordenador local da ARO, engenheiro e economista Sílvio Tupinambá. Ele mostrou detalhes técnicos da hidrovia e sua importância estratégica, relatou as diferenças de custos entre o modais rodoviário e hidroviário e mencionou os entraves que impedem a navegação comercial pelo Tramo Norte do rio Paraguai.

Vantagens

Após a apresentação de Tupinambá, os participantes debateram sobre a navegação do trecho Cáceres-Corumbá da hidrovia, reconhecendo como fundamental para o desenvolvimento regional e para a competividade e escoamento de commodities como grãos, carnes e madeira.

Essas comodities, a um custo inferior em até 1/3 do modal rodoviário, seguiriam pelo Tramo Norte do rio Paraguai em barcaças de tração maior e porte adequado, sendo reembarcadas em Corumbá (MS). Dali, retomariam a navegação pela hidrovia em direção a Nueva Palmira, um grande porto no Uruguai que conecta o transporte hidroviário da América do Sul com a navegação marítima em direção a grandes mercados externos, como o asiático, via Cabo da Boa Esperança, no sul da África.

Uma vez liberado o Tramo Norte, a navegação comercial permitiria, também, o desembarque de produtos estratégicos como fertilizantes, trigo e insumos diversos para os mais variados segmentos, inclusive o industrial. Já para o varejo, o transbordo de mercadorias em contêineres nos terminais portuários da APH, Paratudal e Barranco Vermelho significaria uma redução significativa no frete, oferecendo condições para o fortalecimento do comércio.

Terminal portuário em Cáceres: Hidrovia precisa de liberação do Tramo Norte.

A navegação comercial pelo Tramo Norte seria, também, decisiva para a competitividade da Zona de Processamento e Exportação (ZPE) de Cáceres. Também refletiria economicamente, de forma absolutamente viável, de todos os municípios que compõem a hinterland da hidrovia (área de influência dos terminais portuários), incluindo Tangará da Serra, Barra do Bugres, Nova Olímpia, parte de Campo Novo do Parecis e Diamantino, e os municípios do entorno das MT-s 339 e 343.

Hidrovia Paraguai-Paraná: Importante canal de escoamento das riquezas de Mato Grosso.

A mobilização já conta com apoio político declarado do deputado federal Coronel Asis. Os deputados estaduais Dr. João e Chico Guarnieri, além do governador Mauro Mendes, foram comunicados do movimento, assim como várias lideranças regionais e empresariais da região. Uma reunião sobre o tema está em vias de agendamento com o vice-governador Otaviano Pivetta, que estará em Tangará da Serra na próxima quinta-feira (27) para a entrega do Centro de Eventos da cidade.

Leia mais:  Em CLPI, comunidade indígena aprova continuidade do licenciamento para pavimentação da MT-175

Comentários Facebook
Advertisement

Infraestrutura & Logística

Em CLPI, comunidade indígena aprova continuidade do licenciamento para pavimentação da MT-175

Published

on

Lideranças Paresi manifestaram apoio à pavimentação, mas reivindicaram Estudo de Componente Indígena, medidas compensatórias e respeito aos protocolos próprios de consulta

A pavimentação de aproximadamente 36,36 quilômetros da MT-175, no trecho entre o entroncamento com a MT-358 e proximidades de Reserva do Cabaçal, recebeu concordância para o prosseguimento do processo de licenciamento ambiental durante Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) realizada na sexta-feira (11), na Aldeia Kotitiko, em Tangará da Serra. A reunião reuniu lideranças indígenas, representantes da comunidade, Prefeitura de Tangará da Serra, SINFRA, FUNAI e Associação Vale do Jauru.

A consulta teve como objetivo apresentar o empreendimento às comunidades indígenas, esclarecer dúvidas, registrar manifestações e levantar preocupações, reivindicações e propostas relacionadas aos possíveis impactos da obra. Conforme registrado na ata, a Prefeitura de Tangará da Serra doou à SINFRA o projeto executivo e os estudos ambientais da pavimentação.

Consulta Livre, Prévia e Informada foi realizada na sexta-feira (11), na Aldeia Kotitiko, em Tangará da Serra.

Durante a apresentação, representantes do município de Tangará da Serra detalharam o trecho previsto para a obra e as áreas de impacto em relação à Terra Indígena, incluindo os locais destinados à instalação do canteiro de obras e à exploração de jazidas.

A manifestação predominante entre as lideranças foi favorável à pavimentação. Os representantes indígenas, entretanto, ressaltaram que a concordância com o empreendimento não significa a dispensa das obrigações legais relacionadas aos impactos sobre as comunidades.

O cacique Pedro Kezoe, da Aldeia Arara Azul, defendeu que o raio de impacto do empreendimento seja considerado em 40 quilômetros e reivindicou a elaboração do Estudo de Componente Indígena (ECI) e do Plano Básico Ambiental Indígena (PBAI). Na mesma linha, outras lideranças destacaram que os efeitos de uma rodovia podem alcançar comunidades situadas mesmo a certa distância do traçado da estrada.

Representantes das aldeias Jatobá, Orekê, Canaã, Bacaval, Figueiras, Estivadinho e Kotitiko também manifestaram apoio à continuidade do empreendimento, mas cobraram o atendimento aos direitos indígenas, a participação das comunidades e a adoção de medidas compensatórias.

Comunidade indígena reforçou a uma distinção importante: a aprovação registrada na consulta é para o prosseguimento do licenciamento, e não uma autorização definitiva e irrestrita para a execução imediata da pavimentação.

O geólogo e analista ambiental Luciano Tiazokamae explicou que o empreendimento está submetido ao processo de licenciamento ambiental e que a Consulta Livre, Prévia e Informada integra o rito aplicável. Segundo ele, as medidas compensatórias deverão ser estabelecidas a partir dos estudos e instrumentos ambientais, especialmente o ECI e o PBAI.

Leia mais:  Em CLPI, comunidade indígena aprova continuidade do licenciamento para pavimentação da MT-175

As lideranças também defenderam o respeito aos protocolos próprios de consulta existentes nas comunidades. Gilmar Koloizomae, da Terra Indígena Utiariti, afirmou que seu povo não é contrário ao progresso e apoia a pavimentação, mas ressaltou que todos os procedimentos devem observar os direitos indígenas. Edinaldo Zozoizokemae, da Aldeia Canaã, destacou que os impactos de uma rodovia podem ser sentidos além da área imediatamente atingida pela obra.

Compensações

Entre as reivindicações apresentadas durante a reunião está uma proposta das associações Waymare e Halitinã para a construção de dois barracões, um destinado a cada entidade, nas praças de cobrança. A proposta foi apresentada como possível medida compensatória e deverá ser formalizada em documento específico para posterior análise. A ata não registra aprovação definitiva da construção.

Outras demandas também foram apresentadas. O cacique José Azomare, da Aldeia Kotitiko, citou a necessidade de reforço ou implantação de posto de saúde e adoção de medidas de segurança como possíveis ações compensatórias. Lideranças também defenderam que os benefícios e compensações alcancem as comunidades do entorno consideradas afetadas pelo empreendimento.

MT-175 é importante ligação entre o Chapadão do Rio Verde e Reserva do Cabaçal.

Durante as manifestações, surgiu ainda uma preocupação com a unidade do povo Paresi. Lideranças relataram que os debates envolvendo diferentes empreendimentos têm contribuído para divisões entre comunidades e autoridades. A defesa de decisões construídas conjuntamente e da participação efetiva das comunidades esteve presente em diferentes falas.

Leia mais:  Em CLPI, comunidade indígena aprova continuidade do licenciamento para pavimentação da MT-175

Outro ponto levado à reunião foi a situação do ECI e do PBAI relacionados à pavimentação da MT-358. A questão foi cobrada pelas lideranças indígenas, que apontaram insegurança diante da não realização do estudo. Ao final, a Superintendente Ambiental da SINFRA, Bárbara Camacho Gonçalves, informou que levará ao órgão a necessidade de atendimento ao Termo de Referência da FUNAI relativo ao ECI/PBAI da MT-358 e a contratação de empresa especializada para cumprir as exigências.

Continuidade do processo

Como resultado formal da consulta, foi registrada a aprovação do empreendimento para o prosseguimento do processo de licenciamento ambiental da pavimentação da MT-175. A concordância inclui as atividades acessórias previstas, como a instalação e operação do canteiro de obras e a exploração de jazidas.

As conversações estabeleceram, porém, uma distinção importante: a aprovação registrada na consulta é para o prosseguimento do licenciamento, e não uma autorização definitiva e irrestrita para a execução imediata da pavimentação. O empreendimento permanece sujeito às etapas do processo ambiental, aos estudos, às licenças e às respectivas condicionantes.

Também ficou definido que as manifestações, reivindicações, recomendações, questionamentos e propostas de medidas compensatórias apresentadas durante a consulta serão incorporadas à documentação e encaminhadas ao órgão licenciador.

O prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, reforçou a importância da parceria entre a Prefeitura e a comunidade indígena e defendeu a manutenção do diálogo. Segundo ele, é necessário considerar também os benefícios que a pavimentação poderá proporcionar às comunidades indígenas.

Ao final, o resultado registrado foi de concordância majoritária ou geral com a continuidade do empreendimento e do licenciamento, condicionada à observância dos direitos indígenas, à realização do ECI, à adoção das medidas previstas no PBAI, ao respeito aos protocolos próprios de consulta e à definição das medidas compensatórias.

Na reunião também ficou registrada a necessidade de considerar os impactos sobre todas as aldeias afetadas, mesmo aquelas localizadas a distância da rodovia, além de demandas relacionadas à saúde, segurança e infraestrutura.

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana