A coluna Lupa reúne, nesta quarta-feira, temas que vão da crise na saúde pública de Tangará da Serra — marcada por denúncias, investigações e embates entre gestão e servidores — a iniciativas de atendimento previdenciário na região, além de decisões com impacto mais amplo na economia e no cotidiano do consumidor.
O espaço também destaca o avanço de acordos internacionais e ações de fiscalização que buscam conter abusos, compondo um cenário de atenção tanto no âmbito local quanto nacional.
Saúde em pressão alta
A saúde pública de Tangará da Serra vive um momento de turbulência. A Polícia Civil apura a emissão de laudos falsos por laboratório credenciado ao SUS, enquanto a Câmara Municipal requisitou informações formais sobre o caso. Pacientes também relatam, nas redes sociais, problemas de higiene na UPA. Em paralelo, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou recentemente falhas na gestão municipal e determinou correções imediatas. Há, ainda, registros de moradores sobre recusa de atendimento em unidades básicas, o que reforça a percepção de deficiência no serviço.

Administração reage
A Secretaria Municipal de Saúde informou que apura possíveis fraudes em exames e outras inconsistências na rede. Ao mesmo tempo, negou irregularidades em contratos de manutenção de equipamentos de imagem, afirmando que os serviços são executados por empresa especializada, que prestou esclarecimentos à Câmara. A pasta também tem atuado para desmentir informações falsas sobre o sistema de saúde, em meio a um ambiente de tensão e questionamentos sobre a qualidade do atendimento.
Vazamento e divergências
Ainda sobre as turbulências na saúde, o prefeito de Tangará da Serra afirmou que vem prestando todos os esclarecimentos solicitados pela Justiça e que há uma investigação interna para apurar o vazamento de documentos sigilosos, com suspeita de envolvimento de servidor ou até invasão ao sistema. Segundo ele, eventuais responsáveis serão punidos, enquanto o caso segue sob apuração conjunta com a Polícia Judiciária Civil.
O gestor também citou novas denúncias no setor de imagens, reiterando confiança nas investigações e disposição para abrir sindicância, se necessário. Ao mesmo tempo, atribuiu parte das denúncias à insatisfação de servidores com a implantação da jornada 12×36 na saúde, apontando um ambiente de confronto entre o Executivo e setores da categoria.

Teleperícia em Barra do Bugres
A Agência do INSS de Barra do Bugres passa a oferecer a Perícia Médica Conectada (Teleperícia), modalidade de atendimento realizada por videoconferência. O serviço do Ministério da Previdência Social permite que o cidadão realize a avaliação médica na própria agência, com um perito médico federal que atende remotamente, a partir de outra localidade.
Para utilizar o serviço, o cidadão precisa realizar o agendamento prévio pelo aplicativo ou site Meu INSS ou pela Central Telefônica 135. A modalidade amplia o volume de avaliações na região e ajuda a reduzir o tempo de espera pelas consultas.
Em Barra do Bugres, o atendimento ocorre às segundas e quartas-feiras. O formato também beneficia moradores de municípios próximos, como Denise, Porto Estrela e Nova Olímpia.
Livre Comércio
O Congresso Nacional promulgou na última terça-feira (17), o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O novo tratado criará um bloco com 718 milhões de pessoas e um PIB de mais de US$ 22 trilhões.
O acordo comercial prevê redução gradual de tarifas sobre bens e serviços, com a isenção de impostos de importação para 91% dos produtos europeus em até 15 anos. Em contrapartida, a União Europeia vai eliminar tarifas sobre 95% dos bens dos países do Mercosul em até 12 anos. Quando o tratado for implementado, o imposto zero começa a valer para máquinas, equipamentos, automóveis, autopeças, produtos químicos e aeronaves.

Fiscalização de preços
O governo promete endurecer a fiscalização contra abusos nos preços de combustíveis. Estes abusos podem ocorrer em razão do encarecimento do preço do barril do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio.
Diante dessa possibilidade, a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e os Procons estaduais iniciaram nesta terça-feira (17) uma operação de fiscalização em Mato Grosso e, também, no Distrito Federal, Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Segundo a ANP, os trabalhos de fiscalização serão intensos e quem incorrer nos abusos de preços será responsabilizado. O consumidor pode fazer denúncias pelo 0800 970 0267 (ligação gratuita) ou no falabr.cgu.gov.br.