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Internacional

Por riscos à segurança nacional, EUA bloqueará TikTok e WeChat a partir deste domingo

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Os downloads dos aplicativos chineses TikTok e WeChat serão proibidos nos Estados Unidos a partir de domingo – informou o Departamento de Comércio nesta sexta-feira, citando ameaças à “segurança nacional”.

“O Partido Comunista da China mostrou que tem os meios e a intenção de usar esses aplicativos para ameaçar a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos”, disse o departamento americano em um comunicado. Os Estados Unidos cumprem, assim, a ameaça que o presidente Donald Trump lançou contra esses dois aplicativos chineses, em um contexto de grande tensão entre os dois gigantes econômicos.

Washington deixa, porém, uma porta aberta para o TikTok, um aplicativo muito popular entre os jovens para compartilhar vídeos curtos, antes de proibi-lo completamente de operar em seu território. “O presidente deixa até 12 de novembro para resolver as questões de segurança nacional levantadas pelo TikTok. As proibições poderão ser levantadas, se necessário”, disse o Departamento do Comércio.

O TikTok, que pertence ao grupo chinês ByteDance, opera sob condições nos Estados Unidos desde o início de agosto. Acusando o app de espionagem para o governo chinês, Trump assinou um decreto para exigir a venda de suas atividades americanas até 20 de setembro, sob pena de proibição no país. As gigantes americanas Microsoft e Walmart fizeram uma oferta para comprar as atividades do TikTok, mas a ByteDance a rejeitou no domingo. O grupo de software californiano Oracle apresentou uma oferta para se tornar o “parceiro tecnológico confiável” do TikTok. Seus detalhes não foram divulgados.

“Embora as ameaças representadas pelo WeChat e pelo TikTok não sejam idênticas, elas são semelhantes. Cada um coleta uma quantidade significativa de dados dos usuários”, observou o Departamento do Comércio. A plataforma WeChat, que pertence à gigante chinesa Tencent, é onipresente na vida do povo chinês para mensagens, pagamentos remotos e reservas, entre outros usos.

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Internacional

Brasil e cinco países contestam queda de Maduro, mas há possíveis efeitos positivos

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Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha divulgaram neste domingo (4) uma declaração conjunta após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, em Caracas, e a transferência do casal para custódia nos Estados Unidos. (Na foto acima, Maduro sendo recepcionado por Lula no Brasil, em maio de 2023)

Os governos afirmaram adesão à Carta das Nações Unidas e manifestaram preocupação com ações militares unilaterais, apontando violação aos princípios do direito internacional, em especial ao respeito à soberania e ao uso da força.

O documento alerta para riscos à população civil, impactos sobre a estabilidade regional e possíveis precedentes nas relações internacionais. Os países defendem que a situação venezuelana seja tratada por meios pacíficos e pedem a atuação do secretário-geral da ONU e de mecanismos multilaterais para redução das tensões.

Aspectos em debate

A declaração assinada pelos seis países considera afinidades político-ideológicas entre seus governos. Paralelamente às críticas, analistas apontam possíveis efeitos da captura. A submissão de Maduro a um tribunal estrangeiro abre a possibilidade de responsabilização por acusações criminais que não avançavam enquanto ele exercia o poder. A detenção também pode enfraquecer redes transnacionais ligadas ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro, mencionadas por autoridades norte-americanas.

A retirada da principal figura do regime tende a alterar o ambiente político interno, com pressão por negociações e por um processo eleitoral com supervisão internacional. O episódio recoloca em debate o alcance da justiça internacional sobre chefes de Estado e pode, em eventual cenário de transição, facilitar a entrada de ajuda humanitária, reduzir fluxos migratórios forçados e reabrir canais diplomáticos.

O caso segue no centro de controvérsias jurídicas e geopolíticas, com reações de aliados de Caracas e questionamentos sobre legalidade e precedentes.

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