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Internacional

Brasil e cinco países contestam queda de Maduro, mas há possíveis efeitos positivos

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Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha divulgaram neste domingo (4) uma declaração conjunta após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, em Caracas, e a transferência do casal para custódia nos Estados Unidos. (Na foto acima, Maduro sendo recepcionado por Lula no Brasil, em maio de 2023)

Os governos afirmaram adesão à Carta das Nações Unidas e manifestaram preocupação com ações militares unilaterais, apontando violação aos princípios do direito internacional, em especial ao respeito à soberania e ao uso da força.

O documento alerta para riscos à população civil, impactos sobre a estabilidade regional e possíveis precedentes nas relações internacionais. Os países defendem que a situação venezuelana seja tratada por meios pacíficos e pedem a atuação do secretário-geral da ONU e de mecanismos multilaterais para redução das tensões.

Aspectos em debate

A declaração assinada pelos seis países considera afinidades político-ideológicas entre seus governos. Paralelamente às críticas, analistas apontam possíveis efeitos da captura. A submissão de Maduro a um tribunal estrangeiro abre a possibilidade de responsabilização por acusações criminais que não avançavam enquanto ele exercia o poder. A detenção também pode enfraquecer redes transnacionais ligadas ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro, mencionadas por autoridades norte-americanas.

A retirada da principal figura do regime tende a alterar o ambiente político interno, com pressão por negociações e por um processo eleitoral com supervisão internacional. O episódio recoloca em debate o alcance da justiça internacional sobre chefes de Estado e pode, em eventual cenário de transição, facilitar a entrada de ajuda humanitária, reduzir fluxos migratórios forçados e reabrir canais diplomáticos.

O caso segue no centro de controvérsias jurídicas e geopolíticas, com reações de aliados de Caracas e questionamentos sobre legalidade e precedentes.

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Internacional

Mercosul: Aprovado acordo sobre assinatura digital com aceitação em quatro países

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A ratificação do Acordo de Reconhecimento Mútuo de Certificados de Assinatura Digital do Mercosul foi aprovada pelo Senado (PDL 929/2021). Por meio dele, os certificados de assinatura digital emitidos no Brasil, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai passarão a ser aceitos nesses quatro países. O texto segue agora para a promulgação.

O acordo foi assinado na cidade gaúcha de Bento Gonçalves em 2019. Assim, as assinaturas digitais com certificados emitidos por prestadores de serviço credenciados terão o mesmo valor jurídico das manuscritas. A proposição prevê a harmonização das práticas de certificação nos países signatários a fim de garantir a segurança e a eficácia dos certificados de assinatura digital, bem como a realização de auditorias nos prestadores de serviço de certificação. No Brasil, o coordenador operacional do acordo será o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, autarquia vinculada à Casa Civil da Presidência da República, que já é responsável por manter e executar as políticas da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira. O relatório do senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco, na Comissão de Relações Exteriores foi lido pelo senador Hamilton Mourão, do Republicanos do Rio Grande do Sul, que apontou as vantagens da aprovação do acordo. (sen. Hamilton Mourão) “O acordo em questão possibilitará o intercâmbio de documentos eletrônicos entre governos, empresas e cidadãos dos países do bloco. Assim sendo, a digitalização nas relações sociais e comerciais entre cidadãos, empresas e entes públicos dos países integrantes do Mercosul passará a ser uma realidade.” O texto segue agora para a promulgação.

(Fonte: Rádio Senado)

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