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Pamonha: O sabor da tradição e da agricultura familiar na Feira do Centro, neste domingo

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A pamonha, quitute típico do Brasil Central e símbolo da força da agricultura familiar, é novamente destaque neste domingo (20) na Feira do Produtor do Centro, em Tangará da Serra.

Preparada artesanalmente a partir do milho verde ralado, a pamonha tem lugar garantido nas manhãs de feira, conquistando consumidores pelo aroma inconfundível, pelo sabor autêntico e pelo valor nutricional. “É uma iguaria com a cara da nossa terra. Representa a produção local e a tradição alimentar do Centro-Oeste”, define Valdeci Ferraz Aquino, presidente da Associação dos Feirantes e gestor da Feira do Centro.

Fumegante, seja na versão doce ou salgada, com recheios variados — como queijo, linguiça ou goiabada —, a pamonha atrai uma clientela fiel que costuma chegar cedo à praça de alimentação do mercado público central. “Quem deixa para mais tarde corre o risco de ficar sem. A procura é grande”, alerta Terezinha de Jesus Silva, feirante experiente e especialista na produção da pamonha e do curau, outro derivado do milho que também faz sucesso entre os frequentadores da feira.

De origem indígena, a pamonha é preparada com o milho envolto em sua própria palha e cozido lentamente até atingir o ponto ideal. Os ingredientes — além do milho fresco, leite, manteiga, ovos e, em algumas receitas, leite condensado — garantem uma textura suave e um sabor marcante.

Mais que uma delícia matinal, a pamonha é considerada um alimento energético, rico em fibras e minerais. Quando consumida de forma equilibrada, contribui para a saúde intestinal, fortalece a imunidade, faz bem para a pele, a visão e ainda carrega o afeto das receitas passadas de geração em geração.

Neste domingo, portanto, a dica é simples: acorde cedo, vá à Feira do Centro e aproveite essa explosão de sabor, tradição e saúde servida ainda quente, direto das panelas da agricultura familiar tangaraense.

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Meteorologia prevê nova frente fria em junho para derrubar temperaturas em Mato Grosso

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A segunda metade de junho promete trazer uma nova friagem para o Centro-Oeste, com destaque para Tangará da Serra e municípios vizinhos, como Barra do Bugres, Nova Olímpia, Arenápolis, Nortelândia e Reserva do Cabaçal. A Serra de Tapirapuã, conhecida por registrar algumas das menores temperaturas da região, deve sentir de forma mais intensa os efeitos da frente fria que se aproxima.

De acordo com previsões do Climatempo, Cptec/Inpe e Inmet, uma massa de ar polar avança pelo Sul do Brasil e se desloca em direção ao Centro-Oeste, canalizando-se pela Bolívia e Acre até alcançar o oeste de Mato Grosso. Esse movimento é característico das friagens amazônicas, que costumam derrubar rapidamente as temperaturas em áreas serranas.

Queda acentuada

As mínimas previstas para Tangará da Serra e Serra de Tapirapuã devem ficar entre 10 °C e 12 °C, com sensação térmica ainda menor durante as madrugadas. Nos municípios vizinhos, como Barra do Bugres, Nova Olímpia e Arenápolis, os termômetros devem marcar entre 12 °C e 14 °C, enquanto em Nortelândia e Reserva do Cabaçal as mínimas devem variar de 11 °C a 13 °C. As máximas, que normalmente ultrapassam os 30 °C nesta época do ano, devem cair para a faixa de 20 °C a 23 °C.

Chuva rápida na chegada

A frente fria deve chegar acompanhada de chuvas rápidas e isoladas, principalmente no início da incursão do ar polar. Após a passagem, o tempo tende a se estabilizar, com dias ensolarados e noites frias, típicas das friagens que marcam o inverno mato-grossense.

Pela meteorologia, nova frente fria deverá chegar em Tangará da Serra na segunda metade do mês.

Persistência do fenômeno

Segundo os meteorologistas, o resfriamento deve persistir por 3 a 5 dias, sendo mais intenso nas primeiras 48 horas. A partir do final da semana seguinte, as temperaturas voltam a subir gradualmente, devolvendo o calor característico da região.

Impactos locais

A friagem pode afetar culturas agrícolas sensíveis ao frio, exigindo atenção redobrada dos produtores. A população também deve se preparar para noites geladas, especialmente em áreas rurais e serranas. Municípios como Tangará da Serra e Reserva do Cabaçal, já acostumados a registrar temperaturas mais baixas, devem sentir os efeitos de forma mais intensa.

O fenômeno reforça a importância da Serra de Tapirapuã como um dos pontos mais frios do Centro-Oeste e confirma que o inverno de 2026 terá episódios marcantes de friagem em Mato Grosso.

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