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Pamonha: O sabor da tradição e da agricultura familiar na Feira do Centro, neste domingo

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A pamonha, quitute típico do Brasil Central e símbolo da força da agricultura familiar, é novamente destaque neste domingo (20) na Feira do Produtor do Centro, em Tangará da Serra.

Preparada artesanalmente a partir do milho verde ralado, a pamonha tem lugar garantido nas manhãs de feira, conquistando consumidores pelo aroma inconfundível, pelo sabor autêntico e pelo valor nutricional. “É uma iguaria com a cara da nossa terra. Representa a produção local e a tradição alimentar do Centro-Oeste”, define Valdeci Ferraz Aquino, presidente da Associação dos Feirantes e gestor da Feira do Centro.

Fumegante, seja na versão doce ou salgada, com recheios variados — como queijo, linguiça ou goiabada —, a pamonha atrai uma clientela fiel que costuma chegar cedo à praça de alimentação do mercado público central. “Quem deixa para mais tarde corre o risco de ficar sem. A procura é grande”, alerta Terezinha de Jesus Silva, feirante experiente e especialista na produção da pamonha e do curau, outro derivado do milho que também faz sucesso entre os frequentadores da feira.

De origem indígena, a pamonha é preparada com o milho envolto em sua própria palha e cozido lentamente até atingir o ponto ideal. Os ingredientes — além do milho fresco, leite, manteiga, ovos e, em algumas receitas, leite condensado — garantem uma textura suave e um sabor marcante.

Mais que uma delícia matinal, a pamonha é considerada um alimento energético, rico em fibras e minerais. Quando consumida de forma equilibrada, contribui para a saúde intestinal, fortalece a imunidade, faz bem para a pele, a visão e ainda carrega o afeto das receitas passadas de geração em geração.

Neste domingo, portanto, a dica é simples: acorde cedo, vá à Feira do Centro e aproveite essa explosão de sabor, tradição e saúde servida ainda quente, direto das panelas da agricultura familiar tangaraense.

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Nova Olímpia assegura R$ 3,8 milhões para abatedouro com abate inspecionado de bovinos

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Recursos de emenda do senador Carlos Fávaro junto ao MAPA viabilizarão estrutura com capacidade para abater até 12 bovinos/dia e atender produtores de todos os portes

O município de Nova Olímpia deu um passo decisivo para solucionar uma das mais antigas demandas do setor agropecuário local. O investimento superior a R$ 3,8 milhões garantido pela municipalidade viabilizará a construção de um abatedouro de bovinos, estrutura que possibilitará o abate inspecionado de animais e ampliará a segurança alimentar da população.

Os recursos serão viabilizados por meio de convênio entre a Prefeitura de Nova Olímpia e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), com apoio do senador Carlos Fávaro. Do montante previsto, R$ 2.689.297,61 já estão empenhados para a execução das obras civis, enquanto outros R$ 1.186.141,69 deverão ser liberados em uma segunda etapa destinada à aquisição dos equipamentos necessários ao funcionamento da unidade.

A conquista é resultado de uma articulação conduzida pela Prefeitura de Nova Olímpia, sob liderança do prefeito Ari Cândido Batista (Arizão), com participação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, comandada pelo secretário Sergio Schefer. O projeto foi elaborado pela equipe técnica da secretaria, em conjunto com a Secretaria de Planejamento (SEPLAN) e Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). Apresentado na sequência em Brasília, o projeto recebeu apoio do senador Carlos Fávaro para viabilização dos recursos federais. A iniciativa também contou com pleno respaldo da Câmara de Vereadores.

Segundo o secretário Sergio Schefer, o edital de licitação será lançado após a formalização do convênio entre o MAPA e a Prefeitura, prevista para as próximas semanas. “A expectativa é que a obra seja concluída em até um ano após a emissão da ordem de serviço”, disse o titular da pasta de Desenvolvimento Rural.

A nova estrutura será implantada em uma área de três hectares no entroncamento do Prega Fogo, uma das localidades mais tradicionais do município. O abatedouro será destinado exclusivamente ao abate de bovinos e terá capacidade para processar até 12 cabeças por dia, atendendo produtores rurais de todos os portes.

Segurança alimentar e desenvolvimento econômico

Para o prefeito Ari Cândido Batista, o empreendimento representa mais do que uma obra de infraestrutura. “Será a solução de uma demanda histórica de Nova Olímpia, que estamos há quase uma década lutando para atender”, destacou o gestor.

Atualmente, o município não dispõe de uma unidade própria para abate inspecionado, situação que limita a organização da cadeia produtiva da carne e dificulta o acesso da população a produtos com certificação sanitária local.

Com a entrada em operação do abatedouro, a carne comercializada no município passará a contar com acompanhamento sanitário realizado pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e pelo sistema estadual de inspeção (SISE). “Vamos assegurar maior controle sobre a qualidade e a procedência dos produtos oferecidos aos consumidores de Nova Olímpia”, pontuou Arizão.

O prefeito ressalta ainda que, além dos benefícios diretos à saúde pública, a nova estrutura deverá impulsionar a economia local, fortalecendo a pecuária, ampliando oportunidades para produtores rurais e estimulando a circulação de renda dentro do município. “Nossa expectativa é que o empreendimento se torne um importante instrumento de apoio ao setor produtivo, agregando valor à produção pecuária local e consolidando uma nova etapa de desenvolvimento para Nova Olímpia”, finalizou.

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