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Pamonha: O sabor da tradição e da agricultura familiar na Feira do Centro, neste domingo

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A pamonha, quitute típico do Brasil Central e símbolo da força da agricultura familiar, é novamente destaque neste domingo (20) na Feira do Produtor do Centro, em Tangará da Serra.

Preparada artesanalmente a partir do milho verde ralado, a pamonha tem lugar garantido nas manhãs de feira, conquistando consumidores pelo aroma inconfundível, pelo sabor autêntico e pelo valor nutricional. “É uma iguaria com a cara da nossa terra. Representa a produção local e a tradição alimentar do Centro-Oeste”, define Valdeci Ferraz Aquino, presidente da Associação dos Feirantes e gestor da Feira do Centro.

Fumegante, seja na versão doce ou salgada, com recheios variados — como queijo, linguiça ou goiabada —, a pamonha atrai uma clientela fiel que costuma chegar cedo à praça de alimentação do mercado público central. “Quem deixa para mais tarde corre o risco de ficar sem. A procura é grande”, alerta Terezinha de Jesus Silva, feirante experiente e especialista na produção da pamonha e do curau, outro derivado do milho que também faz sucesso entre os frequentadores da feira.

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De origem indígena, a pamonha é preparada com o milho envolto em sua própria palha e cozido lentamente até atingir o ponto ideal. Os ingredientes — além do milho fresco, leite, manteiga, ovos e, em algumas receitas, leite condensado — garantem uma textura suave e um sabor marcante.

Mais que uma delícia matinal, a pamonha é considerada um alimento energético, rico em fibras e minerais. Quando consumida de forma equilibrada, contribui para a saúde intestinal, fortalece a imunidade, faz bem para a pele, a visão e ainda carrega o afeto das receitas passadas de geração em geração.

Neste domingo, portanto, a dica é simples: acorde cedo, vá à Feira do Centro e aproveite essa explosão de sabor, tradição e saúde servida ainda quente, direto das panelas da agricultura familiar tangaraense.

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Nova estimativa populacional do IBGE eleva Tangará da Serra para fator 3,4 no FPM

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Município passa de 114.603 para 116.637 habitantes e supera faixa populacional que determina o novo fator de participação no Fundo de Participação dos Municípios

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na última sexta-feira (28.08) a nova estimativa populacional dos municípios e estados brasileiros. Os dados têm como referência 1º de julho de 2026 e atualizam anualmente a população entre os Censos Demográficos.

Além de orientar o planejamento de políticas públicas e a produção de indicadores sociais, econômicos e demográficos, as estimativas populacionais são utilizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) como um dos parâmetros para o cálculo das quotas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Em Tangará da Serra, a população estimada passou de 114.603 habitantes, em 2025, para 116.637 em 2026. O município ganhou 2.034 moradores em um ano, crescimento de 1,77%.

A nova estimativa também coloca Tangará em uma faixa superior do FPM. Com 116.637 habitantes, o município supera o limite de 115.465 habitantes e passa do fator 3,2 para 3,4 na distribuição do fundo. Sorriso, que tem população estimada em 128.727 habitantes, também está no fator 3,4.

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A mudança, entretanto, não altera o coeficiente do FPM de 2026, já definido pelo TCU. O novo número populacional será considerado no cálculo do coeficiente referente ao exercício seguinte, caso a estimativa seja mantida após o período de contestação previsto para os municípios.

Entre os municípios da região, Tangará da Serra está entre os que apresentaram crescimento populacional. Barra do Bugres, por outro lado, passou de 29.406 habitantes em 2025 para 29.238 em 2026, redução de 168 moradores. Nova Olímpia também registrou queda, de 16.204 para 16.094 habitantes.

Cuiabá

Para Cuiabá, que é a capital de Mato Grosso, o FPM segue uma regra específica. O conjunto das capitais recebe 10% do total destinado ao FPM, mas essa parcela é posteriormente distribuída entre as capitais segundo critérios que consideram população e renda per capita.

A Capital mato-grossense (foto acima) aparece na nova estimativa com 698.917 habitantes, mantendo-se como o município mais populoso do Estado.

Mato Grosso

Mato Grosso atingiu 3.950.330 habitantes em 2026 e registrou o terceiro maior crescimento populacional entre os estados brasileiros.

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A população estadual passou de 3.893.659 habitantes em 2025 para 3.950.330 neste ano, acréscimo de 56.671 pessoas e crescimento de 1,46%.

O resultado coloca Mato Grosso atrás apenas de Roraima, que cresceu 3,01%, e Santa Catarina, com 1,54%. Os três estados foram os únicos a apresentar crescimento superior a 1% no período.

O ritmo de expansão populacional de Mato Grosso foi quase quatro vezes superior à média brasileira, de 0,37%. A população do país chegou a 214.211.951 habitantes em 1º de julho de 2026.

Em número absoluto de habitantes, Mato Grosso ocupa a 16ª posição entre as 27 unidades da Federação.

Confira o ranking dos 10 municípios mais populosos de Mato Grosso:

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