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Onda de calor deve atingir Mato Grosso no final de semana com picos a partir de terça-feira

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Uma nova onda de calor vai atingir Mato Grosso a partir deste sábado e o calor deve permanecer até ao menos o dia primeiro de maio.

De acordo com a meteorologista e consultora da Energisa Ana Paula Paes, a previsão é que as temperaturas fiquem mais altas a partir do fim de semana.

Na região de Cuiabá a temperatura máxima deve ficar em torno dos 35° graus. Em Tangará da Serra, as temperaturas serão muito parecidas, também com máximas de 35°C no sábado e no domingo.  A partir de terça-feira, as altas temperaturas deverão chegar ao seu ápice, com médias de 36 graus celsius e pancadas de chuvas isoladas  (veja imagem a seguir).

Por causa desse novo alerta climático, técnicos da Energisa explicam que é preciso ter cuidado redobrado com a conta de luz.

É que o aumento das temperaturas e a permanência em períodos prolongados podem causar um salto de até 60% no consumo de equipamentos de refrigeração e climatização

Por isso, é preciso uma ação mais forte para evitar gastos elevados num período de clima tão extremo.

Leia mais:  Entre exigência e escassez, Tangará da Serra enfrenta dilema na contratação de serviços

Segundo o gerente de operações da concessionária, Anderson Rodrigues, neste momento, para poder reduzir o impacto na conta de energia, é necessário retirar da tomada aparelhos sem ou com pouco uso.

(Redação EB, com Sapicuá RN)

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Entre exigência e escassez, Tangará da Serra enfrenta dilema na contratação de serviços

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As dificuldades enfrentadas por Tangará da Serra na execução de serviços públicos e obras de infraestrutura expõem um problema que vai além de casos pontuais: a limitação do poder público em contratar empresas com capacidade operacional compatível com as demandas do município.

Durante entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (16), o prefeito Vander Masson e secretários municipais reconheceram os entraves, mas afirmaram que não são exclusivos da cidade. Segundo os gestores, trata-se de uma realidade recorrente em municípios de diferentes regiões do país, marcada pela escassez de empresas consideradas confiáveis para a execução de contratos públicos.

Na prática, o cenário se reflete em falhas na coleta de lixo, atrasos em obras e necessidade de intervenções emergenciais por parte da própria administração municipal — situações que têm impacto direto na rotina da população.

Obras na Vila Goiás/Jardim Acapulco: Empresa contratada demonstrou incapacidade técnica.

Questionados sobre o rigor nos processos licitatórios, especialmente na verificação da capacidade técnica das empresas, os gestores admitiram a existência de um impasse. De um lado, a exigência por critérios mais rigorosos poderia elevar o nível das contratações. De outro, segundo relataram, o endurecimento das regras tende a reduzir a participação de empresas nos certames, resultando em licitações esvaziadas.

Leia mais:  Entre exigência e escassez, Tangará da Serra enfrenta dilema na contratação de serviços

O argumento evidencia um dilema estrutural: ao flexibilizar critérios para garantir concorrência, abre-se margem para a contratação de empresas que, posteriormente, demonstram dificuldades em cumprir as obrigações assumidas. Por outro lado, ao elevar o nível de exigência, o risco é não atrair interessados suficientes, comprometendo a própria realização dos serviços.

População insatisfeita e dores de cabeça para o município: Empresa contratada tem cometido falhas frequentes.

Esse equilíbrio delicado coloca o município em posição de dependência de fornecedores que, em alguns casos, não apresentam desempenho satisfatório. A consequência tem sido a recorrência de notificações, multas contratuais e, em situações mais críticas, a necessidade de rescisão e substituição das empresas — processos que, além de burocráticos, prolongam (e até podem agravar) os problemas.

No caso das obras de infraestrutura e da coleta de lixo, já há registros de medidas administrativas em andamento, incluindo abertura de processos que podem culminar na ruptura de contratos. Ainda assim, a substituição de empresas não garante, por si só, a resolução definitiva da questão, diante do cenário descrito pelos próprios gestores.

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A realidade de Tangará da Serra evidencia os limites do modelo atual de contratação pública em municípios de porte médio, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros, onde o número de fornecedores qualificados tende a ser menor. Nesse contexto, o desafio não se restringe à fiscalização dos contratos, mas passa também pela capacidade do mercado em atender às exigências do setor público.

Enquanto o impasse persiste, os reflexos seguem perceptíveis no cotidiano da cidade, com serviços irregulares e obras que avançam em ritmo aquém do esperado.

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