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Circuito Rural

Olmir Cividini comenta sobre acordo Mercosul/UE, a Aprosoja no CADE e a projeção da CNA

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O polêmico acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia é o assunto de abertura do quadro “Circuito Rural”, do jornalista Olmir Cividini.

Positivo para os países da América do Sul, a parceria com a União Europeia é o maior acordo comercial já concluído pelo Mercosul. Os dois blocos reúnem cerca de 718 milhões de pessoas e economias que, somadas, alcançam aproximadamente US$ 22 trilhões de dólares. Parte dos europeus desaprova o acordo, porque perdem em competitividade para os sul-americanos.

Outro assunto é o pedido formal da Aprosoja ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para investigar as práticas comerciais das empresas signatárias da Moratória da Soja. A entidade suspeita de prática de cartel por empresas envolvidas.

Cividini também comenta sobre as previsões da CNA para 2025. Para o ano que vem, a expectativa é de crescimento do setor agropecuário em até 5% comparado a 2024, totalizando uma receita de R$ 1,43 trilhão. O segmento agrícola deve alcançar R$ 937,55 bilhões, mostrando a recuperação da produção após a quebra de safra em 2024.

Leia mais:  A boa fase da carne suína, o gargalo em Paranaguá e uma boa notícia para as chácaras

Olmir Cividini é Bacharel em Comunicação Social pelo Instituto Várzea-grandense de Educação. Seus comentários estão disponíveis sempre às sextas-feiras no Enfoque Business.

Ouça o comentário na íntegra, no áudio a seguir:

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Circuito Rural

A boa fase da carne suína, o gargalo em Paranaguá e uma boa notícia para as chácaras

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(*) Por: Olmir Cividini

Faltam praticamente três semanas para virarmos o calendário, mas 2025 ainda guarda espaço para uma conquista importante: o Brasil deve subir mais um degrau no ranking mundial de exportação de carne suína. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal, estamos prestes a ultrapassar o Canadá — que deve encerrar o ano com 1,3 milhão de toneladas embarcadas — enquanto nós avançamos para a casa de 1,4 milhão. Um feito histórico.

Mais que a ultrapassagem no ranking, o que anima é o horizonte. A peste suína que afeta países da Europa e da Ásia deve redirecionar compradores para o nosso mercado. Há quem projete um crescimento de até 4% nas exportações em 2026, superando 1 milhão e meio de toneladas. Boas perspectivas para os suinocultores — que, aliás, seguem firmes ao lado dos bovinocultores e avicultores na liderança global das proteínas animais.

Gargalo em Paranaguá

E já que estamos falando em mercado internacional, há outro movimento importante no tabuleiro. Todos sabemos que o Brasil, apesar de ser uma potência agrícola, ainda é dependente de fertilizantes importados. Por anos a Rússia reinou como principal fornecedora, mas isso mudou. O boletim de insumos de novembro, da CNA, divulgado agora, trouxe a novidade: pela primeira vez, a China assumiu a liderança. Foram 9,76 milhões de toneladas enviadas ao Brasil entre janeiro e outubro, contra 9,72 milhões da Rússia, no mesmo período.

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A diferença é pequena, mas suficiente para alterar o ranking — e para causar um engarrafamento monumental no porto de Paranaguá. A enxurrada de fertilizantes chineses provocou filas longas de navios e um tempo médio de espera de 60 dias para o desembarque. Sessenta dias! É mais que  o tempo de viagem, de navio, entre China e Brasil, que é de 40 a 45 dias.  Um retrato nada sutil da fragilidade da infraestrutura portuária brasileira.

Chácaras: Boa notícia

Mudando de assunto, mas ainda dentro do universo rural, uma boa notícia para quem tem uma chácara de até 2 mil metros quadrados. A Comissão de Agricultura da Câmara aprovou um projeto de lei que classifica esses imóveis como propriedades destinadas à produção agropecuária — seja para consumo próprio ou para venda. Na prática, isso abre portas para linhas de crédito específicas, isenções de taxas municipais e acesso a programas de capacitação e assistência técnica.

É uma mudança simples, mas que pode transformar a vida de muita gente. Nas minhas idas e vindas por Mato Grosso, especialmente durante o Projeto MT Sustentável que realizei com o Canal Rural, encontrei inúmeros produtores que tiram o sustento de pequenas áreas: hortas bem cuidadas, pomares caprichados, criação modesta, mas cheia de dedicação. Para eles, essa lei seria mais que um benefício — seria reconhecimento.

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Agora, resta torcer para que o projeto avance na Câmara e no Senado. Em Brasília, muitas coisas demoram; esperamos que este projeto não entre na fila de espera, como os navios lá em Paranaguá.

(*) O autor da coluna, Olmir Cividini, é Bacharel em Comunicação Social pelo Instituto Várzea-grandense de Educação. Seus comentários estão disponíveis no Enfoque Business sempre às sextas-feiras.

Ouça o áudio da coluna, abaixo:

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