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NA LUPA: Críticas e vilania no trânsito, dor no bolso e terceirização do Hospital Municipal

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O trânsito urbano tem sido – ao lado da água e malha viária da cidade – um dos gargalos da gestão pública em Tangará da Serra.  Mas, se o sistema de tráfego de veículos na cidade anda problemático, ao mesmo tempo alguns (vários) motoristas contribuem para agravar o problema.

Além do trânsito, a possibilidade de terceirização do Hospital Municipal já causa polêmica. Estes assuntos estão sob a Lupa do EB.

Trânsito em foco

O trânsito urbano de Tangará da Serra tem sido foco de frequentes e incisivas críticas dos vereadores. Os descontentamentos, segundo os edis, estão na desorganização, no mau funcionamento dos semáforos e nas multas aplicadas pela Guarda Municipal.

Vereador Eduardo Sanches (Republicanos)

Na sessão da última terça-feira (03), os vereadores mais críticos em relação ao trânsito local foram Eduardo Sanches (Republicanos) e o presidente da Câmara, Fábio Brito (Fabão, PSDB).

Sanches cobrou do Executivo a definição sobre a atividade delegada, em que policiais militares poderão exercer fiscalização no trânsito local. O mesmo vereador também cobrou avanço na questão do trânsito. “Aquelas cobranças de 60, 90 dias atrás são as mesmas de hoje… não avançamos”, disse, criticando, também, a utilidade das câmeras instaladas junto aos semáforos.

Trânsito ‘da Índia’

Fabão, por sua vez, também cobrou definição sobre a atividade delegada e voltou a comparar o trânsito local com o caótico trânsito da Índia. Sobre o mesmo tema, na tribuna, o presidente do Legislativo dirigiu-se ao prefeito Vander Masson: “O prefeito ouve as pessoas erradas… tem que buscar profissionais capacitados”.

Vilania no trânsito

Outro problema (certamente o principal) no trânsito de Tangará da Serra são os próprios condutores. A imprudência e a irresponsabilidade resultam na piora do trânsito local, em gargalos no sistema público de saúde e consequentes custos à municipalidade e, ainda, na pior das consequências, perda de vidas. Condutores embriagados e que imprimem excessos de velocidade são os grandes vilões do trânsito nas cidades e nas rodovias. No último final de semana, em Tangará da Serra, um motorista bêbado tirou a vida de um jovem, em acidente envolvendo carro e motocicleta.

Ação de regresso

Talvez seja o momento de o município impor lei que obrigue o motorista infrator a ressarcir os cofres públicos dos gastos resultantes de danos materiais e ambientais e, também, do atendimento médico. Uma ação de regresso faria o infrator sentir no bolso o quanto custa aos cofres públicos o seu próprio atendimento médico e o de terceiros que se envolveram no acidente causado por embriaguez, imprudência ou inaptidão. Ao infrator, por certo, também seria atribuída a responsabilidade pelos danos ao patrimônio público (postes, placas, etc.) e ao meio ambiente.

Dor no bolso

Ações de regresso são instrumentos já utilizados por seguradoras para reaver os prejuízos pagos com sinistros. O próprio cidadão pode impor ao poder público demanda judicial para reembolsar custos com tratamento de lesões e ressarcir danos materiais em acidentes motivados, por exemplo, por buracos no asfalto.

Ora, se as seguradoras e os cidadãos podem, o poder público também pode (e deve). A ‘dor no bolso’ poderá servir de ‘analgésico’ para muitas dores causadas pela vilania no trânsito e, também, de aprendizado aos infratores.

Terceirização do HM?

Vereador Rogério Silva (União)

A possibilidade de terceirização do Hospital Municipal através da contratação de uma Organização Social de Saúde (OSS) foi tema abordado pelo vereador Rogério Silva (União Brasil) na tribuna da Câmara, na última terça-feira. O assunto, se avançar, poderá gerar muita polêmica, já que o município teve uma experiência traumática em situação semelhante, nos anos de 2010/2011 (gestão de Júlio César Ladeia, 2005-2011), quando uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) assumiu a gestão do sistema público de saúde do município, dando origem ao que se conheceu na cidade como “Escândalo da Saúde”.

Terceirização – ‘Cases’

É bem verdade que há muitos exemplos, pelo país afora, de gestões de hospitais públicos por OSS, que, em tese, são instituições privadas, sem fins lucrativos, que atuam em parceria público-privada para gerenciar serviços de saúde oferecidos pelo poder público com o objetivo de oferecer mais qualidade e eficiência no serviço para a população.

Em Tangará da Serra, vale lembrar, as alas de UTI Covid foram gerenciados por uma empresa (não uma OSS) – a Mediall Brasil, de Goiânia, que participou e venceu certame licitatório na modalidade Pregão Eletrônico. A terceirização permitiu ao município, entre outras vantagens, não extrapolar limite de gastos com pessoal previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Terceirização ‘articulada’

Mas o vereador Rogério Silva, em posicionamento contrário à possível terceirização, foi taxativo: “Essa semana começou a ventilar um assunto que espero que não seja verdade (…) Estão se articulando para terceirizar o Hospital Municipal, e terceirização não se faz da noite pro dia (…) Estão colocando uma situação tão negativa lá no hospital que terceirizar vai acabar virando a melhor saída”, disse, na tribuna.

Para Rogério, o município tem plenas condições, com aporte do Estado, de administrar o Hospital Municipal. O vereador destacou, ainda, que 40% da movimentação de pacientes no HM corresponde a pacientes de outras cidades da região.

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Lupa

Na Lupa: Promessa, demandas, desafios para Vander e João, Lula sem público e Bolsonaro na frente

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Não há gestão que não passe por momentos difíceis, seja no âmbito municipal, seja no estadual, seja federal. A administração de Vander Masson na prefeitura de Tangará da Serra passa por um momento que exige reflexão e, talvez, mudança de rumos. Para casos assim, os melhores remédios são atendimento de demandas importantes e diálogo.

Na sucessão presidencial, quem passa por crise (embora, obviamente, não admita) é o ex-presidente Luís Inácio ‘Lula’ da Silva, que quer voltar a exercer o cargo máximo da Nação. Lula já trocou de marketeiro e, ainda assim, sofre com a baixa adesão aos atos de pré-campanha organizados pela militância do seu partido, o PT.

A “Lupa” do EB faz algumas abordagens sobre estes e outros assuntos da política local.

Cirurgias no HM

O vice-governador, Otaviano Pivetta, disse semana passada que o Estado ajudará no financiamento para que Tangará da Serra possa fazer cirurgias gerais. A ‘promessa’ foi feita ao prefeito Vander Masson e ao deputado estadual Dr. João, em reunião na última quinta-feira (28/04), em Cuiabá, no Palácio Paiaguás.

A não realização de cirurgias – nem mesmo procedimentos de baixa complexidade – em Tangará da Serra gera incômodos, rende críticas e causa constrangimentos ao poder público local. Afinal, Tangará da Serra é um dos cinco municípios-polo do interior do estado, dispõe de uma ótima estrutura física no Hospital Municipal e, ainda assim, tem de remover pacientes da cidade a outros centros para cirurgias mais simples, como, por exemplo, as ortopédicas ou de apendicite.

“Inadmissível”

Dr. João, que intermediou a reunião com o vice-governador, acredita que após o contato Tangará da Serra poderá “em breve” contar com o serviço na área da Saúde. “´É inadmissível que o hospital municipal de Tangará da Serra não esteja apto a realizar uma cirurgia de apendicite ou ortopédica”, disse o deputado.

Pivetta declarou que conta com o aval do governador Mauro Mendes. Após reunião com a secretária de Estado de Saúde, Kelluby de Oliveira, deu sinal verde para que, tão logo terminado o processo burocrático, o hospital da cidade possa estar apto a realizar cirurgias gerais.

Otimismo e esperança

Por sua vez, o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, demonstrou otimismo com o avanço nas tratativas. “Teremos a oferta de mais serviços para nossa população. Vamos ampliar os atendimentos ortopédicos e cirurgia geral. Muitas vezes, pessoas tinham que ir até Cuiabá e queremos que isto não mais seja necessário. Vamos reduzir com o que chamamos de ‘ambulancioterapia’.

Novo fôlego

A realização de cirurgias gerais no Hospital Municipal, a oferta suficiente de água nos 12 meses do ano e a restauração da malha viária urbana são três das principais demandas do município que, se atendidas, darão novo fôlego ao prefeito Vander Masson. O gestor tem enfrentado uma fase difícil, com críticas incisivas de setores da sociedade, principalmente na Câmara Municipal.

Demandas e desafios

Vander precisa contornar o cisma vivenciado atualmente com a Câmara Municipal. Para isso, nada melhor que o atendimento de grandes demandas, mas é fundamental afinar o diálogo com os vereadores e, principalmente, ouvi-los. As críticas tem sido intensas no Legislativo e isso pode resultar em sérios entraves .

O problema na malha viária urbana deverá ser resolvido com a aquisição da usina de asfalto CBUQ, mas será preciso confirmar a habilitação do HM para cirurgias. Outro desafio, talvez ainda mais sério, é o abastecimento de água durante a estiagem que, a exemplo do ano passado, terá grandes reflexos em setembro e outubro, talvez até com racionamento. É preciso planejar o enfrentamento à estiagem desde agora, já que o sistema de adução do Sepotuba não entrará em operação antes de dezembro. As opções são o rio Russo, os poços artesianos e os caminhões-pipa.

Dr. João

Deputado estadual Dr João, do MDB, é candidato natural à releição.

O deputado estadual Dr. João, único representante da região na Assembleia Legislativa, também precisa de fatos novos e positivos como a habilitação do centro cirúrgico do Hospital Municipal. Candidato natural à reeleição, o médico João de Matos enfrentará uma disputa acirrada pelos votos do eleitorado regional e precisa de mais visibilidade se quiser garantir a manutenção da sua cadeira na ALMT no próximo pleito.

O deputado se ressente da falta de uma boa assessoria de comunicação para divulgar os seus trabalhos. Nunca é demais lembrar das eleições de 2018, quando os dois representantes de Tangará da Serra – Saturnino Masson (in memorian) e Wagner Ramos – não conseguiram se reeleger ao parlamento estadual…

Lula ignorado

Por causa da falta de público expressivo no ato do Dia do Trabalho organizado ontem (domingo 01/05) pelas centrais sindicais, na Praça Charles Miller, em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pré-candidato à presidência da República decidiu atrasar sua participação. Seu pronunciamento estava programado para acontecer às 13 horas, mas foi adiado para às 15h30 na tentativa de reunir mais gente. Ainda assim, o público ficou muito aquém do esperado pela organização.

O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, e o pré-candidato a deputado federal pelo Psol, Guilherme Boulos, também estiveram no local, mas o público foi igualmente ínfimo. A baixa adesão aos atos programados em torno de Lula e seus correligionários tem preocupado a esquerda. Tanto que já houve até substituição do marketeiro da pré-campanha do petista.

Vira-vira

Não bastasse a baixa adesão do público nos atos promovidos pelo PT e seus partidos parceiros, as últimas pesquisas indicam crescimento do presidente Jair Bolsonaro nas pesquisas sobre a preferência do eleitorado na corrida presidencial.

Segundo divulgado pela imprensa do centro do país, Bolsonaro (PL) aparece numericamente na frente do petista Lula no estado de São Paulo, de acordo com o levantamento do instituto Paraná Pesquisas realizado entre os dias 24 e 29 de abril e divulgado no último sábado (30). Em relação à última pesquisa, houve uma inversão de posições entre os dois principais postulantes ao Palácio do Planalto. No principal cenário, que inclui o nome do ex-governador de São Paulo João Dória (PSDB), Bolsonaro tem 35,8% das intenções de voto contra 34,9% do petista.

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