O governador veio

O governador Mauro Mendes veio, sim, a Tangará da Serra no dia (13 de maio) do aniversário do município. Veio para assinar a autorização para abertura de certame licitatório para pavimentação do primeiro lote da rodovia MT-358, em trecho de 23,6 quilômetros no Chapadão do Rio Verde, na divisa de Tangará da Serra com Campo Novo do Parecis. Mendes, porém, não veio exatamente para as comemorações do aniversário do município. Assinou a autorização na 358 e, depois, foi para Campo Novo, Sapezal e Brasnorte assinar convênios.
Sem motivos
Na verdade, Mendes não teve motivação suficiente para vir no aniversário de Tangará da Serra. Esta falta de motivação repercutiu na Câmara Municipal, na última sessão ordinária. O vereador Horácio Pereira (União) questionou, na tribuna, a ausência do chefe do Executivo Estadual nas festividades do município. Na sequência, Rogério Silva (União) disse que o governador não veio nas festividades “porque não tinha nenhum motivo para vir, nenhuma obra para inaugurar, nenhum convênio pra assinar”.
Mas virá
Na verdade, o governador bem que tentou participar das festividades dos 46 anos de Tangará da Serra. Um bom motivo seria o lançamento das obras do Hospital Regional, cujo processo licitatório está em fase de conclusão. Como não deu tempo de concluir o certame, Mendes acabou não vindo. Mas ele mesmo anunciou – durante a assinatura da autorização para a pavimentação da MT-358, no Chapadão do Rio Verde – que o processo licitatório está em finalização e que virá nos próximos dias a Tangará da Serra para, daí sim, lançar a esperada obra.
Sarampo
Causa preocupação o reaparecimento do sarampo depois de tanto tempo em que a doença fora considerada erradicada. O sarampo é uma infecção grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. Em Tangará da Serra foi registrado, semana passada, um caso em uma criança de cinco anos de idade, que, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, estava vacinada com duas doses da vacina tríplice acabou desenvolvendo sarampo. A família da criança está em monitoramento.
Imunização
O registro do caso de sarampo em Tangará da Serra deixou as autoridades de saúde em alerta. Afinal, se há um caso, significa que o vírus está em circulação. Daí a importância da imunização e, para isso, há doses de vacinas disponíveis em todas as unidades de saúde do município. A criança acometida com sarampo se recupera bem dos sintomas da doença. Na cidade, a procura pela imunização contra o sarampo é baixa, o que aumenta a preocupação das autoridades públicas em saúde.
Alerta/Covid
No Rio Grande do Sul, a Covid-19 volta a preocupar. Depois de nove semanas sem emissão de avisos ou alertas no sistema responsável pelo gerenciamento da pandemia, o governo local emitiu ontem (quarta, 18) avisos para todas as 21 regiões Covid do Estado, alertando sobre o aumento acelerado de casos confirmados da doença, que praticamente duplicaram nos últimos dez dias. Entre 7 e 17 de maio, a incidência acumulada do RS passou de 113,7 a cada 100 mil habitantes para 223,2. Esse aumento refletiu, inclusive, no número de internados em leitos clínicos. Pois, que esse recrudescimento da Convid no RS sirva de alerta para os demais estados.
Alerta/Dengue 1
A Dengue é outra doença que vem causando preocupação em todo o Estado, especialmente no chamado ‘Eixo BR-163”, onde os casos somam, até abril, mais de 6 mil em quatro municípios: Sinop (1.685), Nova Mutum (1.569), Sorriso (1.504) e Lucas do Rio Verde (1.379). Os números preocupam nestes quatro município, pois numa comparação com 2021, Sinop teve um crescimento de 255% no número de casos em relação a 2021 (474 casos). Já Lucas do Rio Verde assiste a uma explosão de casos em relação ao ano passado, quando foram registrados apenas 56 casos. Ou seja, em Lucas, os casos de Dengue aumentaram 23 vezes (2.362%).
Alerta/Dengue 2
Em Tangará da Serra também é preocupante, apesar de o número de casos notificados ser bem inferior aos dos municípios do Eixo BR-163. Na cidade da Serra de Tapirapuã, até abril os casos somam 482 contra 60 em 2021. Ou seja. Tangará já registra um aumento nos casos de dengue na ordem de 703% (sete vezes mais) que ano passado. E o município registrou, há poucos dias, um óbito por dengue hemorrágica… Preocupante!
Escolas indígenas

O prefeito Vander Masson e o secretário municipal de Educação, Vagner Constantino, visitaram na última sexta-feira (13) as obras de reforma e ampliação de escolas municipais indígenas, no Chapadão do Rio Verde. O sistema municipal de ensino atende a comunidade indígena com quatro escolas sedes: Zozoiterô, Formoso, Cabeceira do Sacre e Cabeceira do Osso. Estas unidades têm extensões anexas e recebem cerca de 260 alunos (pré-escola aos anos finais do ensino fundamental).
Multisseriadas
Conforme a Coordenadora Pedagógica da Educação Escolar Indígena, Nilse Zonizokemairô essas escolas atendem exclusivamente indígenas ou filhos de não índios que vivem nas aldeias. As unidades escolares são multisseriadas e tem no seu quadro de profissionais cerca de 99% de professores nativos. Vale destacar que quatro professores destas escolas, da etnia Paresi-Haliti, estão fazendo a pós-graduação em nível de mestrado na FAINDI – Faculdade Indígena Intercultural da UNEMAT, em Barra do Bugres.