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Infraestrutura & Logística

MT-339: Associação e governo apuram causas de degradação de rodovia recém pavimentada

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As condições ruins da rodovia MT-339 que recebeu obras recentes de pavimentação, estão sendo investigadas pela parceria público-privada responsável pelos trabalhos. O trecho da rodovia desde o entroncamento com a MT-358 e a localidade conhecida como Curva da Bênção, altura do Assentamento Antônio Conselheiro, em Tangará da Serra, mostra visíveis sinais de deterioração do asfalto e da base da estrada (foto acima).

Segundo relatos encaminhados por usuários à redação do Enfoque Business, o trajeto em pior situação é o de 2,7 quilômetros, que recebeu pavimentação ainda no governo Pedro Taques, em 2015. Quando as obras foram retomadas, em 2020, o trecho recebeu trabalhos de revitalização com tapa-buracos, impermeabilização e aplicação de micropavimento.

Desde então, a parceria público-privada formalizada entre governo do Estado e Associação de Produtores Rurais das Rodovias MT-480/MT-339 realizou obras de pavimentação até a Curva da Bênção, o que rendeu um aumento significativo do fluxo de veículos, especialmente de carga. O material utilizado na pavimentação foi o TSD (Tratamento Superficial Duplo), com a obra executada pela Guaxe Construtora, empreiteira sediada em Tangará da Serra.

Pavimento recente: estrada recebeu pavimentação até a Curva da Bênção a partir de 2020.

Segundo o superintendente da Associação de Produtores, Edilson Sampaio, as causas dos danos podem ser atribuídos a esse aumento significativo de fluxo e, também, do período chuvoso, que esse ano avançou para o mês de abril. A situação, segundo ele, já é de conhecimento do governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT). “Estamos realizando um levantamento do tráfego, que aumentou muito após a pavimentação daquele trecho, e isso nos dará uma resposta sobre o que fazer”, disse.

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O governo já teria um dado preliminar que indica o tráfego superior a 50 carretas nove eixos (cargas de até 100 toneladas) a cada oito horas.

Nova realidade

A reportagem entrou em contato com o departamento técnico da Guaxe Construtora, que confirmou o aumento significativo do tráfego. Segundo a empreiteira, as obras de pavimentação seguiram o projeto original de pavimentação da via, que teria sido elaborado pelo governo estadual ainda em 2010. “Os coeficientes indicados pelo projeto precisam ser seguidos, mas a realidade que vemos hoje é de que o pavimento previsto pelo projeto não foi dimensionado para o tráfego que temos hoje”, disse um engenheiro do departamento técnico da empreiteira.

Há, também, previsão de que problema semelhante venha ocorrer com o trecho da MT-339 em Nova Fernandópolis, região que assiste a uma grande expansão da cana-de-açúcar, o que implicará em aumento do tráfego pesado.

Para assegurar a trafegabilidade enquanto não se define sobre os trabalhos de recuperação do pavimento, a empreiteira realiza trabalhos paliativos, como fresagem, técnica utilizada para nivelamento e reforço da pista de rodagem.

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Até o momento, já foram pavimentados cerca de 60 quilômetros do trajeto total de 122 quilômetros da MT-339 até a localidade de Panorama, entroncamento com a MT-170, no município de Rio Branco.

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Primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual será inaugurado neste sábado

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Neste sábado, 20 de junho, será inaugurado em Dom Aquino o primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, considerada a primeira ferrovia construída a partir de autorização de um governo estadual no Brasil. O empreendimento representa um marco para a infraestrutura logística do Estado e promete fortalecer a competitividade do agronegócio mato-grossense nos mercados nacional e internacional.

A cerimônia ocorrerá às margens da BR-070, onde foi implantado o terminal multimodal que passa a desempenhar papel estratégico no novo corredor logístico estadual. O local funcionará como ponto de integração entre os modais rodoviário e ferroviário, recebendo cargas transportadas por caminhões para posterior embarque nos trens.

Com a entrada em operação do terminal, Dom Aquino assume posição de destaque na logística de Mato Grosso. A cidade sediará uma das principais estruturas da nova malha ferroviária, transformando uma região tradicionalmente agrícola em importante centro de distribuição e escoamento da produção.

Novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano.

O trecho inaugural possui aproximadamente 162 quilômetros de extensão e liga Rondonópolis ao terminal instalado em Dom Aquino. A obra integra a primeira fase da Ferrovia Estadual, que demandou investimentos da ordem de R$ 5 bilhões e é considerada atualmente um dos maiores projetos privados de infraestrutura logística em execução no país.

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Quando totalmente concluída, a ferrovia terá cerca de 743 quilômetros de extensão, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e contando ainda com um ramal estratégico para Cuiabá.

O novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho. A estrutura definitiva deverá ser concluída no segundo semestre de 2026, ampliando significativamente a capacidade de escoamento da produção agrícola estadual.

A chegada dos trilhos a regiões mais próximas das áreas produtoras é uma reivindicação histórica do setor produtivo. Desde a implantação da Ferronorte em Rondonópolis, em 2013, produtores rurais, empresários e lideranças políticas defendiam a expansão da malha ferroviária para o médio-norte do Estado, reduzindo custos logísticos e aumentando a eficiência no transporte de cargas.

Além dos benefícios econômicos, o projeto também é apontado como importante aliado da sustentabilidade ambiental. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o transporte ferroviário apresenta menores índices de emissão de carbono quando comparado ao modal rodoviário, contribuindo para uma logística mais limpa e eficiente.

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Na mesma linha, a vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, destaca que a expansão ferroviária fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro e amplia a capacidade de conexão das cadeias produtivas aos mercados internacionais. Para ela, os trilhos representam uma solução de longo prazo que alia eficiência, segurança e redução das emissões de carbono.

A inauguração deste primeiro trecho simboliza o início de uma nova etapa para a infraestrutura de transportes de Mato Grosso, consolidando o Estado como um dos principais corredores logísticos do agronegócio nacional.

(Fotos Rumo Logística e reprodução Web)

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