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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Protestos na Europa e no Brasil, descarte de têxteis e entrevistas são destaques

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As principais notícias da semana ligadas ao Agro, entrevistas e reflexões são os destaques da edição do Momento Agrícola deste sábado, dia 23 de março.

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o Momento Agrícola é um programa veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro – entre elas a Enfoque Rádio Web – e repercutido em forma de notícias e com podcast Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

No primeiro bloco, o programa traz comentários acerca dos protestos de produtores na Europa contra as exigências ambientais e as relações com o Agro brasileiro.

No Brasil, os protestos são dos produtores de leite contra importações e a política equivocada do governo federal para o setor. Há, ainda, menções sobre a queda dos preços dos alimentos no Brasil, desde os anos 70.

Por fim, a acertada medida que obriga as empresas de têxteis, que terão de descartar corretamente os resíduos de roupas, sapatos, cobertores, lençóis, toalhas e outros produtos.

Entrevistas

Nos blocos seguintes, Ricardo Arioli traz entrevistas interessantes, como a do produtor rural Alex Utida, ex-presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, que fala sobre a Parecis SuperAgro e a evolução da agricultura e da pecuária no estado, inspirada pelas feiras agropecuárias.

Na sequência, o doutor Rafael Pitta, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agrossilvipastoril, fala sobre alguns resultados de pesquisas divulgados recentemente.
E também sobre os novos rumos das pesquisas na unidade com a chegada de novos pesquisadores através de concurso.

Finalizando a edição do Momento Agrícola deste sábado, o presidente do GAAS – Grupo Associado de Agricultura Sustentável -, Eduardo Martins, explica por que os bioinsumos não podem ser tratados na mesma Lei dos Pesticidas.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique no podcast abaixo ou acesse a Enfoque Rádio Web, na parte superior da página deste site. O programa vai ao ar aos sábados, a partir das 07h00, com reprise aos domingos, no mesmo horário.

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Agronegócio & Produção

Renegociação de dívidas e avanço ferroviário marcam momento decisivo para o agro

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O agronegócio mato-grossense atravessa um período marcado por desafios financeiros e avanços estruturais. Os dois temas foram abordados pelo jornalista Olmir Cividini na coluna Circuito Rural desta sexta-feira (19.06), que analisa o debate sobre a renegociação das dívidas dos produtores rurais e os impactos da inauguração do primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo.

No campo político, a expectativa do setor está voltada para as discussões sobre mecanismos de renegociação de dívidas rurais. Conforme observa Cividini, o tema voltou ao centro das atenções em Brasília, mas ainda cercado por incertezas. Para muitos produtores, a preocupação é que as decisões acabem sendo influenciadas mais pelo ambiente político do que pelas necessidades reais do setor produtivo.

O cenário é acompanhado com cautela pelo agro, especialmente diante das dificuldades enfrentadas por produtores nos últimos anos em razão de oscilações climáticas, custos elevados de produção e desafios de mercado. A expectativa é de que eventuais medidas ofereçam condições para a recuperação financeira e a continuidade dos investimentos no campo.

Enquanto o debate sobre crédito rural segue em aberto, Mato Grosso comemora um avanço concreto na área logística. Neste sábado será inaugurado, em Dom Aquino, o primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual, considerado um marco para o transporte de cargas e para a competitividade do agronegócio estadual.

O novo terminal multimodal, instalado às margens da BR-070, terá capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho. A estrutura integra a primeira etapa da ferrovia, ligando Rondonópolis a Dom Aquino por meio de aproximadamente 162 quilômetros de trilhos.

A obra é considerada estratégica para ampliar a capacidade de escoamento da produção agrícola, reduzir a dependência do transporte rodoviário e fortalecer o corredor de exportação de Mato Grosso. Além disso, o terminal deverá gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

Segundo a avaliação apresentada na coluna, a nova ferrovia não elimina todos os gargalos logísticos do Estado, mas representa um avanço significativo em uma área considerada fundamental para sustentar o crescimento da produção agrícola. A expectativa é que, com a expansão dos trilhos até Lucas do Rio Verde nos próximos anos, Mato Grosso consolide uma das mais robustas estruturas logísticas do agronegócio brasileiro.

Entre os desafios da renegociação das dívidas e os investimentos em infraestrutura, o setor produtivo segue apostando em medidas que garantam maior competitividade, eficiência e sustentabilidade para o futuro do agro mato-grossense.

(Fonte: Coluna Circuito Rural, de Olmir Cividini.)

Ouça o Circuito Rural na íntegra:

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