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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: PIB do Agro, Green Bonds e homenagens a Morricone, Vinícius e Ringo Starr são os destaques

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O programa Momento Agrícola, transmitido semanalmente pela rede de rádios do Agro, relatado e reproduzido aos finais de semana pelo Enfoque Business, traz, como de costume, vários destaques do setor produtivo brasileiro.

Logo no primeiro bloco, o apresentador e produtor do programa, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, aborda os números do PIB do Agro, que em abril fechou com crescimento de 0,3% e acumulado de 3,78% no quadrimestre. O crescimento registrado em abril foi o menor do quadrimestre, reflexo direto da pandemia do novo coronavírus, segundo o Centro de Estudos Avançados de Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

Na sequência, Arioli fala sobre os ‘Green Bonds”, os chamados títulos verdes que destinam créditos com juros mais baixos ao setor produtivo. Os recursos são concedidos pelos Fundos Financeiros Verdes mediante transparência e atitudes ambientais por parte dos tomadores. Arioli fala sobre como os Títulos Verdes estão entrando, aos poucos, no Agro brasileiro.

Diferente

Ainda no primeiro bloco do Momento Agrícola desta semana, Ricardo Arioli inova abrindo espaço para a boa música através de homenagens ao maestro Ennio Morricone – falecido esta semana -, ao poeta brasileiro Vinícius de Moraes – falecido há 40 anos, em 09 de julho de 1980 – e ao baterista Richard Starkey, o ‘Ringo Starr’, dos Beatles, que no último dia 07 comemorou 80 anos de vida.

Outras

Nos blocos seguintes, Ricardo Arioli destaca o Fórum de Máxima Produtividade do CESB, a Reforma Tributária – que tramita no Congresso -, e notícias de Brasília.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo.

 

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Agronegócio & Produção

Produção agrícola mecanizada em terras indígenas pode impulsionar o agro no Chapadão

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou na semana passada que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou comunidades indígenas a desenvolver agricultura mecanizada e monocultura em seus territórios.

Em Mato Grosso, a decisão abre novas perspectivas para as etnias Paresi, Nambiquara e Manoki, da região de Campo Novo do Parecis, Sapezal e Tangará da Serra. A partir da autorização, as comunidades poderão cultivar soja e milho sem risco de multas ou embargos ambientais.

As lideranças indígenas comemoraram a medida. Entre elas está Arnaldo Zunizakae, presidente da Coopihanama, cooperativa que administra a produção agrícola das aldeias. Ele destacou que a decisão garante melhorias na qualidade de vida e contribui para a permanência dos povos em seus territórios.

Fávaro também ressaltou que, além da autorização do Ibama, os agricultores indígenas poderão acessar linhas de crédito do Plano Safra para financiar a produção.

Tangará da Serra

Em Tangará da Serra, as terras indígenas correspondem a 53% da área total do município, que possui aproximadamente 11,3 mil km². A maior é a Terra Indígena Pareci, onde estão localizadas as aldeias Katyalarekwa e Serra Dourada, a cerca de 125 quilômetros da área urbana. Já a Aldeia Formoso, integrante da Terra Indígena Rio Formoso, fica a 85 quilômetros do centro da cidade.

Parte das comunidades já produz grãos nessas áreas. O trabalho é acompanhado por programas de capacitação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que oferece cursos de operação e manutenção de máquinas agrícolas e de aplicação de herbicidas.

Em Campo Novo do Parecis, a 400 quilômetros de Cuiabá, a produção indígena já ocorre há 15 anos. Nas terras das etnias Manoki, Nambiquara e Paresi, mais de 17 mil hectares são destinados ao cultivo de grãos. Segundo as lideranças, 95% do tratamento da lavoura é feito sem agrotóxicos.

Potencial econômico

As reservas indígenas em Tangará da Serra somam cerca de 6 mil km², o equivalente a 600 mil hectares. Para efeito de comparação, o município conta atualmente com pouco mais de 176 mil hectares cultivados com soja e milho.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) de Tangará da Serra em 2021 foi de R$ 5,58 bilhões. Desse total, 25% — ou R$ 1,395 bilhão — correspondeu ao valor adicionado pela agropecuária.

Se apenas 10% da área indígena fosse destinada ao plantio — respeitando a reserva legal mínima de 35% no Cerrado — seria possível ampliar em quase 30% a área agrícola do município. Nesse cenário, considerando as produtividades da soja e do milho (respectivamente 66 sc/ha e 126 sc/ha) e as cotações atuais desses produtos, a agropecuária poderia acrescentar, somente na comercialização da safra, quase R$ 500 milhões ao PIB local, elevando-o para praticamente R$ 6 bilhões.

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