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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Petróleo a preços negativos e o etanol, variedades de alto rendimento e cuidados com a “RJ” são destaques

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Como de costume, o programa Momento Agrícola traz informações relevantes do Agro para os leitores. Produzido e apresentado por Ricardo Arioli, o programa é veiculado pela rede de rádios do Agro e repercutido pelo Enfoque Business aos finais de semana.

Um dos destaques desta edição do Momento Agrícola é a desvalorização assombrosa do barril de petróleo, algo jamais visto na história recente. O preço do líquido fóssil caiu tanto que chegou a ficar com preço negativo na bolsa de valores. A indústria petrolífera não parou de produzir e acabou ficando sem ter onde estocar a produção.

Após esta depressão, o preço do barril voltou a subir, mas especialistas preveem uma possibilidade que poderá ser ainda mais aterrorizante para o setor petrolífero logo ali, no mês de maio, quando o petróleo poderá apresentar preços de -100 dólares. Isso mesmo: Preço de US$ 100 negativos!

O resultado destes tombos nos preços do petróleo, decorrente da briga mercadológica entre Arábia Saudita e Rússia, atingiu em cheio o mercado do etanol de milho. E, a partir daí, os ‘efeitos colaterais’ desta conjuntura indicam que o milho brasileiro terá de enfrentar uma competição ferrenha, já que os estoques americanos do grão começam a ficar altos.

Mercado

Entre outros destaques do Momento Agrícola consta uma análise feita por um especialista que afirma a necessidade de se observar muito bem a movimentação do mercado, já que vender a safra agora talvez não seja um bom negócio, apesar dos bons preços.

Outra importante abordagem é sobre os riscos de recuperação judicial de empresas compradoras da safra. O Momento Agrícola traz dicas sobre como o produtor pode identificar se determinada empresa está em risco ou não de pedir a “RJ”.

Crises à parte, o Momento Agrícola também destaca duas variedades de soja que deverão render excelentes resultados na próxima safra: a TMG 2381 – que já alcançou grande produtividade na última safra – e a TMG 2379. Ambas são resistentes à maioria das raças de nematoides. A 2379, em especial, será apropriada para a abertura do plantio.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo:

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Agronegócio & Produção

Produção agrícola mecanizada em terras indígenas pode impulsionar o agro no Chapadão

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou na semana passada que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou comunidades indígenas a desenvolver agricultura mecanizada e monocultura em seus territórios.

Em Mato Grosso, a decisão abre novas perspectivas para as etnias Paresi, Nambiquara e Manoki, da região de Campo Novo do Parecis, Sapezal e Tangará da Serra. A partir da autorização, as comunidades poderão cultivar soja e milho sem risco de multas ou embargos ambientais.

As lideranças indígenas comemoraram a medida. Entre elas está Arnaldo Zunizakae, presidente da Coopihanama, cooperativa que administra a produção agrícola das aldeias. Ele destacou que a decisão garante melhorias na qualidade de vida e contribui para a permanência dos povos em seus territórios.

Fávaro também ressaltou que, além da autorização do Ibama, os agricultores indígenas poderão acessar linhas de crédito do Plano Safra para financiar a produção.

Tangará da Serra

Em Tangará da Serra, as terras indígenas correspondem a 53% da área total do município, que possui aproximadamente 11,3 mil km². A maior é a Terra Indígena Pareci, onde estão localizadas as aldeias Katyalarekwa e Serra Dourada, a cerca de 125 quilômetros da área urbana. Já a Aldeia Formoso, integrante da Terra Indígena Rio Formoso, fica a 85 quilômetros do centro da cidade.

Parte das comunidades já produz grãos nessas áreas. O trabalho é acompanhado por programas de capacitação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que oferece cursos de operação e manutenção de máquinas agrícolas e de aplicação de herbicidas.

Em Campo Novo do Parecis, a 400 quilômetros de Cuiabá, a produção indígena já ocorre há 15 anos. Nas terras das etnias Manoki, Nambiquara e Paresi, mais de 17 mil hectares são destinados ao cultivo de grãos. Segundo as lideranças, 95% do tratamento da lavoura é feito sem agrotóxicos.

Potencial econômico

As reservas indígenas em Tangará da Serra somam cerca de 6 mil km², o equivalente a 600 mil hectares. Para efeito de comparação, o município conta atualmente com pouco mais de 176 mil hectares cultivados com soja e milho.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) de Tangará da Serra em 2021 foi de R$ 5,58 bilhões. Desse total, 25% — ou R$ 1,395 bilhão — correspondeu ao valor adicionado pela agropecuária.

Se apenas 10% da área indígena fosse destinada ao plantio — respeitando a reserva legal mínima de 35% no Cerrado — seria possível ampliar em quase 30% a área agrícola do município. Nesse cenário, considerando as produtividades da soja e do milho (respectivamente 66 sc/ha e 126 sc/ha) e as cotações atuais desses produtos, a agropecuária poderia acrescentar, somente na comercialização da safra, quase R$ 500 milhões ao PIB local, elevando-o para praticamente R$ 6 bilhões.

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